{"id":20608,"date":"2012-09-06T10:45:00","date_gmt":"2012-09-06T10:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20608"},"modified":"2012-09-06T10:45:00","modified_gmt":"2012-09-06T10:45:00","slug":"setembro-e-a-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/setembro-e-a-educacao\/","title":{"rendered":"Setembro e a educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Atravess\u00e1mos d\u00e9cadas em que, por estes dias, a discuss\u00e3o maior, \u00e0 volta das fam\u00edlias e or\u00e7amentos familiares, centrava-se na aquisi\u00e7\u00e3o dos livros (manuais escolares e associados, entenda-se) para o novo ano escolar ou letivo que se iniciava implacavelmente at\u00e9 15 de setembro, como \u00e9 de lei.<\/p>\n<p>Progressivamente, a t\u00f3nica foi colocada noutra preocupa\u00e7\u00e3o, na escola para os filhos; as vagas que existiam, ou n\u00e3o, para dar resposta \u00e0s novas realidades, \u00e0s mudan\u00e7as que se operavam: filhos que entravam pela primeira vez no sistema de ensino, que tinham de fazer op\u00e7\u00f5es vocacionais-altera\u00e7\u00e3o do plano curricular; altera\u00e7\u00f5es (morada, profiss\u00e3o\u2026) na vida, pura e simplesmente.<\/p>\n<p>No primeiro caso, passou a ser um assunto parcial por dois motivos. O primeiro, muito objetivo, os manuais passaram a ser plurianuais \u2013 uma medida pol\u00edtica que se reclamava h\u00e1 muito; o segundo, um pouco mais subjetivo, a falta de liquidez financeira obrigou a maior conten\u00e7\u00e3o nos gastos de f\u00e9rias, portanto, passou a existir algum fundo de maneiro para o essencial. \u00c9 o reflexo da malfadada pedagogia das crises, ou do equil\u00edbrio no erro!<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 segunda situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 not\u00f3rio que j\u00e1 h\u00e1 espa\u00e7o educativo a mais para a popula\u00e7\u00e3o discente que o pa\u00eds tem. Em consequ\u00eancia, remediadas as situa\u00e7\u00f5es pontuais, muitas vezes provocadas pela inc\u00faria dos gabinetes de Lisboa e delegados, h\u00e1 lugar para todos. Corrija-se, cada vez h\u00e1 mais lugar para todos.<\/p>\n<p>Nos tempos recentes a educa\u00e7\u00e3o passou para o excesso de docentes! Lament\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00c9 lament\u00e1vel que um pa\u00eds desenvolvido e com tantas recomenda\u00e7\u00f5es e estudos feitos n\u00e3o consiga ter massa cr\u00edtica e decis\u00f3ria suficiente para planificar os seus ativos! Partindo do princ\u00edpio que a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 para fechar \u2013 premissa que n\u00e3o custa nada admitir, mesmo sendo energicamente inaceit\u00e1vel a hip\u00f3tese, face a algumas teorias macro sociais e econ\u00f3micas que v\u00e3o sendo afloradas \u2013 h\u00e1 20 anos que se sabe o que se pode produzir em termos de ensino b\u00e1sico e secund\u00e1rio.<\/p>\n<p>Hoje h\u00e1, em todas as \u00e1reas da a\u00e7\u00e3o do Estado, profissionais enganados pelo pr\u00f3prio \u201caparelho\u201d porque n\u00e3o h\u00e1 um plano estrat\u00e9gico para setores-chave do pr\u00f3prio Estado. &#8211; Admitindo, contudo, como importante, que cada um e cada uma t\u00eam responsabilidade pessoal no assunto, deve-se estar atento, dado que \u201cquem vai para o mar avia-se em terra\u201d!<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o bastava atender a: diminui\u00e7\u00e3o da taxa de natalidade, n\u00famero de alunos, ofertas educativas estruturantes, situa\u00e7\u00f5es sociais a contemplar, aumento da idade da reforma, muta\u00e7\u00e3o nos direitos de carreira (o menos importante e imprevis\u00edvel).<\/p>\n<p>Assim, em setembro, custa ver milhares de professores totalmente desmobilizados: uns para fora (da escola), depois de d\u00e9cadas de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, outros para dentro (da escola) mas com a mesma motiva\u00e7\u00e3o porque est\u00e3o a ser conduzidos como que para o cadafalso, que muda rapidamente de posi\u00e7\u00e3o, bastante arbitr\u00e1rio e opinat\u00f3rio. <\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o, em setembro, deixa-nos todos a perder; a perder, desde logo, o futuro!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-20608","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20608","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20608"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20608\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}