{"id":20354,"date":"2012-06-21T10:04:00","date_gmt":"2012-06-21T10:04:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20354"},"modified":"2012-06-21T10:04:00","modified_gmt":"2012-06-21T10:04:00","slug":"mais-qualidade-e-menos-toxicidade-para-uma-alimentacao-saudavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/mais-qualidade-e-menos-toxicidade-para-uma-alimentacao-saudavel\/","title":{"rendered":"Mais qualidade e menos toxicidade para uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>Sa\u00fade <!--more--> Todos os alimentos s\u00e3o importantes, mas h\u00e1 cuidados a ter para viver com mais sa\u00fade. Textos do m\u00e9dico Jos\u00e9 Carlos Costa.<\/p>\n<p>Temos ao nosso alcance uma vasta variedade de alimentos que nos permite preparar as refei\u00e7\u00f5es de cada dia, sem precisarmos de repetir demasiado, nem de reduzir o leque das op\u00e7\u00f5es a meia d\u00fazia de alimentos da nossa prefer\u00eancia. <\/p>\n<p>Uma das principais regras de uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel \u00e9 a diversidade. Variar o mais poss\u00edvel os grupos de alimentos que selecionamos \u00e9 fundamental para assegurarmos ao organismo uma nutri\u00e7\u00e3o enriquecida com o maior n\u00famero poss\u00edvel de nutrientes. <\/p>\n<p>Cada alimento possui uma especificidade pr\u00f3pria que o distingue dos demais. Por isso, os nutrientes que cont\u00eam n\u00e3o s\u00e3o iguais aos restantes alimentos. Da\u00ed, a import\u00e2ncia em variar. Contudo, n\u00e3o basta diversificar, \u00e9 preciso saber agrupar ou combinar e tamb\u00e9m dosear.  <\/p>\n<p>Numa alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 importante a variedade como \u00e9 o doseamento. Dosear os alimentos, significa comer com regra. Comer muito e de forma copiosa \u00e9 erro.  <\/p>\n<p>Como os alimentos n\u00e3o s\u00e3o todos iguais, nem possuem os mesmos nutrientes, \u00e9 conveniente conhec\u00ea-los minimamente para fazermos boas combina\u00e7\u00f5es, de acordo com a conveni\u00eancia individual ou colectiva. Devemos procurar comer de todos os alimentos, mas sempre em quantidades equilibradas, respeitando as doses di\u00e1rias aconselhadas e os imperativos de cada organismo.<\/p>\n<p>O que s\u00e3o nutrientes?   <\/p>\n<p>S\u00e3o subst\u00e2ncias imprescind\u00edveis \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es vitais do organismo. Os principais nutrientes s\u00e3o os hidratos de carbono, as prote\u00ednas, as gorduras, vitaminas, minerais, fibras e \u00e1gua. Todos os nutrientes s\u00e3o de igual import\u00e2ncia para o nosso corpo. Portanto, nenhum deve ser exclu\u00eddo da alimenta\u00e7\u00e3o. O que difere s\u00e3o as por\u00e7\u00f5es di\u00e1rias que o organismo necessita de cada um deles. As gorduras, por exemplo, s\u00e3o t\u00e3o importantes quanto as vitaminas, pois sem a presen\u00e7a de gordura na alimenta\u00e7\u00e3o, o nosso organismo n\u00e3o consegue absorver as vitaminas lipossol\u00faveis: vitamina A, D, E e K. Contudo, devemos ficar atentos ao tipo de gorduras que consumimos, pois existem algumas que trazem in\u00fameros benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade e outras que s\u00f3 causam preju\u00edzos ao organismo. <\/p>\n<p>Os alimentos, independentemente do grupo a que pertencem, n\u00e3o possuem um s\u00f3 nutriente, mas v\u00e1rios. Todos eles t\u00eam um valor pr\u00f3prio e todos s\u00e3o necess\u00e1rios. A falta de um nutriente provoca desequil\u00edbrio alimentar. O valor de um n\u00e3o diminui a import\u00e2ncia do outro, mas enriquece-o. <\/p>\n<p>Principais fun\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Os alimentos que ingerimos nas refei\u00e7\u00f5es desempenham no organismo duas fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas: pl\u00e1stica e din\u00e2mica. Na fun\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica, os alimentos interv\u00eam no crescimento, repara\u00e7\u00e3o, renova\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o das estruturas, tecidos e \u00f3rg\u00e3os do organismo; na din\u00e2mica, fornecem calor e energia vital, garantindo vida e funcionalidade ao organismo.<\/p>\n<p>Quando \u00e9 que um alimento passa de ben\u00e9fico a inc\u00f3modo?<\/p>\n<p>O princ\u00edpio de toxicidade de um alimento consiste na rela\u00e7\u00e3o que se faz entre a dose ingerida e a quantidade que o organismo necessita ou suporta. O fator determinante da toxicidade de um alimento \u00e9 o excesso. A quantidade potencia a toxicidade. Por isso, uma das regras fundamentais da alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 a sobriedade. <\/p>\n<p>A diversidade qu\u00edmica dos alimentos<\/p>\n<p>Os alimentos n\u00e3o s\u00e3o todos iguais nem possuem a mesma estrutura qu\u00edmica. Qualquer altera\u00e7\u00e3o na sua estrutura torna-o perigoso para a sa\u00fade. Um alimento, cuja natureza qu\u00edmica foi alterada, o estado de conserva\u00e7\u00e3o e de sanidade modificado, n\u00e3o deve ser consumido. A ingest\u00e3o de alimentos em tais condi\u00e7\u00f5es pode provocar a morte por intoxica\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 possibilidade de se desenvolver rapidamente a dissemina\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias mort\u00edferas por todo o organismo (ter em aten\u00e7\u00e3o \u00e0s altera\u00e7\u00f5es da cor, do cheiro e estrutura do alimento). <\/p>\n<p>Os alimentos onde estas altera\u00e7\u00f5es se desenvolvem com mais frequ\u00eancia s\u00e3o nos alimentos de origem animal (carne, peixe, moluscos e ovos). O manuseamento e conserva\u00e7\u00e3o deficiente destes alimentos facilitam a deteriora\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e perigosa dos mesmos. Os molhos que acompanham os referidos alimentos tornam-se aut\u00eanticos aceleradores das decomposi\u00e7\u00f5es t\u00f3xicas, quando n\u00e3o s\u00e3o respeitadas as regras de higiene, manuseamento e conserva\u00e7\u00e3o. Por isso, todos os alimentos devem ser ingeridos frescos e o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do seu estado natural. <\/p>\n<p>Um alimento que \u00e9 confecionado com a ajuda do calor deve ser servido e ingerido quente. Os alimentos cuja prepara\u00e7\u00e3o foi feita em ambiente frio devem ser servidos e consumidos frios. Os alimentos que s\u00e3o conservados no frio e s\u00e3o servidos quentes, somente suportam o (re)aquecimento uma \u00fanica vez, sem alterar a sua estrutura qu\u00edmica e perder parte dos seus nutrientes. Aquecer repetidas vezes os alimentos potencia a deteriora\u00e7\u00e3o e o risco de intoxica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Principais nutrientes, fonte e desempenho<\/p>\n<p>Prote\u00ednas: Carne, peixe, ovos, leite e derivados, leguminosas (soja, feij\u00e3o, gr\u00e3o, favas, ervilhas\u2026) e oleaginosas (nozes, am\u00eandoas, amendoim, avel\u00e3s, pinh\u00f5es\u2026). Estes nutrientes t\u00eam um maior desempenho na forma\u00e7\u00e3o, repara\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o das estruturas e tecidos do organismo.<\/p>\n<p>Hidratos de Carbono: Cereais (arroz, milho, aveia, trigo, centeio, massas, p\u00e3o\u2026), batata, leguminosas, frutos doces, mel\u2026 Este grupo de nutrientes \u00e9 respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o de calor, energia e for\u00e7a din\u00e2mica no organismo.<\/p>\n<p>Vitaminas e minerais: Frutos, vegetais, plantas arom\u00e1ticas e todos os restantes alimentos referidos atr\u00e1s. Protegem-nos das infe\u00e7\u00f5es, aumentam a resist\u00eancia \u00e0s doen\u00e7as e cooperam na recupera\u00e7\u00e3o da sa\u00fade.<\/p>\n<p>Fibras: Cereais integrais, vegetais (preferencialmente crus) e frutos (sempre que poss\u00edvel com a pele). Favorecem a mobilidade intestinal, diminuem as fermenta\u00e7\u00f5es intestinais, controlam a putrefa\u00e7\u00e3o do c\u00f3lon intestinal e aumentam a elimina\u00e7\u00e3o fecal.<\/p>\n<p>\u00c1gua: Hidrata e participa em todas as fun\u00e7\u00f5es vitais do organismo, estabiliza a temperatura, garante a depura\u00e7\u00e3o do sangue e a elimina\u00e7\u00e3o renal.<\/p>\n<p>Como conseguir uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e equilibrada?<\/p>\n<p>Frescos. Uma alimenta\u00e7\u00e3o para ser saud\u00e1vel deve ser constitu\u00edda por alimentos integrais, frescos e sabiamente manuseados, doseados e agrupados.<\/p>\n<p>Tratamento adequado. Os alimentos que podem ser ingeridos crus n\u00e3o devem ser cozinhados e aqueles que necessitam de confe\u00e7\u00e3o culin\u00e1ria, devem ser poupados das elevadas temperaturas, para n\u00e3o lhes retirar parte do seu valor nutritivo.<\/p>\n<p>Variedade. Uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada \u00e9 aquela que re\u00fane todos os nutrientes que o organismo necessita e nas quantidades recomendadas.<\/p>\n<p>Evitar incompatibilidades. O agrupamento dos alimentos \u00e9 muito importante para a sa\u00fade. Juntar v\u00e1rios alimentos numa refei\u00e7\u00e3o possibilita a ocorr\u00eancia de incompatibilidades qu\u00edmicas inc\u00f3modas para o organismo, traduzidas por rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas ou fermenta\u00e7\u00f5es g\u00e1stricas e intestinais.<\/p>\n<p>Evitar hom\u00f3logos. Juntar v\u00e1rios alimentos hom\u00f3logos na mesma refei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica de nutri\u00e7\u00e3o recomend\u00e1vel. Juntar, por exemplo, batatas, p\u00e3o, arroz, massas, favas, feij\u00e3o\u2026 na mesma refei\u00e7\u00e3o est\u00e1 errado e as fermenta\u00e7\u00f5es digestivas poder\u00e3o aparecer. <\/p>\n<p>Diversidade. O aparecimento de sintomas decorrentes das fermenta\u00e7\u00f5es g\u00e1stricas e intestinais \u00e9 frequente (flatul\u00eancia, dores de cabe\u00e7a, ins\u00f3nias, dores abdominais, obstipa\u00e7\u00e3o e arritmias). Atendendo a esse perigo, a melhor atitude \u00e9 constituir refei\u00e7\u00f5es com um n\u00famero reduzido de alimentos, entre quatro a seis alimentos bastam, procurando diversificar o mais poss\u00edvel em todas as refei\u00e7\u00f5es. A melhor atitude \u00e9 selecionar um alimento apenas de cada grupo dos nutrientes que pretendemos agrupar: um dos hidratos de carbono (ex: arroz), uma prote\u00edna (ex: peixe ou carne), vitaminas e minerais (ex: vegetais e fruta) e \u00e1gua. Uma pessoa que se dedique \u00e0 cozinha sabe que \u201cum bom mestre nunca se repete\u201d.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-20354","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20354"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20354\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}