{"id":20123,"date":"2012-05-16T15:30:00","date_gmt":"2012-05-16T15:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20123"},"modified":"2012-05-16T15:30:00","modified_gmt":"2012-05-16T15:30:00","slug":"a-alimentacao-que-fazemos-vs-alimentacao-que-precisamos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-alimentacao-que-fazemos-vs-alimentacao-que-precisamos\/","title":{"rendered":"A alimenta\u00e7\u00e3o que fazemos vs alimenta\u00e7\u00e3o que precisamos"},"content":{"rendered":"<p>Sa\u00fade <!--more--> A necessidade de procurar alimentos para garantir a sobreviv\u00eancia surgiu com a pessoa humana. Esta ganhou consci\u00eancia dessa necessidade quando sentiu fome pela primeira vez. Atualmente j\u00e1 n\u00e3o se come para responder a uma necessidade biol\u00f3gica mas, essencialmente, para satisfazer um h\u00e1bito ou prazer. O ato de comer tornou-se num h\u00e1bito social. Juntamo-nos para comer e comemos sempre que nos reunimos, independentemente das necessidades biol\u00f3gicas do organismo. \u00c9 habitual nas nossas rela\u00e7\u00f5es sermos pressionados para comer ou pressionarmos outros a faz\u00ea-lo. \u00c9 um costume que vem de casa. Alguns pais incentivam os seus filhos a comer, sem respeitarem os limites nem as necessidades de cada um, ao ponto de os levar a cometer abusos de exagero, colocando em risco a sa\u00fade por estas m\u00e1s pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Hoje comercializa-se uma vasta variedade de alimentos com fins nutritivos, havendo uma enorme diferen\u00e7a de qualidade entre eles. E as campanhas que s\u00e3o desenvolvidas nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, com o objetivo de aumentar o consumo alimentar, raramente s\u00e3o promovidas para o bem do consumidor, mas antes pelos interesses econ\u00f3micos de quem as promove. Recai a responsabilidade sobre cada um dos consumidores saber tomar a melhor op\u00e7\u00e3o. Ler a informa\u00e7\u00e3o dos r\u00f3tulos dos alimentos antes de efetuarmos a compra dos alimentos escolhidos parece-me uma atitude inteligente e respons\u00e1vel. <\/p>\n<p>A mediocridade de v\u00e1rios produtos alimentares que a rede comercial nos imp\u00f5e atrav\u00e9s de publicidade persuasiva exige do consumidor uma aten\u00e7\u00e3o permanente e um rigor nas suas op\u00e7\u00f5es. Muitos produtos alimentares s\u00e3o divulgados como sendo ben\u00e9ficos para a sa\u00fade, quando a maioria das pessoas sabe que \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio, por serem preparados com demasiada gordura, com doses excessivas de sal ou de a\u00e7\u00facar, ou de outros condimentos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade do consumidor. <\/p>\n<p>Nunca foi t\u00e3o preciso fazermos uma aprendizagem espec\u00edfica para aprendermos a comer, o que se deve, quando, como e a quantidade de alimentos devemos comer.<\/p>\n<p>O que devemos comer?<\/p>\n<p>Devemos comer todos os alimentos considerados naturais e, sempre que poss\u00edvel, utiliz\u00e1-los como a natureza nos oferece. Os alimentos que s\u00e3o pass\u00edveis de serem consumidos crus n\u00e3o devem ser cozinhados. Os alimentos que precisarem de ser confecionados dever\u00e3o ser submetidos a essa prepara\u00e7\u00e3o, de forma simples e adequada, sem se abusar da utiliza\u00e7\u00e3o das gorduras, do sal e da temperatura. A fruta e os vegetais tenros podem ser consumidos crus e, sempre que poss\u00edvel, com a pele, depois de serem cuidadosamente lavados.<\/p>\n<p>O que devemos beber e em que quantidade?<\/p>\n<p>Os l\u00edquidos merecem uma aten\u00e7\u00e3o muito especial, devido ao valor e \u00e0 fun\u00e7\u00e3o que ocupam no organismo. A \u00e1gua deve ser a bebida de elei\u00e7\u00e3o de todas as pessoas e de todas as idades. Poderemos aguentar v\u00e1rias semanas sem ingerir alimentos, mas quanto aos l\u00edquidos, somente tr\u00eas ou quatro dias. A \u00e1gua \u00e9 o principal elemento respons\u00e1vel pela depura\u00e7\u00e3o (limpeza) do organismo. A falta de l\u00edquidos no organismo compromete o funcionamento de todos os \u00f3rg\u00e3os vitais, nomeadamente os rins, imprescind\u00edveis no processo de elimina\u00e7\u00e3o das toxinas. Durante os dias de calor e em situa\u00e7\u00f5es de infe\u00e7\u00f5es internas, aumenta mais ainda a necessidade de ingest\u00e3o de \u00e1gua. Uma alimenta\u00e7\u00e3o salgada, doce ou com gordura exige mais \u00e1gua no organismo. Por isso, \u00e9 mais racional evitar as subst\u00e2ncias desidratantes do organismo (sal, a\u00e7\u00facar e gordura), para n\u00e3o sermos confrontados com situa\u00e7\u00f5es de desidrata\u00e7\u00e3o e precisarmos de ingerir quantidades elevadas de \u00e1gua para minimizar essas anomalias. Uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e equilibrada, onde predomine a fruta, os vegetais e os cereais integrais, numa pessoa com uma atividade de pouco esfor\u00e7o f\u00edsico, n\u00e3o precisar\u00e1 de ingerir durante o dia mais de um litro e meio de \u00e1gua. Em casos excecionais, esta quantidade de \u00e1gua poder\u00e1 revelar-se insuficiente, principalmente quando se faz exerc\u00edcio de grande esfor\u00e7o f\u00edsico, quando est\u00e1 muito calor, ou durante alguns tratamentos farmacol\u00f3gicos. <\/p>\n<p>Alguns dos sintomas de desidrata\u00e7\u00e3o e de alerta para a necessidade de ingest\u00e3o de mais \u00e1gua s\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o de boca seca, ardor nos olhos, v\u00e9rtices dos l\u00e1bios cortados, saliva mais espessa e altera\u00e7\u00e3o da cor e do volume da urina.<\/p>\n<p>Quando devemos comer?<\/p>\n<p>Devemos comer sempre que o organismo necessite de receber nutrientes. O momento adequado para comer \u00e9 quando se sente fome. O apetite \u00e9 o sinal natural que o pr\u00f3prio organismo nos d\u00e1 para nos indicar essa car\u00eancia. Quanto ao sintoma da sede \u00e9 diferente. O ideal \u00e9 que o organismo n\u00e3o precise de nos avisar atrav\u00e9s do sinal da sede que precisa de \u00e1gua. \u00c9 bom que se coma somente quando sentirmos apetite, mas devemos beber com frequ\u00eancia ao longo de todo o dia, mesmo sem sede, de modo a n\u00e3o deixarmos baixar o n\u00edvel h\u00eddrico do organismo para \u00edndices de desidrata\u00e7\u00e3o. As desidrata\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito frequentes em crian\u00e7as e pessoas idosas, principalmente durante as esta\u00e7\u00f5es do ano mais quentes. <\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o relacionada com o tempo tem a ver com os intervalos entre as refei\u00e7\u00f5es. Uma refei\u00e7\u00e3o considerada completa, em termos quantitativos e qualitativamente precisa, em m\u00e9dia, de cerca de tr\u00eas horas para ser digerida. Um lanche ou uma refei\u00e7\u00e3o interm\u00e9dia n\u00e3o precisar\u00e1 de tanto tempo, metade do tempo chegar\u00e1. Por\u00e9m, cada pessoa dever\u00e1 conhecer o grau de mobilidade do seu aparelho digestivo e procurar respeit\u00e1-lo. N\u00e3o conv\u00e9m perder de refer\u00eancia do sintoma da fome, porque \u00e9 esse sinal que nos informa que a digest\u00e3o foi conclu\u00edda e que chegou o momento de se fazer o reabastecimento alimentar.<\/p>\n<p>Como devemos comer?<\/p>\n<p>Devemos comer devagar, mastigar cuidadosamente os alimentos e insaliv\u00e1-los suficientemente. A pressa e a mastiga\u00e7\u00e3o deficiente podem comprometer a digest\u00e3o e o aproveitamento dos nutrientes ingeridos. Sempre que seja poss\u00edvel, devemos escolher um ambiente tranquilo e um local arejado para fazermos as refei\u00e7\u00f5es. O h\u00e1bito de se falar no decorrer da refei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica salutar. \u00c9 uma pr\u00e1tica que n\u00e3o acontece em nenhum animal de outra esp\u00e9cie. Por exemplo, o c\u00e3o n\u00e3o ladra, nem o gato mia enquanto comem. Os alimentos devem ser ingeridos pausadamente, promovendo pequeninas pausas. Durante as pequenas pausas podemos conversar. Contudo, essas pausas destinam-se \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o e do dom\u00ednio da emo\u00e7\u00e3o, elementos facilitadores da digest\u00e3o. Pelo menos durante a mastiga\u00e7\u00e3o dos alimentos, a conversa\u00e7\u00e3o \u00e9 de todo desaconselhada, por facilitar a ingest\u00e3o de ar juntamente com os alimentos que se dirigem ao est\u00f4mago, causando dilata\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago, imobilidade g\u00e1strica, aerofagia e inc\u00f3modos digestivos graves.<\/p>\n<p>Que quantidade de alimentos devemos ingerir?<\/p>\n<p>\u00c9 muito relativo. Contudo, devemos procurar ingerir uma quantidade de alimentos que garanta qualitativamente, a satisfa\u00e7\u00e3o plena das necessidades nutritivas do organismo. \u00c9 importante tamb\u00e9m a satisfa\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel do apetite. Por conseguinte, devemos comer at\u00e9 saciar confortavelmente o apetite. Contudo, n\u00e3o devemos centrar a nossa aten\u00e7\u00e3o somente na quantidade mas, acima de tudo, na qualidade e no equil\u00edbrio da refei\u00e7\u00e3o. Est\u00f4mago cheio e saciado, n\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de organismo nutrido e satisfeito. Da\u00ed a necessidade de conhecermos qualitativamente cada alimento e o que ele nos poder\u00e1 fornecer, em termos de nutrientes. Uma refei\u00e7\u00e3o eficaz \u00e9 aquela que responde qualitativamente \u00e0s principais necessidades nutritivas do organismo, com um \u00edndice de toxicidade reduzido ou nulo (este ser\u00e1 o tema do pr\u00f3ximo texto).    <\/p>\n<p>Vamos tentar conhecer melhor os alimentos que ingerimos e aprender a comer de maneira saud\u00e1vel, para garantirmos n\u00e3o s\u00f3 mais anos mas, essencialmente, garantirmos mais vida aos anos, ou seja, melhor qualidade de vida.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Carlos A. Costa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-20123","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20123"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20123\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}