{"id":20534,"date":"2012-07-25T16:15:00","date_gmt":"2012-07-25T16:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20534"},"modified":"2012-07-25T16:15:00","modified_gmt":"2012-07-25T16:15:00","slug":"visita-historica-a-cacia-realcou-heranca-romana-e-arte-nova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/visita-historica-a-cacia-realcou-heranca-romana-e-arte-nova\/","title":{"rendered":"Visita &#8220;hist\u00f3rica&#8221; a Cacia real\u00e7ou heran\u00e7a romana e Arte Nova"},"content":{"rendered":"<p>As \u201cTardes com Cultura em&#8230;\u201d passaram por Cacia. Destacou-se a romaniza\u00e7\u00e3o, as grandes figuras da terra e a Arte Nova com azulejos.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Cacia, principalmente na parte final do per\u00edodo romano (s\u00e9culos V e VI) e tamb\u00e9m no \u00faltimo mil\u00e9nio (do ano 1096 at\u00e9 \u00e0 atualidade) esteve em foco em mais um evento \u201cTardes com Cultura em\u2026\u201d, que culminou com uma visita guiada pela Rua Lu\u00eds de Cam\u00f5es, onde se encontram alguns dos melhores exemplares arquitet\u00f3nicos \u201cArte Nova\u201d em Cacia.<\/p>\n<p>Porf\u00edrio Ramos apresentou uma resenha hist\u00f3rica de Cacia, centrada sobretudo nos dois \u00faltimos s\u00e9culos, onde evocou muitos dos vultos que mais se evidenciaram nos dom\u00ednios da pol\u00edtica, da cultura e do desenvolvimento social. Recuando na hist\u00f3ria, aludiu ao primeiro documento escrito em que se refere Cacia: uma doa\u00e7\u00e3o feita pelo Conde D. Henrique e sua esposa D. Teresa, no ano de 1096, ao mosteiro do Lorv\u00e3o. <\/p>\n<p>A terminar a sua interven\u00e7\u00e3o, Porf\u00edrio Ramos explicou a evolu\u00e7\u00e3o de alguns top\u00f3nimos de Cacia (e da regi\u00e3o do Vouga), desde a sua prov\u00e1vel origem sueva ou ga\u00e9lica, at\u00e9 ao nome atual.<\/p>\n<p>Alexandre Sarrazola descreveu a interven\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica realizada nos locais conhecidos por Marinha Baixa e por Torre, onde foram encontrados vest\u00edgios datados dos s\u00e9culos V e VI, mas onde poder\u00e1 ter existido um povoado mais remoto: um castro romanizado. <\/p>\n<p>Os trabalhos de prospe\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica na Marinha Baixa foram motivados pela constru\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de \u00c1guas Residuais (ETAR) Norte. A SIMRia, entidade respons\u00e1vel pela sua constru\u00e7\u00e3o, quis que a obra tivesse acompanhamento arqueol\u00f3gico, tanto mais que alguns autores, com destaque para Alberto Souto e Bartolomeu Conde, escreveram sobre vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos, de origem romana, encontrados naquela zona. A import\u00e2ncia dos achados arqueol\u00f3gicos originou uma pequena altera\u00e7\u00e3o no projeto da ETAR Norte, nomeadamente a mudan\u00e7a de local de um edif\u00edcio, de modo a n\u00e3o destruir o que ainda restava de interesse hist\u00f3rico. <\/p>\n<p>O arque\u00f3logo revelou que esses achados arqueol\u00f3gicos foram devidamente estudados e encontram-se preservados mas enterrados, de modo a poderem ser alvo de um estudo mais aprofundado quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na Marinha Baixa foram encontrados alguns fornos do per\u00edodo final da romaniza\u00e7\u00e3o, os quais poder\u00e3o indiciar que naquele local havia uma \u201czona industrial\u201d de reciclagem de vidro, tanto mais que estava pr\u00f3ximo do lugar da Torre (que poder\u00e1 ter sido um castro romanizado), atualmente praticamente destru\u00eddo devido \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de uma saibreira que a\u00ed existiu em meados do s\u00e9culo XX. <\/p>\n<p>Nos s\u00e9culos V e VI, tanto a Marinha Baixa como a Torre situavam-se junto da foz do rio Vouga (a forma\u00e7\u00e3o da laguna \u2013 Ria de Aveiro \u2013 \u00e9 muito posterior), rio que era naveg\u00e1vel at\u00e9 ao interior e por onde eram exportados os minerais (ferro e cobre) explorados nas zonas de Albergaria-a-Velha e de Sever do Vouga. N\u00e3o muito afastado passava a principal estrada romana (para o Porto e Braga), junto \u00e0 qual se erguia aquela que seria a maior povoa\u00e7\u00e3o romana da regi\u00e3o \u2013 Tal\u00e1briga, cidade que Alexandre Sarrazola situa onde hoje existe a esta\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica de Cabe\u00e7o do Vouga (concelho de \u00c1gueda).<\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n<p>Eixo acolhe pr\u00f3xima \u201cTardes com Cultura em\u2026\u201d<\/p>\n<p>No dia 25 de agosto ir\u00e1 decorrer mais um evento \u201cTardes com Cultura em\u2026\u201d que dar\u00e1 a conhecer a hist\u00f3ria de Eixo.<\/p>\n<p>O local de encontro para a visita \u00e9 a Quinta de S. Francisco (fundada por Jaime Magalh\u00e3es Lima e atualmente propriedade do grupo Portucel), pelas 17 horas, prosseguindo depois pelo centro hist\u00f3rico, com visita  \u00e0 Capela de N.\u00aa Sr.\u00aa da Gra\u00e7a, ao apeadeiro do caminho-de-ferro, \u00e0 Casa de D. Maria Jos\u00e9 Dias Leite e \u00e0 resid\u00eancia do  Dr. Ribeiro de Lima. <\/p>\n<p>Os oradores do evento ser\u00e3o Monsenhor Jo\u00e3o Gon\u00e7alves Gaspar, o Professor Amaro Neves e a engenheira Leonor Guedes.<\/p>\n<p>\u201cTardes com Cultura em\u2026\u201d s\u00e3o organizadas pela ADERAV e pelo Museu da Cidade de Aveiro.<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o do IMI pode incentivar recupera\u00e7\u00e3o da Arte Nova<\/p>\n<p>Em resposta \u00e0 propriet\u00e1ria de um im\u00f3vel Arte Nova situado na Rua Lu\u00eds de Cam\u00f5es sobre a exist\u00eancia, ou n\u00e3o, de incentivos para a recupera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios \u201cArte Nova\u201d, obras que, em sua opini\u00e3o, s\u00e3o \u201cbastante dispendiosas\u201d, a vereadora da Cultura da C\u00e2mara Municipal de Aveiro, Maria da Luz Nolasco, referiu que o primeiro passo a dar \u00e9 pedir a classifica\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel como de \u201cinteresse concelhio\u201d, ap\u00f3s o que a autarquia poder\u00e1 reduzir o valor de algumas taxas, incluindo do IMI (imposto municipal sobre im\u00f3veis).<\/p>\n<p>Em Cacia h\u00e1 alguns edif\u00edcios \u201cArte Nova\u201d com caracter\u00edsticas \u00fanicas em rela\u00e7\u00e3o aos cong\u00e9neres de Aveiro, sobretudo ao n\u00edvel da tem\u00e1tica azulejar, j\u00e1 que em Cacia surgem muitos pequenos pain\u00e9is de azulejos com tem\u00e1tica rural.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As \u201cTardes com Cultura em&#8230;\u201d passaram por Cacia. 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