{"id":20253,"date":"2012-05-09T16:44:00","date_gmt":"2012-05-09T16:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20253"},"modified":"2012-05-09T16:44:00","modified_gmt":"2012-05-09T16:44:00","slug":"a-construcao-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-construcao-humana\/","title":{"rendered":"A constru\u00e7\u00e3o humana"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> \u00c9 importante, quando passam dias-efem\u00e9ride, como o dia 1 de Maio, dia do trabalhador, mergulhar um pouco na causa das coisas, na g\u00e9nese da proclama\u00e7\u00e3o do dia internacional da reivindica\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es laborais. N\u00e3o queremos ir muito al\u00e9m neste assunto, at\u00e9 porque v\u00e1rias vezes j\u00e1 o aludimos. Por\u00e9m, temos interesse, numa \u00e9poca em que \u00e9 necess\u00e1ria, como nunca, a reivindica\u00e7\u00e3o, nesta \u00e9poca, portanto, e faltam meios e motiva\u00e7\u00e3o para ela.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o humana pode ser, como organismo vivo, a aplica\u00e7\u00e3o concreta da f\u00f3rmula que a f\u00edsica universalizou: \u00e9 a medida da energia transferida pela aplica\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a ao longo de um deslocamento. Dos prim\u00f3rdios da Humanidade at\u00e9 aos nossos dias o conceito sofreu altera\u00e7\u00f5es de sentido, preenchendo p\u00e1ginas da hist\u00f3ria com novos dom\u00ednios e novos valores. Do Egito \u00e0 Gr\u00e9cia e ao Imp\u00e9rio Romano, atravessando a Idade M\u00e9dia e o Renascimento, o trabalho foi considerado como um sinal de opr\u00f3brio, de desprezo, de inferioridade. Esta conce\u00e7\u00e3o atingia o estatuto jur\u00eddico e pol\u00edtico dos trabalhadores, escravos e servos. Com a evolu\u00e7\u00e3o das sociedades, os conceitos alteraram-se. O trabalho-tortura, maldi\u00e7\u00e3o, deu lugar ao trabalho como fonte de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e social, o trabalho como meio de dignifica\u00e7\u00e3o da pessoa. Ou seja, \u00e9 importante lan\u00e7ar o olhar sobre o que podemos fazer para que a constru\u00e7\u00e3o humana seja uma realidade plena, conjugadora de diversidades, de direitos, de deveres.<\/p>\n<p>Todo homem tem direito ao trabalho, \u00e0 livre escolha do emprego, a condi\u00e7\u00f5es justas e favor\u00e1veis de trabalho e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o contra o desemprego. Todo homem, sem qualquer distin\u00e7\u00e3o, tem direito a igual remunera\u00e7\u00e3o por igual trabalho. Todo homem que trabalha tem direito a uma remunera\u00e7\u00e3o justa e satisfat\u00f3ria, que lhe assegure, assim como \u00e0 sua fam\u00edlia, uma exist\u00eancia compat\u00edvel com a dignidade humana e a que se acrescentar\u00e3o, se necess\u00e1rio, outros meios de prote\u00e7\u00e3o social. Todo homem tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para a prote\u00e7\u00e3o de seus interesses\u201d (Artigo 23 da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos).<\/p>\n<p>Partindo da plataforma-g\u00e9nese, percebemos que enquanto h\u00e1 vida, h\u00e1 trabalho, porque viver \u00e9 uma rede de sinergias, de permanente labora\u00e7\u00e3o. \u00c9 com o trabalho na vida que a pessoa cresce, realiza, sociabiliza.<\/p>\n<p>Portanto, demos esperan\u00e7a \u00e0 vida, numa altura em que n\u00e3o h\u00e1 trabalho para toda a vida e h\u00e1 muitas vidas sem trabalho!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-20253","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20253"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20253\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}