{"id":2065,"date":"2010-07-14T16:38:00","date_gmt":"2010-07-14T16:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2065"},"modified":"2010-07-14T16:38:00","modified_gmt":"2010-07-14T16:38:00","slug":"da-ponte-medieval-do-marnel-a-estacao-arqueologica-do-cabeco-do-vouga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/da-ponte-medieval-do-marnel-a-estacao-arqueologica-do-cabeco-do-vouga\/","title":{"rendered":"Da Ponte Medieval do Marnel \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o Arqueol\u00f3gica do Cabe\u00e7o do Vouga"},"content":{"rendered":"<p>Roteiro de F\u00e9rias <!--more--> A partida para o presente roteiro de f\u00e9rias \u00e9 a margem sul do Rio Marnel, junto \u00e0 EN1\/IC2 (lado de \u00c1gueda), no lugar de Lamas do Vouga. Do lado nascente da estrada h\u00e1 uma pequena placa que indica \u201cPonte Medieval\u201d. No entanto, o melhor \u00e9 prosseguir pela EN1 at\u00e9 \u00e0 margem norte do Rio Marnel, onde, junto a umas casas em adobe, surge uma estreita rua que conduz at\u00e9 ao rio e \u00e0 ponte medieval, classificada em 1956 como Im\u00f3vel de Interesse P\u00fablico.<\/p>\n<p>A ponte, com cerca de 120 metros de comprimento, tem uma curiosa forma em Z aberto, com a maioria dos arcos no tro\u00e7o central. \u00c9 incerta a sua data de constru\u00e7\u00e3o, mas poder\u00e1 ser do per\u00edodo romano (s\u00e9culo II), tendo integrado a estrada romana Em\u00ednio (Coimbra)\/Cale (Porto). No s\u00e9culo XIV, a ponte foi substitu\u00edda pela actual, que recebeu obras de restauro em \u00e9pocas posteriores, nomeadamente no reinado de D. Jo\u00e3o III (1552). Actualmente, a C\u00e2mara Municipal de \u00c1gueda est\u00e1 a concluir obras de restauro da ponte e na zona envolvente.<\/p>\n<p>A ponte, bem como a antiga estrada que lhe dava acesso, \u00e9 bastante estreita.<\/p>\n<p>\u201cPonte Romana\u201d sobre o Rio Vouga<\/p>\n<p>De regresso \u00e0 EN1\/IC2, o percurso segue algumas centenas de metros para norte, at\u00e9 \u00e0 passagem sobre o Rio Vouga, de onde se avista a velha \u201cponte romana\u201d, tamb\u00e9m do lado nascente.<\/p>\n<p>Num entroncamento para a direita, poucos metros ap\u00f3s a ponte, uma placa indica Macinhata do Vouga, para onde se vira. A estrada desce em direc\u00e7\u00e3o ao rio, atravessando-o na ponte que a tradi\u00e7\u00e3o popular designa por \u201cromana\u201d. Tal como a ponte anterior, tamb\u00e9m esta poder\u00e1 ser de origem romana, uma vez que a referida via romana passava por aqui. No entanto, o que se sabe \u00e9 que o tra\u00e7ado actual da ponte resulta das obras efectuadas no reinado de D. Jo\u00e3o V, no ano de 1713, obras que aproveitaram grande parte da ponte mandada construir (ou reconstruir) no reinado de D. Jo\u00e3o III, em 1529. No s\u00e9culo XIX, a ponte recebeu novas obras, mas foi j\u00e1 na d\u00e9cada de 1930 que teve altera\u00e7\u00f5es profundas ao n\u00edvel do tabuleiro, com o alargamento deste para fora da estrutura ent\u00e3o existente.<\/p>\n<p>A ponte tem 15 arcos. \u00c9 precisamente ao n\u00edvel dos arcos que \u00e9 poss\u00edvel distinguir a parte do s\u00e9culo XVI da parte constru\u00edda no s\u00e9culo XVIII. Segundo A. Nogueira Gon\u00e7alves, no seu livro \u201cInvent\u00e1rio Art\u00edstico de Portugal. Distrito de Aveiro. Zona Sul\u201d, os tr\u00eas primeiros arcos do lado sul s\u00e3o do s\u00e9culo XVIII, enquanto os restantes 12, s\u00e3o quinhentistas.<\/p>\n<p>Esta\u00e7\u00e3o Arqueol\u00f3gica <\/p>\n<p>do Cabe\u00e7o do Vouga<\/p>\n<p>Depois de passada a ponte, na rotunda situada junto a um pequeno aglomerado urbano, o percurso vira para a esquerda, e segue por uma estrada paralela ao rio. Na zona florestal surge, do lado direito, uma subida bastante \u00edngreme, com a sinaliza\u00e7\u00e3o de Esta\u00e7\u00e3o Arqueol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Quase no alto da encosta, numa curva \u00e0 direita, h\u00e1 uma casa de madeira que serve de recep\u00e7\u00e3o e museu da Esta\u00e7\u00e3o Arqueol\u00f3gica de Cabe\u00e7o do Vouga, junto \u00e0 qual tem in\u00edcio o caminho de acesso ao Cabe\u00e7o da Mina, com as suas enormes estruturas que cobrem e protegem os vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Situada junto \u00e0 capela do Esp\u00edrito Santo, a Esta\u00e7\u00e3o Arqueol\u00f3gica de Cabe\u00e7o do Vouga estende-se por duas cumeadas situadas entre os rios Vouga e Marnel, designadas por Cabe\u00e7o Redondo e Cabe\u00e7o da Mina, sendo esta \u00faltima, que alberga a zona principal da esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O povoamento deste local \u00e9 bastante remoto, com destaque para os per\u00edodos da Idade do Ferro e Romano, ainda que apresente alguns vest\u00edgios mais antigos, da Idade do Bronze, e outros mais modernos, j\u00e1 da \u00e9poca medieval. Por motivos desconhecidos, o povoado deixou de ser habitado ainda na Idade M\u00e9dia, n\u00e3o restando quaisquer vest\u00edgios que atestem a sua ocupa\u00e7\u00e3o nos s\u00e9culos mais recentes.<\/p>\n<p>Do castro existente na Idade do Ferro ainda restam ru\u00ednas de constru\u00e7\u00f5es circulares e, um pouco mais recentes, oblongas e subrectangulares. O per\u00edodo romano est\u00e1 representado por constru\u00e7\u00f5es de melhor qualidade, de planta rectangular, j\u00e1 com cobertura de telha e pisos em cer\u00e2mica. No Cabe\u00e7o da Mina destaca-se uma constru\u00e7\u00e3o, de cariz pol\u00edtico e militar, do tipo \u201ccastellum\u201d, o que demonstra a import\u00e2ncia que o povoado chegou a ter nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>No espa\u00e7o museol\u00f3gico est\u00e3o expostos diversos vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos encontrados no local, com realce para pe\u00e7as cer\u00e2micas e outros objectos de uso dom\u00e9stico ou do quotidiano, sobretudo referentes ao per\u00edodo romano.<\/p>\n<p>Classificada como Im\u00f3vel de Interesse P\u00fablico, por decreto datado de 28 de Junho de 1947, a Esta\u00e7\u00e3o Arqueol\u00f3gica pode ser visitada de ter\u00e7a-feira a s\u00e1bado, das 9h30 \u00e0s 12 horas, e das 14h30 \u00e0s 17 horas. Recomenda-se marca\u00e7\u00e3o pr\u00e9via.<\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roteiro de F\u00e9rias<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-2065","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2065","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2065"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2065\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2065"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2065"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2065"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}