{"id":20282,"date":"2012-06-06T15:38:00","date_gmt":"2012-06-06T15:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20282"},"modified":"2012-06-06T15:38:00","modified_gmt":"2012-06-06T15:38:00","slug":"convento-das-carmelitas-futuro-museu-de-arte-sacra-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/convento-das-carmelitas-futuro-museu-de-arte-sacra-de-aveiro\/","title":{"rendered":"Convento das Carmelitas, futuro Museu de Arte Sacra de Aveiro?"},"content":{"rendered":"<p>DOMINGOS CERQUEIRA<\/p>\n<p>H\u00e1 precisamente cinco anos, escrevi algumas palavras acerca do Convento das Carmelitas e da na altura falada instala\u00e7\u00e3o do Tribunal Tribut\u00e1rio naquele edif\u00edcio. Pelas not\u00edcias que ultimamente t\u00eam vindo nos jornais, este tribunal ou j\u00e1 saiu ou estar\u00e1 para sair do Convento. E a C\u00e2mara de Aveiro, ao que se diz, ou ao que diz, ir\u00e1 ali instalar a Casa da Cidadania, ou, por palavras mais simples, ir\u00e3o ser ali instaladas as associa\u00e7\u00f5es de Aveiro. Acho que as associa\u00e7\u00f5es aveirenses merecem todo o respeito, e todos os dirigentes destas e de todas as outras institui\u00e7\u00f5es do concelho de Aveiro, que exercem as suas fun\u00e7\u00f5es em benef\u00edcio de Aveiro, e que o fazem \u00e0 sua custa, \u00e0 custa dos seus bolsos, e \u00e0 custa do tempo que tiram ao seu descanso e ao conv\u00edvio das suas fam\u00edlias, merecem todo o meu respeito e admira\u00e7\u00e3o. E quantas das vezes sem verem o seu trabalho reconhecido pelas respectivas autarquias. Acho, portanto, que a C\u00e2mara tem o dever de instalar estas associa\u00e7\u00f5es com toda a dignidade.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m acho que \u00e0quele edif\u00edcio, que para os aveirenses nunca deixar\u00e1 de ser o Convento das Carmelitas, deve ser dado um destino mais condizente com o seu nome, com a sua hist\u00f3ria, com os relevant\u00edssimos servi\u00e7os que as ordens dos e das Carmelitas h\u00e1 tantos anos v\u00eam prestando a Aveiro, com o respeito que estas ordens religiosas e toda a Igreja Cat\u00f3lica aveirense merecem.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, este edif\u00edcio que foi \u201croubado\u201d \u00e0 Igreja em \u00e9pocas bem negras da hist\u00f3ria de Portugal e que mais tarde foi cortado ao meio para a C\u00e2mara aveirense de ent\u00e3o para fazer a atual Pra\u00e7a Marqu\u00eas de Pombal, tem servido para ali albergar os mais variados servi\u00e7os p\u00fablicos, qual deles o mais estranho \u00e0s fun\u00e7\u00f5es do seu nascimento e ao nome por que continua a ser conhecido pelos aveirenses.<\/p>\n<p>Aqui h\u00e1 meia d\u00fazia de anos, talvez por vergonha ou por qualquer rebate de consci\u00eancia, foram efetuadas obras de restauro na Igreja do Convento, a nossa (de Aveiro) Igreja das Carmelitas, hoje t\u00e3o visitada e t\u00e3o admirada pelos turistas e por n\u00f3s aveirenses, como uma das pouqu\u00edssimas j\u00f3ias que temos no nosso concelho. J\u00e1 agora, ultimamente tenho visto a porta desta Igreja fechada a horas de expediente, quem sabe se por causa da crise!<\/p>\n<p>Pois passados que foram cinco anos, volto ao assunto. E fa\u00e7o-o devido a uma not\u00edcia do Correio do Vouga do dia 6 de maio \u00faltimo, com o seguinte t\u00edtulo: \u201cDiocese e Museu de Aveiro assinam protocolo para mostrar arte sacra\u201d, o que ir\u00e1 permitir que em princ\u00edpio de 2013 sejam expostas pe\u00e7as, pertencentes na sua maioria  \u00e0s par\u00f3quias da Diocese de Aveiro. Calculo que poder\u00e3o ser milhares as pe\u00e7as de arte sacra, que neste momento se encontram espalhadas pelas arrecada\u00e7\u00f5es das igrejas paroquiais e, atrevo-me a dizer, em muitos casos sem as menores condi\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o: esculturas de santos &#8211; de madeira, de barro ou em pedra -, paramentos valiosos h\u00e1 muito em desuso, alfaias lit\u00fargicas, algumas de elevado valor hist\u00f3rico e n\u00e3o s\u00f3, porcelanas das mais variadas origens, quantas delas com origem em f\u00e1bricas que apenas j\u00e1 s\u00f3 fazem parte da hist\u00f3ria riqu\u00edssima da escultura de barro aveirense. Milhares de pe\u00e7as que os aveirenses t\u00eam todo o direito de admirar. Milhares de pe\u00e7as que todos n\u00f3s, com liga\u00e7\u00f5es \u00e0 Igreja, ou apenas pela nossa condi\u00e7\u00e3o de aveirenses, temos o direito de exigir que sejam preservadas e expostas, n\u00e3o s\u00f3 para benef\u00edcio dos estudiosos, mas para prazer dos olhos dos simples curiosos e de todos os cidad\u00e3os de uma maneira geral.<\/p>\n<p>Conjugando as duas not\u00edcias atr\u00e1s referidas &#8211; a poss\u00edvel pr\u00f3xima vagatura do Convento das Carmelitas e o protocolo assinado entre o Museu de Aveiro e a Diocese -, mais uma vez prespassou pela minha cabe\u00e7a, uma utilidade digna a dar a este edif\u00edcio:<\/p>\n<p>INSTALAR NO CONVENTO DAS CARMELITAS O MUSEU DE ARTE SACRA DE AVEIRO!<\/p>\n<p>J\u00e1 basta de assistir ao apodrecimento de tantas obras de arte ajuntadas em tantas arrecada\u00e7\u00f5es sem o m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es. J\u00e1 basta de vermos a cidade de Aveiro transformada num aut\u00eantico museu de ferro velho ferrugento a c\u00e9u aberto. J\u00e1 basta de assistirmos \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o dolorosa de tantos edif\u00edcios que fazem parte da hist\u00f3ria de Aveiro, como, apenas como exemplo, o edif\u00edcio da antiga esta\u00e7\u00e3o dos caminhos-de-ferro. J\u00e1 basta de assistirmos a certas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de valia mais do que duvidosa. J\u00e1 basta de assistirmos a certas manifesta\u00e7\u00f5es verbais de certos respons\u00e1veis que a maioria de n\u00f3s n\u00e3o consegue entender, ou se entendemos apenas ficamos admirados pela desfa\u00e7atez com que s\u00e3o ditas! <\/p>\n<p>A prop\u00f3sito de muita coisa que se passa em Aveiro, vou ouvindo dizer que j\u00e1 basta. E porque tamb\u00e9m entendo que j\u00e1 basta, deixo este meu contributo para que ao Convento das Carmelitas seja dado um destino digno do seu nascimento e das suas tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Se em Aveiro existem nem sei quantos museus municipais, como o Museu da Cidade &#8211; ex-Museu da Rep\u00fablica &#8211; e o Museu de Arte Nova, isso s\u00f3 foi poss\u00edvel porque a C\u00e2mara anterior comprou e restaurou dois importantes edif\u00edcios da cidade. Seria altura da atual C\u00e2mara deixar a sua assinatura na cria\u00e7\u00e3o de um importante museu, restituindo \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica Diocesana o Convento das Carmelitas para ali ser instalado o Museu de Arte Sacra de Aveiro. Espero sinceramente que esta ideia n\u00e3o desagrade \u00e0 Diocese de Aveiro. E se assim for, desejo que desenvolva as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a sua concretiza\u00e7\u00e3o, por que n\u00e3o em nova parceria com o Museu de Aveiro?<\/p>\n<p>E a Casa da Cidadania? \u00c9 mais uma vergonha para Aveiro o abandono do antigo hospital de doentes mentais, ali mesmo \u00e0 entrada de S. Bernardo. Parece-me que seria o local ideal para instalar, definitivamente, uma verdadeira Casa das Associa\u00e7\u00f5es Aveirenses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOMINGOS CERQUEIRA H\u00e1 precisamente cinco anos, escrevi algumas palavras acerca do Convento das Carmelitas e da na altura falada instala\u00e7\u00e3o do Tribunal Tribut\u00e1rio naquele edif\u00edcio. Pelas not\u00edcias que ultimamente t\u00eam vindo nos jornais, este tribunal ou j\u00e1 saiu ou estar\u00e1 para sair do Convento. 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