{"id":20382,"date":"2011-02-16T09:26:00","date_gmt":"2011-02-16T09:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20382"},"modified":"2011-02-16T09:26:00","modified_gmt":"2011-02-16T09:26:00","slug":"cantar-e-mais-do-que-rezar-duas-vezes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/cantar-e-mais-do-que-rezar-duas-vezes\/","title":{"rendered":"Cantar \u00e9 mais do que rezar duas vezes"},"content":{"rendered":"<p>Claudine Pinheiro \u00e9 uma das mais destacadas autoras e cantoras da m\u00fasica de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 em Portugal. Com dois discos \/ livros lan\u00e7ados, \u201c\u00c1gua viva\u201d (2004) e \u201cCapaz de ti\u201d (2008), a cantora portuense tem dado concertos-ora\u00e7\u00e3o um pouco por todo o pa\u00eds. Na sua passagem recente por Aveiro, para um concerto na par\u00f3quia de Santa Joana, no dia 29 de Janeiro, foi entrevista pelo Correio do Vouga. Entrevista conduzida por Jorge Pies Ferreira.<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA &#8211; Como chegou at\u00e9 aqui, com dois discos de m\u00fasica de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e uma agenda cheia de concertos?<\/p>\n<p>CLAUDINE PINHEIRO &#8211; Isto aconteceu quase de forma intuitiva. Costumo dizer que n\u00e3o fui eu que escolhi este caminho; o caminho \u00e9 que me escolheu a mim. Comecei a cantar na catequese, num centro juvenil orientado pelos salesianos, no Col\u00e9gio dos \u00d3rf\u00e3os, no Porto. Os salesianos privilegiam muito a m\u00fasica. Depois, o percurso foi normal: nas festas da catequese, no coro da Eucaristia, nos festivais do movimento juvenil salesiano\u2026 A m\u00fasica sempre instrumento de evangeliza\u00e7\u00e3o. Entretanto tomei conhecimento das m\u00fasicas da Ir. Glenda (religiosa chilena das Irm\u00e3s da Consola\u00e7\u00e3o), atrav\u00e9s de um disco que a minha irm\u00e3 me ofereceu. Achei as m\u00fasicas t\u00e3o interessantes que propus \u00e0s Edi\u00e7\u00f5es Salesianas fazer a edi\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas cantadas em portugu\u00eas. S\u00e3o m\u00fasicas de inspira\u00e7\u00e3o b\u00edblica. S\u00e3o t\u00e3o bonitas e ajudavam-me tanto a rezar que achei que seria interessante pass\u00e1-las para portugu\u00eas. Fizemos a edi\u00e7\u00e3o, com a devida autoriza\u00e7\u00e3o, e foi assim que nasceu o primeiro disco, em 2004, chamado \u201c\u00c1gua viva\u201d.<\/p>\n<p>Depois desse lan\u00e7ou \u201cCapaz de ti\u201d.<\/p>\n<p>Sim, em 2008. Neste disco, a maior parte das m\u00fasicas s\u00e3o originais, mas mant\u00e9m-se sempre a inspira\u00e7\u00e3o b\u00edblica das letras.<\/p>\n<p>Os seus discos s\u00e3o sempre editados com um livro\u2026<\/p>\n<p>Sim, ambos sa\u00edram com um livro que t\u00eam as letras e os acordes. As Edi\u00e7\u00f5es Salesianas acharam que seria interessante disponibilizar um livro pastoral, de evangeliza\u00e7\u00e3o. Assim, as m\u00fasicas podem ser cantadas e utilizadas em grupos de jovens ou na anima\u00e7\u00e3o de eucaristias. Para al\u00e9m disso, o livro tem esquemas de ora\u00e7\u00e3o pessoal, para a partir das m\u00fasicas as pessoas podem interiorizar a mensagem, e esquemas para momentos de ora\u00e7\u00e3o de grupo.<\/p>\n<p>Tem algum disco em prepara\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Ainda est\u00e1 a ser sonhado. H\u00e1 de facto muita gente a pedir mais m\u00fasicas, mas para j\u00e1 ainda n\u00e3o tive disponibilidade para me dedicar em concreto ao terceiro disco, at\u00e9 porque fui m\u00e3e recentemente.<\/p>\n<p>Canta ou reza a m\u00fasica faz?<\/p>\n<p>\u00c9 m\u00fasica que se reza cantando. Como as letras s\u00e3o de inspira\u00e7\u00e3o b\u00edblica, mais do que cantar, proclama-se a Palavra. \u00c9 m\u00fasica que nos ajuda a rezar e a chegar \u00e0 Palavra de Deus. O objectivo \u00e9 ajudar as pessoas a rezarem atrav\u00e9s da m\u00fasica. A m\u00fasica \u00e9 o meio que leva \u00e0 Palavra de Deus. Escutamos o que Ele nos diz atrav\u00e9s dos textos inspirados. Tentamos ouvir o que Ele nos diz hoje.<\/p>\n<p>Cantar \u00e9 rezar duas vezes, como dizia santo Agostinho?<\/p>\n<p>Penso que ele s\u00f3 errou no n\u00famero de vezes. S\u00e3o mais. A minha experi\u00eancia enquanto crist\u00e3 \u00e9 que atrav\u00e9s da m\u00fasica \u00e9 muito mais f\u00e1cil rezar e viver a Palavra de Deus. Quando conheci as m\u00fasicas da Ir. Glenda, foi uma experi\u00eancia t\u00e3o forte que desejei d\u00e1-las a conhecer a outras pessoas.<\/p>\n<p>No primeiro disco n\u00e3o havia temas originais. No segundo, quem s\u00e3o os autores?<\/p>\n<p>Algumas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o da minha autoria, quer nas letras quer nas melodias, mas conto com a colabora\u00e7\u00e3o de compositores salesianos e mesmo de outras pessoas e h\u00e1 alguns temas que s\u00e3o vers\u00f5es de m\u00fasicas espanholas. H\u00e1 v\u00e1rias sensibilidades, v\u00e1rias pessoas que colaboram identificando textos, que deixam que a Palavra de Deus os toque e que conseguem transformar textos em melodia.<\/p>\n<p>Quem ou que grupos a influenciam? Quais os seus gostos musicais?<\/p>\n<p>Tenho gostos ecl\u00e9ticos. Ou\u00e7o sobretudo m\u00fasica pop. Gosto muita da Beyonce. Em termos nacionais, gosto muito dos Deolinda, da Ana Moura, fadista. Tamb\u00e9m gosto de Rui Veloso, e acho o Carlos T\u00ea [autor de muitas das letras das m\u00fasicas de Rui Veloso] um letrista fant\u00e1stico.<\/p>\n<p>Os seus espect\u00e1culos n\u00e3o s\u00e3o t\u00edpicos concertos, mas antes concertos-ora\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o \u00e9 muito comum em Portugal\u2026<\/p>\n<p>O concerto-ora\u00e7\u00e3o \u00e9 um conceito que aprendi dos espanh\u00f3is. Mais do que vibrar pela m\u00fasica em si, vibramos pelas emo\u00e7\u00f5es e pensamentos que a m\u00fasica nos transmite, ou seja, o amor da Palavra de Deus.<\/p>\n<p>Como t\u00eam sido os ecos em rela\u00e7\u00e3o aos seus concertos?<\/p>\n<p>T\u00eam sido muito bons. Quando fiz a proposta do primeiro disco \u00e0s Edi\u00e7\u00f5es Salesianas, nunca foi com a inten\u00e7\u00e3o de fazer concertos-ora\u00e7\u00e3o. Mas quando o primeiro CD saiu, as pessoas passaram a pedir-me as m\u00fasicas ao vivo. Este \u00e9 um caminho que estou a aprender a fazer porque nunca pensei faz\u00ea-lo nem sabia que se podia fazer. As pessoas continuam a pedir e a achar que os concertos-ora\u00e7\u00e3o s\u00e3o oportunidades para se juntarem e rezar. <\/p>\n<p>J\u00e1 estive v\u00e1rias vezes na Diocese de Aveiro e tenho percorrido o pa\u00eds todo. S\u00f3 n\u00e3o fui \u00e0 Madeira por incompatibilidade de agenda. No ano passado tive de parar por causa de ter tido o beb\u00e9. Mas a m\u00e9dia \u00e9 dois ou tr\u00eas concertos por m\u00eas.<\/p>\n<p>Fala-se cada vez mais de pop e rock crist\u00e3o. A sua m\u00fasica insere-se nestas correntes?<\/p>\n<p>Existe de facto esta corrente do pop\u2013rock crist\u00e3o. O Festival Jota [que em 2009 decorreu em S\u00e3o Jacinto] \u00e9 sinal e ao mesmo tempo impulsionador disso mesmo. Mas n\u00e3o vejo a minha m\u00fasica como rock. \u00c9 mais calma, apela mais a interioridade. Diria que \u00e9 mais folk crist\u00e3o, quase na linha de Mafalda Veiga, digamos, se assim for mais f\u00e1cil para entender.<\/p>\n<p>O que pensa do pop\u2013rock  e folk crist\u00e3o?<\/p>\n<p>Estas correntes est\u00e3o a crescer. H\u00e1 mais gente a compor e a dar concertos. O objectivo de todos \u00e9 a evangeliza\u00e7\u00e3o. No fundo, todos queremos que as pessoas conhe\u00e7am melhor a Palavra de Deus. Isto mostra que a Igreja est\u00e1 viva e est\u00e1 atenta \u00e0s novas linguagens para chegar aos jovens e a todas as pessoas. \u00c9 sinal de que est\u00e1 a\u00ed, pronta, continua atenta \u00e0s novas formas e instrumentos para evangelizar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Claudine Pinheiro \u00e9 uma das mais destacadas autoras e cantoras da m\u00fasica de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 em Portugal. Com dois discos \/ livros lan\u00e7ados, \u201c\u00c1gua viva\u201d (2004) e \u201cCapaz de ti\u201d (2008), a cantora portuense tem dado concertos-ora\u00e7\u00e3o um pouco por todo o pa\u00eds. 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