{"id":20081,"date":"2012-05-02T16:09:00","date_gmt":"2012-05-02T16:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20081"},"modified":"2012-05-02T16:09:00","modified_gmt":"2012-05-02T16:09:00","slug":"debito-especial-para-com-a-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/debito-especial-para-com-a-mulher\/","title":{"rendered":"D\u00e9bito especial para com a mulher"},"content":{"rendered":"<p>Texto <!--more--> Na maternidade da mulher, unida \u00e0 paternidade do homem, reflete-se o mist\u00e9rio eterno do gerar que \u00e9 pr\u00f3prio de Deus, de Deus uno e trino (cf. Ef 3, 14-15). O gerar humano \u00e9 comum ao homem e \u00e0 mulher. E se a mulher, guiada por amor ao marido, disser: \u00abDei-te um filho\u00bb, as suas palavras ao mesmo tempo significam: \u00abEste \u00e9 nosso filho\u00bb. Contudo, ainda que os dois juntos sejam pais do seu filho, a maternidade da mulher constitui uma \u00abparte\u00bb especial deste comum ser progenitor, ali\u00e1s a parte mais comprometida. O ser progenitor \u2013 ainda que seja comum aos dois \u2013 realiza-se muito mais na mulher, especialmente no per\u00edodo pr\u00e9-natal. \u00c9 sobre a mulher que recai diretamente o \u00abpeso\u00bb deste comum gerar, que absorve literalmente as energias do seu corpo e da sua alma. \u00c9 preciso, portanto, que o homem seja plenamente consciente de que contrai, neste seu comum ser progenitores, um d\u00e9bito especial para com a mulher. Nenhum programa de \u00abparidade de direitos\u00bb das mulheres e dos homens \u00e9 v\u00e1lido, se n\u00e3o se tem presente isto de um modo todo essencial.<\/p>\n<p>A maternidade comporta uma comunh\u00e3o especial com o mist\u00e9rio da vida, que amadurece no seio da mulher: a m\u00e3e admira este mist\u00e9rio, com intui\u00e7\u00e3o singular \u00abcompreende \u00bb o que se vai formando dentro de si. A luz do \u00abprinc\u00edpio\u00bb, a m\u00e3e aceita e ama o filho que traz no seio como uma pessoa. Este modo \u00fanico de contacto com o novo homem que se est\u00e1 formando cria, por sua vez, uma atitude tal para com o homem \u2013 n\u00e3o s\u00f3 para com o pr\u00f3prio filho, mas para com o homem em geral \u2013 que caracteriza profundamente toda a personalidade da mulher. Considera-se comumente que a mulher, mais do que o homem, seja capaz de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa concreta, e que a maternidade desenvolva ainda mais esta disposi\u00e7\u00e3o. O homem \u2013 mesmo com toda a sua participa\u00e7\u00e3o no ser pai \u2013 encontra-se sempre \u00abfora\u00bb do processo da gesta\u00e7\u00e3o e do nascimento da crian\u00e7a e deve, sob tantos aspetos, aprender da m\u00e3e a sua pr\u00f3pria \u00abpaternidade\u00bb. Isto \u2013 pode-se dizer \u2013 faz parte do dinamismo humano normal do ser progenitores, tamb\u00e9m quando se trata das etapas sucessivas ao nascimento da crian\u00e7a, especialmente no primeiro per\u00edodo. A educa\u00e7\u00e3o do filho, globalmente entendida, deveria conter em si a d\u00faplice contribui\u00e7\u00e3o dos pais: a contribui\u00e7\u00e3o materna e paterna. Todavia, a materna \u00e9 decisiva para as bases de uma nova personalidade humana.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo II, excerto do n.\u00ba 18 da Carta Apost\u00f3lica \u201cMulieris Dignitatem\u201d, sobre a dignidade e a voca\u00e7\u00e3o da mulher<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-20081","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20081","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20081"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20081\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20081"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20081"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20081"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}