{"id":20157,"date":"2012-06-14T09:27:00","date_gmt":"2012-06-14T09:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20157"},"modified":"2012-06-14T09:27:00","modified_gmt":"2012-06-14T09:27:00","slug":"nova-cultura-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nova-cultura-2\/","title":{"rendered":"Nova cultura"},"content":{"rendered":"<p>A Comunidade Internacional alheia-se ou acomoda-se \u00e0s situa\u00e7\u00f5es das injusti\u00e7as mais gritantes. Possivelmente, interesses ocultos, neg\u00f3cios chorudos travam a possibilidade de se erguerem vozes de protesto, de se desencadearem a\u00e7\u00f5es de press\u00e3o ou mesmo punitivas, em rela\u00e7\u00e3o a regimes e poderes institu\u00eddos que fazem t\u00e1bua rasa dos acontecimentos mais atrozes que ocorrem sob o seu imp\u00e1vido olhar ou, pior que isso, por sua iniciativa.<\/p>\n<p>Prosseguem os massacres na S\u00edria, s\u00e3o quase di\u00e1rias as chacinas de crist\u00e3os na Nig\u00e9ria, n\u00e3o se pode ser portador do menor sinal de crist\u00e3o no Paquist\u00e3o, na \u00cdndia vive-se o receio permanente de uma persegui\u00e7\u00e3o destruidora\u2026 Uma esteira de viola\u00e7\u00f5es permanentes dos direitos fundamentais das pessoas e minorias, ante a passividade das na\u00e7\u00f5es ditas civilizadas.<\/p>\n<p>Os dramas humanit\u00e1rios sucedem-se: foi o do Afeganist\u00e3o, foi e \u00e9 o Sud\u00e3o do Sul, agora recrudesce o do I\u00e9men, onde a quase totalidade dos treze milh\u00f5es de crian\u00e7as j\u00e1 sofreu viol\u00eancias, cerca de 58% sofrem anomalias de desenvolvimento por causa da desnutri\u00e7\u00e3o, com um milh\u00e3o delas em est\u00e1gio de desnutri\u00e7\u00e3o e um quarto em risco de morte.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta a ajuda de alguns pa\u00edses, se bem que, em circunst\u00e2ncias de emerg\u00eancia, ela se torna indispens\u00e1vel. \u00c9 que as possibilidades de a fazer chegar \u00e0s popula\u00e7\u00f5es sofre, n\u00e3o raro, a obstru\u00e7\u00e3o das for\u00e7as em conflito. Mais do que isso: \u00e9 preciso instaurar a cultura da vigil\u00e2ncia, a consci\u00eancia da solidariedade, o zelo do respeito pela vida, pela liberdade de cren\u00e7a, pela autonomia de cultura, por parte dos poderes institu\u00eddos, em caminho de cultura democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Muitos o t\u00eam dito e creio que est\u00e1 \u00e0 vista de toda a gente: as Na\u00e7\u00f5es Unidas e os seus \u00f3rg\u00e3os t\u00eam de ser profundamente remodelados. Alguns deles, hoje, em vez de protegerem indiv\u00edduos e grupos, funcionam como for\u00e7as de bloqueio \u00e0s exig\u00eancias a impor aos governos, por raz\u00f5es ideol\u00f3gicas ou por interesses de compadrio, tolhendo, desse modo, uma justa e exemplar interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que as estruturas n\u00e3o resolver\u00e3o tudo. Importa que a barb\u00e1rie d\u00ea lugar, no cora\u00e7\u00e3o humano, \u00e0 considera\u00e7\u00e3o da centralidade da pessoa nos processos pol\u00edticos e sociais, ao reconhecimento dos outros e respeito pela diferen\u00e7a, ao gosto de viver e progredir em conjunto, com o esp\u00edrito liberto de fanatismos ou radicalismos, religiosos ou ideol\u00f3gicos. <\/p>\n<p>A verdadeira paz passa pelo cora\u00e7\u00e3o da pessoa humana, como o verdadeiro terrorismo nasceu do rancor, do \u00f3dio fan\u00e1tico inculcado em emo\u00e7\u00f5es e exalta\u00e7\u00f5es irracionais no fundo do mesmo cora\u00e7\u00e3o humano. O concerto das na\u00e7\u00f5es s\u00f3 tem um caminho de futuro: tomar como ide\u00e1rio e desencadear energias e sinergias para semear a civiliza\u00e7\u00e3o do amor em cada ser humano, em cada povo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comunidade Internacional alheia-se ou acomoda-se \u00e0s situa\u00e7\u00f5es das injusti\u00e7as mais gritantes. 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