{"id":20000,"date":"2012-05-02T16:18:00","date_gmt":"2012-05-02T16:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20000"},"modified":"2012-05-02T16:18:00","modified_gmt":"2012-05-02T16:18:00","slug":"os-barcos-e-o-interruptor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/os-barcos-e-o-interruptor\/","title":{"rendered":"Os barcos e o interruptor"},"content":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o e Ambiente <!--more--> O que t\u00eam em comum o carv\u00e3o, o fuel\u00f3leo, o gas\u00f3leo, a \u00e1gua e o vento? A partir de todos eles \u00e9 poss\u00edvel produzir, \u201cfabricar\u201d, energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Muitos de n\u00f3s, ao acendermos o interruptor que nos permite ter ilumina\u00e7\u00e3o na sala, n\u00e3o nos apercebemos do longo caminho necess\u00e1rio para que, a partir de uma fonte de energia prim\u00e1ria, seja produzida energia el\u00e9trica (\u201celetricidade\u201d). <\/p>\n<p>E como saber quais as fontes de energia usadas para produzir a eletricidade que nos permite ligar o micro-ondas, aspirar e ter ilumina\u00e7\u00e3o em casa?<\/p>\n<p>Uma forma f\u00e1cil \u00e9 lermos a informa\u00e7\u00e3o disponibilizada na fatura da eletricidade; na 2.\u00aa p\u00e1gina, ao fundo, podemos ficar com uma no\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o que o vento (\u201cenergia e\u00f3lica\u201d), o g\u00e1s natural, o carv\u00e3o e a \u00e1gua (\u201ch\u00eddrica\u201d), entre outros, t\u00eam na produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Cada fonte de energia usada tem maiores ou menores impactes.<\/p>\n<p>Por exemplo, no caso do carv\u00e3o, este \u00e9 extra\u00eddo em minas, transportado at\u00e9 \u00e0s centrais termoel\u00e9tricas e a\u00ed \u00e9 queimado; \u00e9 produzido vapor de \u00e1gua a elevada press\u00e3o que movimenta uma turbina, assim produzindo energia el\u00e9trica. No nosso pa\u00eds, \u00e9 usado carv\u00e3o importado para produzir energia el\u00e9trica em algumas centrais termoel\u00e9tricas \u2013 como a central de Sines. Aqui, o consumo di\u00e1rio de carv\u00e3o pode atingir as 11 000 toneladas. Este carv\u00e3o viaja desde a \u00c1frica do Sul, de barco, at\u00e9 ao porto de Sines. A decis\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o desta central ocorreu na sequ\u00eancia das crises petrol\u00edferas de 1973 e 1979, e com base numa estrat\u00e9gia de diversifica\u00e7\u00e3o de fontes de energia prim\u00e1ria para a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Uma parte da nossa energia chega de barco.<\/p>\n<p>Quando s\u00e3o usados combust\u00edveis f\u00f3sseis, como o carv\u00e3o ou o fuel\u00f3leo, na produ\u00e7\u00e3o de eletricidade, ocorre um processo de combust\u00e3o. Nesse processo, o carbono (um dos \u201cingredientes\u201d presentes nestes combust\u00edveis) reage com o oxig\u00e9nio dando origem ao CO2, o di\u00f3xido de carbono. Ou seja, ao ligarmos o interruptor na sala, para termos ilumina\u00e7\u00e3o, estamos a contribuir para que seja queimado carv\u00e3o e ocorra liberta\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono. Se repararmos com aten\u00e7\u00e3o na fatura de eletricidade, existe tamb\u00e9m na 2\u00aa p\u00e1gina a indica\u00e7\u00e3o de dois par\u00e2metros: \u201cgasto m\u00e9dio di\u00e1rio no per\u00edodo\u201d (em \u20ac) e \u201cemiss\u00e3o de CO2 associado ao consumo de energia desta fatura\u201d (em Kg).<\/p>\n<p>Por outro lado, a energia el\u00e9trica que consumimos atualmente tem na sua origem, em cerca de 30%, a energia do vento. Um olhar atento para a \u201cconta da luz\u201d pode assim ajudar-nos a ter uma no\u00e7\u00e3o mais clara dos tipos de energia que usamos no nosso pa\u00eds. E, a n\u00edvel individual, quanto contribu\u00edmos na emiss\u00e3o desse g\u00e1s, o CO2, que contribui para o aquecimento global. Enquanto pa\u00eds necessitamos de dispor de v\u00e1rias fontes de energia; enquanto cidad\u00e3os podemos fazer a nossa parte e usar a energia el\u00e9trica de uma forma respons\u00e1vel. Algo t\u00e3o simples, como a troca de uma l\u00e2mpada por outra mais eficiente, faz a diferen\u00e7a. Trocar muitas l\u00e2mpadas em muitos lares, faz muito mais!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o e Ambiente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-20000","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20000","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20000"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20000\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}