{"id":20413,"date":"2011-02-16T10:25:00","date_gmt":"2011-02-16T10:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20413"},"modified":"2011-02-16T10:25:00","modified_gmt":"2011-02-16T10:25:00","slug":"geracao-barca-bela-o-poema-e-a-fabuila","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/geracao-barca-bela-o-poema-e-a-fabuila\/","title":{"rendered":"Gera\u00e7\u00e3o (B)arca bela. O poema e a f\u00e1buila!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Nos poemas \u201cFolhas Ca\u00eddas\u201d, Almeida Garrett interpela com originalidade o pescador: \u201cPescador da barca bela, inda \u00e9 tempo, foge dela, foge dela Oh pescador!\u201d<\/p>\n<p>Esta interpela\u00e7\u00e3o, aviso, conselho, grito &#8211; tudo o que possamos sentir! \u2013 tem actualidade e inspira o que se vai passando por aqui. Quem ser\u00e1 o pescador?!<\/p>\n<p>Usando as palavras, colhemos mais \u00e0 frente outras sem\u00e2nticas. E se \u00e9 barca ou arca pouco nos interessa para este apontamento. Atendendo \u00e0s causas \u2013 a falta de esperan\u00e7a! &#8211; que levaram a uma coisa ou outra, segundo o hagi\u00f3grafo, No\u00e9, na imin\u00eancia da trag\u00e9dia, vislumbrou, no plano divino, a hip\u00f3tese de salvar a humanidade que, perdida de sentido, deixou-se iludir pelo perec\u00edvel, pelas fraquezas! Pelo relato proto-hist\u00f3rico que o texto b\u00edblico apresenta, No\u00e9 conduziu as esp\u00e9cies ao \u201cdescanso, al\u00edvio, conforto\u201d (o \u00e9timo do pr\u00f3prio)!<\/p>\n<p>D\u00e1-nos descanso saber que h\u00e1 barca\u2026 e que \u00e9 bela! E esta barca pode ser a Arca?!<\/p>\n<p>E por ser bela, ainda \u00e9 preciso fazer mais por ela! Com tanta diversidade e tanta turbul\u00eancia, como \u00e9 poss\u00edvel que n\u00e3o pere\u00e7a?<\/p>\n<p>No meio de muita parra, de toda a diversidade de flora, v\u00e3o juntos o felino, \u00e1gil e veloz, e a serpente, astuta e perspicaz!<\/p>\n<p>A cigarra dos contos com a formiga \u2013 que tamb\u00e9m por ali passa laboriosa!<\/p>\n<p>A raposa e o lobo\u2026 \u00e0 espreita do seu momento!<\/p>\n<p>Alguns erguem-se esbeltos, como a girafa e outros altivos, e por l\u00e1 ficam, nessa eleva\u00e7\u00e3o narc\u00edsica, nunca mais voltam a terra!<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m seguem cordeiros, mansos e d\u00f3ceis, e burros (muitos burros!) entretidos nas suas rotinas e pasmaceira derreada pelos anos de cabe\u00e7a baixa!<\/p>\n<p>Depois, h\u00e1 por l\u00e1 uns tantos que parecem n\u00e3o ser dali. Mas est\u00e3o aqui e ali sempre em lugares de relevo. Um bocado usurpadores do sistema, v\u00e3o \u00e0 proa acreditando que podem chegar primeiro. E, por ali andarem h\u00e1 tanto tempo, ainda n\u00e3o deram conta que a barca est\u00e1 a andar para tr\u00e1s!<\/p>\n<p>H\u00e1 por ali muitos animais ex\u00f3ticos, imensos papagaios! Tanta tagarelice, repetida e sem sentido, de quem nunca se v\u00ea fazer nada a n\u00e3o ser lan\u00e7ar para o ar uns quantos monoss\u00edlabos e improp\u00e9rios!? A ave de rapina, que espera onde poder cobrar.<\/p>\n<p>Pelo primeiro piso, mais subterr\u00e2neo e escuro, movem-se animais de grande porte! Nunca ningu\u00e9m os v\u00ea mas pressentem-se, quer pelo ru\u00eddo quer pela pendula\u00e7\u00e3o da barca! Tudo oscila aos seus movimentos. E quando n\u00e3o s\u00e3o eles a fazer estremecer toda a estrutura, s\u00e3o as vagas exteriores! <\/p>\n<p>E h\u00e1 muito mais que n\u00e3o pode ser contado em t\u00e3o poucas linhas\u2026<\/p>\n<p>Em qualquer f\u00e1bula digna, o leitor encontra a s\u00edntese, a moral da hist\u00f3ria. Se n\u00e3o encontrar por aqui, nestas linhas, qualquer coisa de parecido, a culpa n\u00e3o \u00e9 sua. Isto pode n\u00e3o ser verdadeiramente uma f\u00e1bula!<\/p>\n<p>A barca pode ser apenas mais um pa\u00eds que se levanta contra o jugo das gera\u00e7\u00f5es que \u201ccomem tudo\u201d! Eles comem tudo (eles comem tudo \u2013 ou j\u00e1 comeram) e n\u00e3o deixam nada para esta gera\u00e7\u00e3o culta, que n\u00e3o \u00e9 nada parva!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230; pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-20413","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20413","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20413"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20413\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}