{"id":20506,"date":"2012-07-18T16:21:00","date_gmt":"2012-07-18T16:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20506"},"modified":"2012-07-18T16:21:00","modified_gmt":"2012-07-18T16:21:00","slug":"o-sol-e-fonte-de-vida-mas-tambem-pode-matar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-sol-e-fonte-de-vida-mas-tambem-pode-matar\/","title":{"rendered":"O sol \u00e9 fonte de vida, mas tamb\u00e9m pode matar"},"content":{"rendered":"<p>Sa\u00fade <!--more--> Em Portugal surgem, anualmente, cerca de 700 novos casos de melanoma maligno (cancro cut\u00e2neo). O ver\u00e3o traz consigo altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que merecem a aten\u00e7\u00e3o de todos n\u00f3s. As altas temperaturas que s\u00e3o registadas em Portugal exigem que sejam adotadas medidas de prote\u00e7\u00e3o b\u00e1sicas para reduzir os efeitos do calor na sa\u00fade. Texto do m\u00e9dico Jos\u00e9 Carlos Costa.<\/p>\n<p>Em certos dias de ver\u00e3o as temperaturas poder\u00e3o atingir os 40 graus, o que imp\u00f5e alguns cuidados e a implementa\u00e7\u00e3o de algumas medidas.<\/p>\n<p>As praias portuguesas s\u00e3o locais muito procurados pelas pessoas em per\u00edodo de f\u00e9rias, para descansarem e desfrutarem dos seus efeitos terap\u00eauticos, relaxantes e \u201cest\u00e9ticos\u201d.<\/p>\n<p>A praia <\/p>\n<p>como terapia<\/p>\n<p>A ida \u00e0 praia deve ser programada e objetivada. Quem vai \u00e0 praia sem objetivos acaba por comprar um jornal ou levar um livro e ocupar a maior parte do tempo sentado ou deitado a ler ou a dormir.<\/p>\n<p>A praia n\u00e3o \u00e9 o melhor local para descansar e, para dormir, \u00e9 o pior. \u00c9 uma enorme falta de respeito pelo corpo e sa\u00fade p\u00fablica dormir na praia exposto ao sol e totalmente desprotegido. Pior ainda \u00e9 a neglig\u00eancia e inc\u00faria dos pais e de outros cuidadores de colocar beb\u00e9s, crian\u00e7as e pessoas idosas ao sol intenso, durante as horas de maior risco (quando a incid\u00eancia dos raios solares \u00e9 maior, das 11h \u00e0s 17h).  <\/p>\n<p> O tempo de exposi\u00e7\u00e3o ao sol n\u00e3o \u00e9 igual para todos. Varia com o tipo de pele,  a idade do indiv\u00edduo, a hora do dia e a intensidade do sol. Nos primeiros dias de praia n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel exceder os trinta minutos de exposi\u00e7\u00e3o solar. Este per\u00edodo vai aumentando at\u00e9 chegar ao tempo m\u00e1ximo de duas horas de perman\u00eancia na praia. Durante esse tempo devemos ir \u00e0 \u00e1gua para refrescar e hidratar a pele frequentemente. <\/p>\n<p>Os beb\u00e9s n\u00e3o devem fazer exposi\u00e7\u00f5es ao sol e as crian\u00e7as dever\u00e3o faz\u00ea-las muito cuidadosamente (entre quinze a trinta minutos di\u00e1rios). Ap\u00f3s o tempo recomendado de praia para cada situa\u00e7\u00e3o concreta, a perman\u00eancia na praia dever\u00e1 ser mantida com a ajuda de prote\u00e7\u00e3o garantidamente eficaz: \u00e0 sombra e com vestu\u00e1rio.  <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 h\u00e1bito dos portugueses pedir aconselhamento m\u00e9dico antes de iniciar as f\u00e9rias na praia. Mas principalmente as crian\u00e7as e as pessoas idosas deveriam faz\u00ea-lo, por se encontrarem nos grupos et\u00e1rios de maior risco de poder contrair patologias graves na pele, nomeadamente o cancro. N\u00e3o basta procurar o melhor protetor solar, se n\u00e3o forem respeitadas as restantes regras fundamentais: o tempo de exposi\u00e7\u00e3o, a hora do dia em que \u00e9 efetuada, as caracter\u00edsticas da pele e a idade da pessoa. O sol \u00e9 uma das melhores fontes naturais de vitamina D, muito importante no processo de crescimento \u00f3sseo das crian\u00e7as e na fixa\u00e7\u00e3o do c\u00e1lcio na estrutura \u00f3ssea dos adultos. <\/p>\n<p>Como proteger <\/p>\n<p>a nossa pele dos <\/p>\n<p>efeitos indesej\u00e1veis do sol?<\/p>\n<p>N\u00e3o existe filtro solar totalmente eficaz na defesa da nossa pele, quando submetida a longos per\u00edodos de exposi\u00e7\u00e3o ao sol com temperaturas elevadas. Os vulgares protetores solares, muito recomendados e usados na praia, n\u00e3o evitam as insola\u00e7\u00f5es, nem o risco de contrair o cancro da pele, causado pelas longas exposi\u00e7\u00f5es est\u00e1ticas ao sol. O melhor e mais eficaz protetor solar \u00e9 a sombra. \u00c9 poss\u00edvel desfrutarmos dos benef\u00edcios do sol sem causarmos danos ao nosso corpo, nem ter despesas com a nossa sa\u00fade. O sol \u00e9 como um f\u00e1rmaco. Usado com regra, \u00e9 ben\u00e9fico \u00e0 sa\u00fade e at\u00e9 pode manifestar efeitos terap\u00eauticos, mas usado em excesso pode passar de ben\u00e9fico a mort\u00edfero. A melhor maneira de podermos usufruir dos benef\u00edcios do sol durante todo o tempo de vida \u00e9 us\u00e1-lo com parcim\u00f3nia.<\/p>\n<p>Sol e \u00e1gua <\/p>\n<p>complementam-se<\/p>\n<p>A praia deveria ser entendida como um lugar terap\u00eautico e n\u00e3o de lazer. O sol \u00e9 fonte de vida, mas tamb\u00e9m pode matar, assim como o mar. O mar \u00e9 um lugar apraz\u00edvel e fonte de energia vital. Relaxa e enche-nos de vitalidade, mas tamb\u00e9m pode diminuir a temperatura do corpo, comprometer a vida cerebral, paralisar os movimentos dos m\u00fasculos, consumir toda a nossa for\u00e7a e inibir os reflexos vitais da pessoa submersa, colocando-a em situa\u00e7\u00e3o de risco elevado e levar \u00e0 morte. O mar exige respeito e prud\u00eancia, mesmo a quem sabe nadar. <\/p>\n<p>O mar n\u00e3o \u00e9 o lugar privilegiado para praticar nata\u00e7\u00e3o, nem o espa\u00e7o seguro para tomar banho. Contudo, mergulhar cuidadosamente e em lugar seguro \u00e9 agrad\u00e1vel e n\u00e3o periga a sa\u00fade. Caminhar junto ao mar \u00e9 um \u00f3timo exerc\u00edcio com efeitos ben\u00e9ficos para as varizes, circula\u00e7\u00e3o dos membros inferiores, sistema nervoso e \u00e9 estimulante do apetite.  <\/p>\n<p>A \u00e1gua do mar pode ser utilizada para refrescar e hidratar a pele. Pode tamb\u00e9m servir para tonificar os m\u00fasculos, diminuir o volume dos vasos sangu\u00edneos dos membros inferiores e estimular a circula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica. O contacto com a \u00e1gua deve ser efetuado com suavidade e a entrada no mar progressiva.<\/p>\n<p>Para refrescar e hidratar a pele n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio muito tempo de perman\u00eancia na \u00e1gua, um ou dois minutos bastam. Durante todo o tempo de perman\u00eancia no mar devemos manter-nos em movimento e nunca parados, porque favorece a descida brusca da temperatura do corpo, devido \u00e0 disparidade de temperatura que existe entre a \u00e1gua do mar e a do corpo humano. \u00c9 f\u00e1cil de perceber que uma pessoa submersa no mar n\u00e3o consegue aquecer a \u00e1gua, mas sim arrefecer e baixar a temperatura do corpo para n\u00edveis pr\u00f3ximos da temperatura da \u00e1gua. Basta diminuir dois ou tr\u00eas valores da temperatura do nosso corpo para perdermos mobilidade dentro de \u00e1gua. Consequentemente, paralisa os movimentos dos m\u00fasculos e diminui a irriga\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea. S\u00e3o estes dois fatores mais comuns (paralisia muscular e circulat\u00f3ria) que est\u00e3o na base da maioria das mortes por afogamento e das t\u00e3o conhecidas congest\u00f5es (digestivas e cerebrais). As les\u00f5es traum\u00e1ticas causadas pelos acidentes na praia, recorrentes das quedas e dos mergulhos em lugares de risco, tamb\u00e9m s\u00e3o muito frequentes. <\/p>\n<p>O sol e o <\/p>\n<p>escurecimento da pele<\/p>\n<p>A maior parte das pessoas que se deslocam \u00e0 praia fazem-no no intuito de conseguir uma tonalidade mais escura para a sua pele. De facto, n\u00e3o existe melhor bronzeador que o sol. Os raios solares interagem com os melan\u00f3citos (c\u00e9lulas da pele) e incitam-nos a produzir mais melanina (pigmento principal da colora\u00e7\u00e3o da pele). A melanina, para al\u00e9m de escurecer a pele, tamb\u00e9m a protege dos efeitos nocivos do sol. Por isso, as pessoas que possuem uma pele clara t\u00eam menos defesas e est\u00e3o mais sujeitas a sofrerem les\u00f5es cut\u00e2neas provocadas pelo sol. <\/p>\n<p>Cuidados importantes<\/p>\n<p>* O principal cuidado a ter em dias de muito calor \u00e9 evitar a exposi\u00e7\u00e3o prolongada, est\u00e1tica e desprotegida ao sol. Quando a necessidade obriga a permanecermos ao sol (por motivos de trabalho, por exemplo), devemos proteger o corpo e a cabe\u00e7a com chap\u00e9u e roupas adequadas, preferencialmente de tecidos opacos.<\/p>\n<p>* Ingerir mais l\u00edquidos, mesmo na aus\u00eancia da sensa\u00e7\u00e3o de sede (\u00e1gua, sumos de fruta ou de vegetais, preparados na hora).<\/p>\n<p>* Diminuir ou mesmo evitar o consumo de \u00e1lcool, cafe\u00edna, sal e de a\u00e7\u00facar. <\/p>\n<p>F\u00e9rias com sa\u00fade e regresso com mais vigor!<\/p>\n<p>Suporte alimentar na praia<\/p>\n<p>* Ingerir alimentos frescos de natureza vegetal (fruta ou legumes), durante a perman\u00eancia na praia, pode ser vantajoso. A \u00e1gua \u00e9 a melhor companheira para uma pessoa que faz terapia do sol (talassoterapia). Como o calor nos faz perder mais l\u00edquidos, para evitarmos a desidrata\u00e7\u00e3o e disfun\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas graves, \u00e9 conveniente ingerir mais \u00e1gua durante o per\u00edodo de f\u00e9rias de ver\u00e3o. <\/p>\n<p>* Em dias de muito calor, somos tentados a ingerir bebidas geladas e de forma apressada. \u00c9 um comportamento err\u00f3neo com consequ\u00eancias para o organismo, principalmente para a garganta e est\u00f4mago. As bebidas frias devem ser ingeridas pausadamente. O sumo de fruta natural fresco \u00e9 uma excelente op\u00e7\u00e3o \u00e0s restantes bebidas comerciais.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-20506","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20506","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20506"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20506\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20506"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20506"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20506"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}