{"id":20587,"date":"2012-07-18T16:45:00","date_gmt":"2012-07-18T16:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20587"},"modified":"2012-07-18T16:45:00","modified_gmt":"2012-07-18T16:45:00","slug":"a-perspetiva-e-as-bananas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-perspetiva-e-as-bananas\/","title":{"rendered":"A perspetiva e as bananas"},"content":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o e Ambiente <!--more--> Ao longo da nossa mais ou menos longa exist\u00eancia, temos ocasi\u00e3o de enfrentar diversos desafios e experimentar sentimentos tamb\u00e9m eles diversos.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de caminhar sobre duas pernas e dois p\u00e9s \u00e9, para a maioria de n\u00f3s, algo adquirido. Banal. Podemos ser emp\u00e1ticos com algu\u00e9m que apenas se consegue deslocar usando uma cadeira de rodas ou um andarilho; mas apenas isso. S\u00f3 quando somos confrontados com uma situa\u00e7\u00e3o inesperada, passageira ou definitiva, que afeta a nossa mobilidade pessoal, conseguimos adquirir um novo olhar. Uma outra perspetiva. Uma nova consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Tomemos como exemplo a experi\u00eancia de partir um p\u00e9. \u00c0 partida, teremos que fazer radiografias, colocar gesso, aguardar umas semanas e, se tudo correr bem, voltamos a andar sem problemas. Outro exemplo: torcer (igualmente) um p\u00e9. Aqui, o desafio ser\u00e1 parecido, embora o trabalho de \u201cconvencer\u201d m\u00fasculos e ligamentos a voltarem ao normal possa demorar um pouco mais. Em comum estes dois exemplos t\u00eam o factor limita\u00e7\u00e3o da mobilidade pessoal. De repente, no dia a dia, tarefas simples como cozinhar, tratar da higiene pessoal, subir\/descer escadas ou ir \u00e0s compras, tornam-se desafios bem maiores.<\/p>\n<p>Adquirimos, no entanto, uma mais valia: a experi\u00eancia de aprender a lidar com as situa\u00e7\u00f5es e arranjar solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Muitas vezes, nas quest\u00f5es ambientais, poderemos ter a ilus\u00e3o de que \u201ccaminhamos sempre equilibrados\u201d, sobre duas pernas e dois p\u00e9s. E que ser\u00e1 sempre assim. Necessitamos de fazer um grande esfor\u00e7o de imagina\u00e7\u00e3o para nos colocarmos num outro cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Possivelmente a forma mais sensata de encararmos os desafios futuros ser\u00e1 a de prevenir. Precaver danos maiores. Aplicar o Princ\u00edpio da Precau\u00e7\u00e3o. Na analogia com os p\u00e9s partidos\/ torcidos ou outras limita\u00e7\u00f5es de mobilidade, significa tornar acess\u00edveis todos os edif\u00edcios. Incluindo elevadores e corredores com largura suficiente para acolher uma cadeira de rodas, e as manobras necess\u00e1rias. Significa, por exemplo, recolher os res\u00edduos dom\u00e9sticos e industriais (o \u201clixo l\u00e1 de casa\u201d e o \u201clixo das f\u00e1bricas\u201d), trat\u00e1-los e dar-lhes destinos apropriados. Ao inv\u00e9s de varrer a areia para debaixo do tapete, aproveitando terrenos baldios para despejar res\u00edduos de forma irrespons\u00e1vel e ilegal. Ou, a um outro n\u00edvel, aderir ao fen\u00f3meno B.A.N.A.N.A. (do ingl\u00eas \u201cBuild absolutely nothing anywhere near anyone\u201d, ou seja, n\u00e3o construir absolutamente nada, em nenhum local, nem perto de ningu\u00e9m) e, sem informa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, excluir determinantemente uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o \u2013 por exemplo destinada ao tratamento ou encaminhamento de res\u00edduos.<\/p>\n<p>A terminar, aqui ficam duas sugest\u00f5es:<\/p>\n<p>&#8211; Denunciar situa\u00e7\u00f5es ilegais, junto do Servi\u00e7o da Protec\u00e7\u00e3o da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, por telefone (808 200 520 &#8211; dispon\u00edvel 24 horas por dia), formul\u00e1rio* ou email (sepna@gnr.pt).<\/p>\n<p>&#8211; Procurar informa\u00e7\u00e3o acerca de temas suscet\u00edveis junto de diversas fontes e, antes de tomar uma posi\u00e7\u00e3o, pesar os pr\u00f3s e os contras.<\/p>\n<p>*Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.gnr.pt\/portal\/internet\/sepna\/12.denuncias\/form_sepna.asp.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o e Ambiente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-20587","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20587","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20587"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20587\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20587"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20587"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20587"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}