{"id":20140,"date":"2012-05-23T15:30:00","date_gmt":"2012-05-23T15:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20140"},"modified":"2012-05-23T15:30:00","modified_gmt":"2012-05-23T15:30:00","slug":"escola-joao-afonse-de-aveiro-recirou-producao-de-adobe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/escola-joao-afonse-de-aveiro-recirou-producao-de-adobe\/","title":{"rendered":"Escola Jo\u00e3o Afonse de Aveiro recirou produ\u00e7\u00e3o de adobe"},"content":{"rendered":"<p>Alunos aprenderam como se constru\u00eda no s\u00e9c. XIX e princ\u00edpios do s\u00e9c. XX. Um m\u00e9todo ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Para muitos dos alunos que frequentam a Escola Jo\u00e3o Afonso de Aveiro, foi uma novidade saber que durante s\u00e9culos as casas da regi\u00e3o de Aveiro foram constru\u00eddas com adobes feitos de terra misturada com palha, como aqueles que viram fazer no recinto escolar, no passado dia 18 de maio, data em que se assinalou o Dia Internacional dos Museus.<\/p>\n<p>Foi com um misto de curiosidade e espanto que muitos alunos viram abrir um buraco no ch\u00e3o, retirar terra que depois foi misturada com palha e amassada (pisoteada) de modo a fazer uma pasta homog\u00e9nea que, de seguida, foi colocada em moldes, com as dimens\u00f5es e formas pretendidas, ficando com o aspeto de blocos,  que foram desenformadas para secarem ao sol, durante um a dois meses, de modo a ganharem dureza. No final, esses adobes de terra negra e palha ficam com uma tonalidade acinzentada escura. <\/p>\n<p>Num outro espa\u00e7o do recinto, sob a sombra das \u00e1rvores, foram confecionados outros blocos, tamb\u00e9m eles \u00e0 base de terra (saibro amarelo) misturada com p\u00f3 de cal branca (id\u00eantica \u00e0 que se usa para caiar paredes), cal que tamb\u00e9m pode ser de p\u00f3 de pedra calc\u00e1ria, designada por \u201ccal churra\u201d, pelo que os primeiros t\u00eam uma cor mais amarelo claro do que estes, que ficam mais escuros e acastanhados. Os m\u00e9todo de moldagem e de secagem desses blocos \u00e9 igual \u00e0 dos adobes de terra escura.<\/p>\n<p>Ao lado, alguns pedreiros mostravam aos jovens estudantes como se usavam adobes na constru\u00e7\u00e3o de paredes de uma habita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Tradicionalmente, na produ\u00e7\u00e3o de adobes colaborava toda a fam\u00edlia, incluindo os mais novos que davam de beber aos adultos, j\u00e1 que os adobes eram produzidos para serem usados na constru\u00e7\u00e3o das respetivas habita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Regi\u00e3o sem pedra<\/p>\n<p>Mesmo na cidade de Aveiro ainda h\u00e1 casas seculares totalmente constru\u00eddas em adobe,  que permanecem de p\u00e9, uma vez que na regi\u00e3o n\u00e3o havia pedra e a pouca dispon\u00edvel (como a pedra vermelha de Eirol) era usada nas obras p\u00fablicas e nos edif\u00edcios de maior envergadura (igrejas, pal\u00e1cios e outros). Dos im\u00f3veis constru\u00eddos em adobe, o destaque vai para a antiga Casa de Major Pessoa (atual Casa Museu Arte Nova), im\u00f3vel que foi totalmente restaurado, mantendo-se a constru\u00e7\u00e3o em adobe.<\/p>\n<p>O adobe \u00e9 tamb\u00e9m um produto ecol\u00f3gico porque \u00e9 totalmente recicl\u00e1vel e reutiliz\u00e1vel. Al\u00e9m disso \u00e9 produzido sem recurso a meios mec\u00e2nicos poluentes.<\/p>\n<p>Evento com o apoio <\/p>\n<p>de diversas institui\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Carlos Magalh\u00e3es, diretor da Escola Jo\u00e3o Afonso de Aveiro, sublinhou que este evento, realizado no \u00e2mbito do programa de Ci\u00eancias e enquadrado no Pr\u00e9mio Funda\u00e7\u00e3o Il\u00eddio Pinho \u2013 Pr\u00e9mio Efici\u00eancia na Escola, pretendeu mostrar aos alunos \u201ccomo se constru\u00eda no s\u00e9culo XIX e princ\u00edpios do s\u00e9culo XX\u201d.<\/p>\n<p>A parceria da escola com \u201cgrupos etnogr\u00e1ficos e c\u00e9nicos permitiu transportar a hist\u00f3ria para os dias de hoje\u201d, referiu Carlos Magalh\u00e3es, que enalteceu tamb\u00e9m a colabora\u00e7\u00e3o de outras entidades na concretiza\u00e7\u00e3o deste evento.<\/p>\n<p>Na realiza\u00e7\u00e3o desta recria\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de adobe, ocorrida no Dia Internacional dos Museus, a Escola Jo\u00e3o Afonso de Aveiro contou com a colabora\u00e7\u00e3o de diversas entidades, nomeadamente C\u00e2mara Municipal de Aveiro (atrav\u00e9s do pelouro de Cultura e da Divis\u00e3o de Museus e Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico), Juntas de Freguesia (com destaque para a da Gl\u00f3ria), Grupo Etnogr\u00e1fico de Oliveirinha, Grupo C\u00e9nico das Barrocas, Universidade de Aveiro, ADERAV, entre outras.<\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alunos aprenderam como se constru\u00eda no s\u00e9c. 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