{"id":20487,"date":"2012-07-04T16:02:00","date_gmt":"2012-07-04T16:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20487"},"modified":"2012-07-04T16:02:00","modified_gmt":"2012-07-04T16:02:00","slug":"a-montanha-e-os-pes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-montanha-e-os-pes\/","title":{"rendered":"A montanha e os p\u00e9s"},"content":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o e Ambiente <!--more--> MARTA OLIVEIRA<\/p>\n<p>Mestre em Ambiente e Comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Li recentemente uma frase de Nelson Mandela que me fez pensar. Bastante. E que adquire um sentido especial nesta altura p\u00f3s-confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre desenvolvimento sustent\u00e1vel, Rio +20 .<\/p>\n<p>A frase de Mandela diz: \u201cDepois de termos conseguido subir a uma grande montanha, s\u00f3 descobrimos que existem ainda mais grandes montanhas para subir\u201d.<\/p>\n<p>Com que olhos olhamos os nossos desafios di\u00e1rios? Mensais? Anuais?<\/p>\n<p>De que forma encaramos aquilo que nos parece ter sentido, mas que nos exige esfor\u00e7o, comprometimento, trabalho \u00e1rduo?<\/p>\n<p>E ser\u00e1 que encaramos o \u201cAmbiente\u201d como algo que nos \u00e9 externo, exterior?<\/p>\n<p>Pautamos as nossas a\u00e7\u00f5es e atitudes por frases do g\u00e9nero \u201cvamos ajudar o ambiente!\u201d?<\/p>\n<p>Ou conseguimos ir mais al\u00e9m? Conseguimos n\u00e3o olhar para esse \u201ctal\u201d de \u201cambiente\u201d como algo externo, mas como algo bem amplo. Mais al\u00e9m. Algo que nos inclui. Algo de que fazemos parte. Algo do qual n\u00e3o somos exclu\u00eddos, mas parte constituinte juntamente com outras que se interligam como o ar, a terra, os oceanos, os ecossistemas, plantas, insetos, animais,&#8230;<\/p>\n<p>J\u00e1 desde h\u00e1 algum tempo que me parece que quando algu\u00e9m se exprime usando frases\/express\u00f5es como \u201cproteger \u201co\u201d ambiente\u201d tal atitude tende \u2013 com grande probabilidade \u2013 a refletir uma no\u00e7\u00e3o de ambiente como algo extr\u00ednseco a si pr\u00f3prio. A ser um sinal de pouca participa\u00e7\u00e3o nesse algo mais amplo. Sinal ou sin\u00f3nimo da n\u00e3o-consciencializa\u00e7\u00e3o de fazer parte de um todo.<\/p>\n<p>Outra cita\u00e7\u00e3o de Mandela \u00e9: \u201cTudo parece imposs\u00edvel at\u00e9 que seja feito\u201d.<\/p>\n<p>Esta cita\u00e7\u00e3o faz-me recordar uma outra, de J\u00falio Verne: \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada imposs\u00edvel; h\u00e1 s\u00f3 vontades mais ou menos en\u00e9rgicas\u201d.<\/p>\n<p>E, curiosamente (ou n\u00e3o), a quest\u00e3o da simplicidade e das vontades en\u00e9rgicas transporta-me para a experi\u00eancia de uma amiga que h\u00e1 uns cinco, seis anos, acompanhando o marido numa viagem de trabalho aos Estados Unidos \u2013 viagem que durou alguns meses e que teve como destino uma cidade norte-americana pr\u00f3xima do M\u00e9xico \u2013 se viu confrontada com h\u00e1bitos diferentes ao n\u00edvel da vida dom\u00e9stica. Em particular: estender os panos da cozinha ao sol; ou a roupa lavada. Para secarem. Naquela zona, abundante em sol, a vizinhan\u00e7a n\u00e3o tinha o h\u00e1bito de estender a roupa ao ar livre; mas sim, de usar a m\u00e1quina de secar. Pior que isso: considerava quase uma ofensa que uma rec\u00e9m-chegada usasse um estendal para secar roupa no exterior; e, acrescento, a \u00e9poca era a de Ver\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Parece-me algo bastante simples: aproveitar o sol, e\/ou o vento, para secar roupa. Ser\u00e1?<\/p>\n<p>No nosso dia-a-dia, quantos de n\u00f3s optamos por usar o sol e quantos de n\u00f3s optamos por usar a m\u00e1quina de secar roupa?<\/p>\n<p>Hum, j\u00e1 agora, vale a pena relembrar a quest\u00e3o j\u00e1 aqui abordada anteriormente*, da produ\u00e7\u00e3o de eletricidade a partir do carv\u00e3o e outros combust\u00edvies f\u00f3sseis, nas nossas centrais termoel\u00e9tricas, a produ\u00e7\u00e3o de CO2 e a informa\u00e7\u00e3o de que dispomos na fatura da \u201cconta da luz\u201d&#8230;<\/p>\n<p>*\u201cOs barcos e o interruptor\u201d, edi\u00e7\u00e3o CV de 2 de maio de 2012 (link ttp:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/pub\/14\/noticia.asp?jornalid=14&#038;noticiaid=83714).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o e Ambiente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-20487","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20487"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20487\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}