{"id":2052,"date":"2010-07-14T14:53:00","date_gmt":"2010-07-14T14:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2052"},"modified":"2010-07-14T14:53:00","modified_gmt":"2010-07-14T14:53:00","slug":"em-sinodo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/em-sinodo\/","title":{"rendered":"Em S\u00ednodo!"},"content":{"rendered":"<p>\u201cEstimai os vossos padres, mesmo com os seus defeitos\u201d. Se n\u00e3o s\u00e3o exactamente estas as palavras, \u00e9 este o apelo que o Santo padre dirige \u00e0s Comunidades cat\u00f3licas.<\/p>\n<p>Numa perspectiva eclesiol\u00f3gica correcta, n\u00e3o emergindo o minist\u00e9rio ordenado da Comunidade, s\u00f3 nela ele se compreende, porque \u00e9 o servi\u00e7o da mesma que o justifica. Chamado por Deus, o presb\u00edtero \u00e9 eleito (escolhido) pela Igreja, na pessoa do Bispo, para o servi\u00e7o da mesma Igreja.<\/p>\n<p>O padre participa da santidade da Comunidade, como do seu pecado. Investido tamb\u00e9m na miss\u00e3o de santificar, ele beneficia do crescimento em santidade de todo o Corpo que ele mesmo integra. O amor da Comunidade pelos seus padres imerge-os na sua pr\u00f3pria riqueza de gra\u00e7a, tornando-se arrimo para se converterem e superarem continuamente as suas limita\u00e7\u00f5es e faltas.<\/p>\n<p>\u00c9 facto que, quem surge publicamente mais responsabilizado, esse tem maior obriga\u00e7\u00e3o de dar exemplo. \u00c9 certo tamb\u00e9m, entretanto, que a compreens\u00e3o e o apoio, o carinho e a coopera\u00e7\u00e3o, redimem e elevam os que, embora servindo o divino, n\u00e3o deixam de ser humanos.<\/p>\n<p>Muito breves, mesmo lac\u00f3nicas, foram as palavras do presb\u00edtero acabado de ordenar. \u201cAgrade\u00e7o a todos os que estiveram no meu percurso! \u00c9 bom sentir \u00e0 nossa volta aqueles que nos acompanharam\u201d &#8211; foi, na pr\u00e1tica, o discurso de agradecimento.<\/p>\n<p>E n\u00e3o era preciso mais: n\u00f3s caminhamos n\u00e3o como ilhas, mas em conjunto, interagindo e comunicando uns com os outros. O crescimento e responsabiliza\u00e7\u00e3o progressiva na Comunidade beneficia todos. E os Padres, formados nos Semin\u00e1rios, nas Comunidades de origem e por onde passam em tempo de caminhada para o sacerd\u00f3cio, continuam a crescer, em idade, sabedoria e gra\u00e7a nas Comunidades que servem.<\/p>\n<p>Esta consci\u00eancia de vida comum, de servi\u00e7o m\u00fatuo diferenciado, \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o operativa da comunh\u00e3o eclesial, \u00e9 a express\u00e3o da sinodalidade, que deve caracterizar uma verdadeira Igreja. N\u00e3o se desmerece a responsabilidade do papa, n\u00e3o se minimiza a autoridade do Bispo, n\u00e3o se belisca a dignidade do presb\u00edtero ou di\u00e1cono com esta caminhada comum, na diversidade de responsabilidades. Pelo contr\u00e1rio, melhor se identifica a miss\u00e3o de cada um, mais se enriquece cada um com a partilha generosa de todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEstimai os vossos padres, mesmo com os seus defeitos\u201d. Se n\u00e3o s\u00e3o exactamente estas as palavras, \u00e9 este o apelo que o Santo padre dirige \u00e0s Comunidades cat\u00f3licas. Numa perspectiva eclesiol\u00f3gica correcta, n\u00e3o emergindo o minist\u00e9rio ordenado da Comunidade, s\u00f3 nela ele se compreende, porque \u00e9 o servi\u00e7o da mesma que o justifica. Chamado por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-2052","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2052"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2052\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}