{"id":20019,"date":"2012-05-09T16:39:00","date_gmt":"2012-05-09T16:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20019"},"modified":"2012-05-09T16:39:00","modified_gmt":"2012-05-09T16:39:00","slug":"um-velho-principio-que-fomenta-a-liberdade-e-a-participacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/um-velho-principio-que-fomenta-a-liberdade-e-a-participacao\/","title":{"rendered":"Um velho princ\u00edpio que fomenta a liberdade e a participa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O que sabe de DSI? &#8211; 3 <!--more--> 1. A mais recente enc\u00edclica papal dedicada \u00e0 Doutrina Social da Igreja \u00e9 a\u2026<\/p>\n<p>a) \u201cCaritas in veritate\u201d<\/p>\n<p>b) \u201cDeus caritas est\u201d<\/p>\n<p>c) \u201cSpe Salvi\u201d<\/p>\n<p>2. A enc\u00edclica \u201cQuadragesimo anno\u201d foi publicada em 1941, por Pio XI, para comemorar os 40 anos da \u201cRerum novarum\u201d, trazendo \u00e0 luz novos problemas e propondo vias de solu\u00e7\u00e3o. A dada altura, afirma: \u201cPermanece imut\u00e1vel aquele solene princ\u00edpio da filosofia social: assim como \u00e9 injusto subtrair aos indiv\u00edduos o que eles podem efetuar com a pr\u00f3pria iniciativa e ind\u00fastria, para o confiar \u00e0 coletividade, do mesmo modo passar para uma sociedade maior e mais elevada o que sociedades menores e inferiores podiam conseguir, \u00e9 uma injusti\u00e7a, um grave dano e perturba\u00e7\u00e3o da boa ordem social\u201d. Por que nome \u00e9 conhecido este princ\u00edpio?<\/p>\n<p>a) Solidariedade<\/p>\n<p>b) Burocracia<\/p>\n<p>c) Subsidiariedade<\/p>\n<p>3. A subsidiariedade (Jo\u00e3o Paulo II, na enc\u00edclica Centesimus annus, refere-se a este princ\u00edpio deste modo: uma sociedade de ordem superior n\u00e3o deve interferir na vida interna de uma sociedade de ordem inferior, privando-a das suas compet\u00eancias, mas deve antes apoi\u00e1-la em caso de necessidade e ajud\u00e1-la a coordenar a sua a\u00e7\u00e3o com a das outras componentes sociais, tendo em vista o bem comum) op\u00f5e-se\u2026<\/p>\n<p>a) \u00c0 iniciativa privada<\/p>\n<p>b) Ao Estado assistencialista<\/p>\n<p>c) \u00c0 democracia<\/p>\n<p>4. A grande finalidade da Doutrina Social da Igreja \u00e9:<\/p>\n<p>a) apresentar uma alternativa ao capitalismo e ao comunismo<\/p>\n<p>b) orientar o comportamento crist\u00e3o nas quest\u00f5es sociais<\/p>\n<p>c) constituir-se como ideologia<\/p>\n<p>RESPOSTAS <\/p>\n<p>1. a) As tr\u00eas enc\u00edclicas s\u00e3o de Bento XVI. A \u201cCaritas in veritate\u201d (\u201cA caridade na verdade\u201d), de 2009, mais recente, dedica-se em exclusivo \u00e0 doutrina social.<\/p>\n<p>2. c) Subsidiariedade. Este princ\u00edpio, preconizando que o que poder ser feito por quem est\u00e1 mais perto, seja pessoa, comunidade, institui\u00e7\u00e3o ou pa\u00eds, n\u00e3o deve ser feito por quem est\u00e1 mais longe, favorece a responsabilidade, a participa\u00e7\u00e3o, a liberdade, a iniciativa.<\/p>\n<p>3. b) Estado assistencialista. Jo\u00e3o Paulo II justifica na enc\u00edclica \u201cCentesimus anus\u201d: \u201cAo intervir diretamente, irresponsabilizando a sociedade, o Estado assistencial provoca a perda de energias humanas e o aumento exagerado do sector estatal, dominando mais por l\u00f3gicas burocr\u00e1ticas do que pela preocupa\u00e7\u00e3o de servir os usu\u00e1rios com um acr\u00e9scimo enorme das despesas. De facto, parece conhecer melhor a necessidade e ser mais capaz de satisfaz\u00ea-la quem a ela est\u00e1 mais vizinho e vai ao encontro do necessitado\u201d.<\/p>\n<p>4. b) Sobre esta quest\u00e3o, Jo\u00e3o Paulo II escreve na enc\u00edclica \u201cSollicitudo rei socialis\u201d, n.\u00ba 41: \u201cA doutrina social da Igreja n\u00e3o \u00e9 uma \u00abterceira via\u00bb entre capitalismo liberalista e colectivismo marxista, nem sequer uma poss\u00edvel alternativa a outras solu\u00e7\u00f5es menos radicalmente contrapostas: ela constitui por si mesma uma categoria. N\u00e3o \u00e9 tampouco uma ideologia, mas a formula\u00e7\u00e3o acurada dos resultados de uma reflex\u00e3o atenta sobre as complexas realidades da exist\u00eancia do homem, na sociedade e no contexto internacional, \u00e0 luz da f\u00e9 e da tradi\u00e7\u00e3o eclesial. A sua finalidade principal \u00e9 interpretar estas realidades, examinando a sua conformidade ou desconformidade com as linhas do ensinamento do Evangelho sobre o homem e sobre a sua voca\u00e7\u00e3o terrena e ao mesmo tempo transcendente; visa, pois, orientar o comportamento crist\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que sabe de DSI? &#8211; 3<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-20019","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20019"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20019\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}