{"id":20559,"date":"2012-07-25T16:26:00","date_gmt":"2012-07-25T16:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20559"},"modified":"2012-07-25T16:26:00","modified_gmt":"2012-07-25T16:26:00","slug":"preciosissimo-sangue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/preciosissimo-sangue\/","title":{"rendered":"Precios\u00edssimo sangue"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 116 <!--more--> Cada m\u00eas do ano, como cada dia da semana, a Igreja, tradicionalmente, lembra algo do mist\u00e9rio de Cristo, seja em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio Cristo, seja em rela\u00e7\u00e3o a Ele atrav\u00e9s de Maria ou dos santos ou de outra realidade sobrenatural que nos ajude a viver a f\u00e9. O m\u00eas de julho \u00e9 sempre o m\u00eas do Precios\u00edssimo Sangue de Jesus. Celebramo-lo sempre na Eucaristia de cada dia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m as tradi\u00e7\u00f5es e lendas crist\u00e3s ajudam o Povo de Deus a atualizar o mist\u00e9rio, como as manchas de sangue no Sud\u00e1rio de Turim, no v\u00e9u de Oviedo ou no tecido de Manopello, reconhecidos pela Igreja como objetos relacionados com a Paix\u00e3o de Cristo. Tamb\u00e9m as suas imita\u00e7\u00f5es espalhadas pelo mundo, sobretudo na \u00e9poca medieval da chamada \u201cinven\u00e7\u00e3o das rel\u00edquias\u201d, pelo prest\u00edgio e dinheiro que, pela aflu\u00eancia de peregrinos, concediam \u00e0s dioceses, \u00e0 igreja ou ao santu\u00e1rio. \u00c9 bonito percorrer a geografia das rel\u00edquias, sobretudo na Europa, embora existam em todo o mundo, como est\u00e1 a acontecer com o sangue de Jo\u00e3o Paulo II.<\/p>\n<p>Em Bruges, B\u00e9lgica, \u00e0s 15h de sexta-feira, de cada semana do ano, uma solenidade exuberante acontece numa singular capela, em que uma ampola com tecido embebido em sangue \u00e9 colocada \u00e0 venera\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. Dizem que pertenceu a Jos\u00e9 de Arimateia e, como a maioria das rel\u00edquias, chegou at\u00e9 n\u00f3s via Constantinopla e Cruzadas\u2026 Impressiona e comove. O sangue, diz a tradi\u00e7\u00e3o, \u00e9 o de Cristo recolhido durante a Sua Paix\u00e3o.<\/p>\n<p>Anualmente, tamb\u00e9m em M\u00e2ntua ou Mantova, na It\u00e1lia, duas ampolas que dizem ter pertencido a S. Longuinhos, o soldado que trespassou o peito de Jesus com a lan\u00e7a, e ali sepultado na catedral, s\u00e3o expostas solenemente e transmitida pela televis\u00e3o, na Sexta-feira Santa. Mais lugares celebram coisas semelhantes. Mas, conv\u00e9m deter-nos no mais importante: Deus, antes da Encarna\u00e7\u00e3o, Puro Esp\u00edrito, n\u00e3o tem sangue nem carne. Come\u00e7ou a ter quando o Filho se fez Homem. Adquiriu um corpo humano, uma alma humana, sangue humano, gerado no seio de Maria. O Novo Ad\u00e3o e a Nova Eva bem podiam dizer: \u201c\u00c9s carne de minha carne e sangue de meu sangue\u2026\u201d Sangue para ser derramado em sacrif\u00edcio na imola\u00e7\u00e3o de v\u00edtima, no Alto da Cruz, para satisfazer, de modo definitivo o Pai, ofendido pelos pecados da humanidade. <\/p>\n<p>O sangue de touros n\u00e3o podia remir os pecados, diz a sagrada Escritura. Ent\u00e3o \u201cpreparastes para Mim um corpo\u2026 e eis que venho\u2026\u201d, diz a carta aos Hebreus, onde este mist\u00e9rio \u00e9 desenvolvido. A sua doa\u00e7\u00e3o atinge o seu ponto alto quando o seu Cora\u00e7\u00e3o \u00e9 trespassado. O cora\u00e7\u00e3o \u00e9 a sede do pensamento segundo a linguagem de todas as culturas e tamb\u00e9m do afeto. Pensei e guardei no meu cora\u00e7\u00e3o\u2026 Amo-te amo com o meu cora\u00e7\u00e3o, dizemos n\u00f3s. Este Jesus que nos conhece com o seu pensamento, Ele sabedoria do Pai, ama-nos com o seu Cora\u00e7\u00e3o, com a doa\u00e7\u00e3o integral da sua pessoa divina, unido \u00e0 sua natureza humana. A mente e o afeto dele para e por n\u00f3s moveram-no a dar-se totalmente, em obedi\u00eancia ao Pai, por n\u00f3s.<\/p>\n<p>Nestas duas realidades, podemos dizer que se situa a pessoa inteira\u2026 Podemos dizer que ao dar-se dar a n\u00f3s, Jesus \u00e9 o Pensamento que nos ama e o Amor que nos conhece\u2026 Ressuscitado, n\u00e3o tem sangue. Ficou todo para n\u00f3s, e continua a ser derramado, incruentamente em cada Missa que se celebra\u2026 O Sangue do Ressuscitado \u00e9 o Esp\u00edrito Santo, que circula nele, e dele em n\u00f3s no mist\u00e9rio do Corpo M\u00edstico que \u00e9 a Igreja. O Esp\u00edrito que d\u00e1 a Vida \u00e9 o sangue e a seiva que alimenta a Igreja. Cristo \u00e9 a cabe\u00e7a e n\u00f3s os membros animados pelo mesmo Esp\u00edrito. Jesus Ressuscitado \u00e9 assim o nosso Sol, a nossa Gra\u00e7a, que nos lava e purifica, tornando-nos mais brancos do que a neve, lavados, como diz o Apocalipse, no Sangue do Cordeiro, e conferindo-nos uma limpeza de alma mais forte que a \u201clix\u00edvia do lavandeiro\u201d. Da\u00ed a nossa participa\u00e7\u00e3o em Cristo ser simbolizada na oferta do seu Cora\u00e7\u00e3o, de seu Ser, Deus e Homem, no sangue e na \u00e1gua, que brotam depois de o Cora\u00e7\u00e3o Divino ter sido trespassado. S\u00e3o s\u00edmbolos do Batismo, que nos confere o Esp\u00edrito que d\u00e1 a Vida\u2026 e da Eucaristia, que nos alimenta e sacia pela comunh\u00e3o do seu Corpo e Sangue.<\/p>\n<p>N\u00e3o admira que a Igreja, depois de ter celebrado a Festa do Corpus em junho, reserve julho para contemplarmos o mist\u00e9rio inesgot\u00e1vel do seu Sangue, Sangue Precios\u00edssimo, que nos lava, nos alimenta e nos purifica.<\/p>\n<p>Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 116<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-20559","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20559"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20559\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}