{"id":20063,"date":"2011-02-16T09:23:00","date_gmt":"2011-02-16T09:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20063"},"modified":"2011-02-16T09:23:00","modified_gmt":"2011-02-16T09:23:00","slug":"a-solidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-solidao\/","title":{"rendered":"A solid\u00e3o!"},"content":{"rendered":"<p>O rumo ter\u00e1 de ser outro! Morre-se na solid\u00e3o, porque a solid\u00e3o mata. Vive-se na solid\u00e3o, porque a falta de humanismo esvazia o ser humano do respeito por si pr\u00f3prio e pelos demais.<\/p>\n<p>As not\u00edcias destes dias n\u00e3o podem deixar indiferentes governantes, institui\u00e7\u00f5es, comunidades crist\u00e3s, autarquias, fam\u00edlias, e todas as pessoas que estimam a vida como direito primordial do ser humano.<\/p>\n<p>Nascidos como seres em rela\u00e7\u00e3o e para a rela\u00e7\u00e3o, n\u00f3s s\u00f3 podemos sentir-nos realizados numa vida de m\u00faltiplas rela\u00e7\u00f5es. E rela\u00e7\u00f5es personalizadas, isto \u00e9, com pessoas, de vista, de ouvido, de proximidade. Quando todo esse tecido de rela\u00e7\u00f5es se esvai, fica-se atr\u00e1s de uma porta, enclausurado entre quatro paredes, tolhido pelas escadas a vencer\u2026 e morre-se na mais terr\u00edvel solid\u00e3o, a da impot\u00eancia para procurar rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesta invenc\u00edvel necessidade se espelha a nossa imagem e semelhan\u00e7a de Deus. A rela\u00e7\u00e3o tem um sabor a divino. E molda-nos os sentimentos, ordena-nos as prioridades, estica-nos o tempo dispon\u00edvel, alarga o cora\u00e7\u00e3o e elimina barreiras, para nos situarmos no tecido da fam\u00edlia e da vizinhan\u00e7a, do pr\u00e9dio, da rua, do bairro, do lugar\u2026<\/p>\n<p>Nas trevas brilha sempre uma luz. Vale o que vale; mas \u00e9 um lampejo de esperan\u00e7a e uma iniciativa que pode suscitar outras. E tem a marca de juventude que se preocupa com os idosos. \u00c9 assim que a acolho com alegria e me deixo inquietar por ela, procurando equacionar o que possa suscitar de criatividade na realidade em que vivo.<\/p>\n<p>Vem das terras do interior. Os jovens &#8211; um certo n\u00famero de jovens &#8211; decidiram \u201capadrinhar\u201d, cada um, dois idosos. Com o compromisso de os visitar, de lhes dedicar periodicamente algum tempo, de lhes prestar algum servi\u00e7o necess\u00e1rio, de lhes proporcionar mesmo alguma forma de lazer.<\/p>\n<p>Espero que seja uma iniciativa gratificante, para quem d\u00e1 e para quem recebe. Que seja um pequeno gr\u00e3o de mostarda a suscitar multiplica\u00e7\u00e3o de humanismo at\u00e9 ao infinito, escola de uma educa\u00e7\u00e3o diferente dos ideais do mercantilismo e do v\u00edcio tecnol\u00f3gico, acima dos castings que fabricam \u00eddolos com p\u00e9s de barro ou dos desejos de entrar no \u201cGuines Book\u201d.<\/p>\n<p>O homem pretende, muitas vezes, escorra\u00e7ar Deus da sua vida, coloca-se frente a Ele como inimigo a abater. Mas d\u00e1 voltas e voltas e n\u00e3o encontra sentido para a vida, nem modo feliz de a viver, sen\u00e3o acolhendo-se na Sua luz e dela bebendo a inspira\u00e7\u00e3o para os seus pensamentos e as suas atitudes, que constroem uma sociedade onde se ama a vida e, por isso, se n\u00e3o morre de solid\u00e3o.   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rumo ter\u00e1 de ser outro! Morre-se na solid\u00e3o, porque a solid\u00e3o mata. 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