{"id":20698,"date":"2012-09-19T17:23:00","date_gmt":"2012-09-19T17:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20698"},"modified":"2012-09-19T17:23:00","modified_gmt":"2012-09-19T17:23:00","slug":"a-forca-da-rua-ou-a-rua-sem-forca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-forca-da-rua-ou-a-rua-sem-forca\/","title":{"rendered":"A for\u00e7a da rua ou a rua sem for\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Estamos claramente num impasse. <\/p>\n<p>Deixaram que os apoios da, ent\u00e3o, CEE e, agora, da Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o tivessem os efeitos que se pretendiam (ou ter\u00e3o tido?!): renovar, reestruturar, inovar, criar um quadro de desenvolvimento a m\u00e9dio-longo prazo!<\/p>\n<p>O pa\u00eds, como foi amplamente debatido na RTP1, na madrugada de segunda-feira passada, nos \u201cPr\u00f3s e Contras\u201d, n\u00e3o tem nenhuma estrat\u00e9gia para nada. Portanto, a m\u00e1xima que faz plano de qualquer gest\u00e3o, pelo menos p\u00fablica, \u00e9 \u201co que vier, morre\u201d. E morre mesmo.<\/p>\n<p>Quando algu\u00e9m assume o governo de qualquer coisa, \u00e9 quase certo que tem de come\u00e7ar tudo do zero ou come\u00e7a mesmo por n\u00e3o haver nada planeado. Quando h\u00e1 algo planeado, vem sempre algu\u00e9m que se encarrega, por in\u00e9rcia, falta de vis\u00e3o, imprepara\u00e7\u00e3o, ignor\u00e2ncia ou bem do pr\u00f3prio, de destruir tudo o que existe.<\/p>\n<p>A pescada de rabo na boca deveria substituir a Esfera Armilar em todos os s\u00edmbolos nacionais. Se n\u00e3o \u00e9 o que melhor caracteriza a gesta lusa andar\u00e1 l\u00e1 muito pr\u00f3ximo \u2013 \u00e9 com consternada tristeza que o constatamos!<\/p>\n<p>Um plano estrat\u00e9gico implicar\u00e1 sempre, no m\u00ednimo, tr\u00eas premissas motivacionais:  disciplina, organicidade (rigor estruturante din\u00e2mico)  e metas! N\u00e3o d\u00e1 em terras de Afonso Henriques!<\/p>\n<p>Da\u00ed que tenhamos a sensa\u00e7\u00e3o, experimentada, como milh\u00f5es de portugueses, que a \u201cRua\u201d (em mai\u00fascula e com aspas, dada a simbologia aqui apresentada), por mais ampla e consensual que seja, n\u00e3o tem for\u00e7a. Se o tivesse tamb\u00e9m estaria desgra\u00e7ada. As for\u00e7as que t\u00eam A for\u00e7a, passe a redund\u00e2ncia intencional, deslocar-se-iam para outras paragens deixando este ret\u00e2ngulo entregue a si pr\u00f3prio, um pouco como a Indon\u00e9sia fez quando deixou Timor ou, para ser menos radical na visualiza\u00e7\u00e3o da realidade, como ficavam as cidades depois da reconquista!<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, s\u00f3 assumindo, por referendo, que queremos ser donos do nosso destino, ficar sem comodidade durante os largos meses, perder a capacidade de viajar, ter bens imprescind\u00edveis nas sociedades ocidentais, voltar a consumir o que temos ou podemos adquirir, viajar at\u00e9 onde os pr\u00f3prios meios (a p\u00e9, por tra\u00e7\u00e3o animal ou mec\u00e2nica) permitem,\u2026 s\u00f3 assim podemos recuperar a dignidade.<\/p>\n<p>A for\u00e7a est\u00e1 em quem nos subjugou em nome de bens que j\u00e1 n\u00e3o somos capazes de prescindir de livre vontade. Por isso, custa tanto estar a perd\u00ea-los sem querer.<\/p>\n<p>Um governo com coragem, dir-nos-\u00e1 a verdade do tamanho das nossas d\u00edvidas e depend\u00eancias; lan\u00e7a um referendo para optarmos por condenar os culpados e assumir os estragos consequentes; e, posteriormente, coloca-nos a trabalhar no que nos pode retirar do jugo opressor dos senhores do mundo, dos agiotas, dos usurpadores que mandam e manipulam a Rua da nossa vida comum e individual. Ningu\u00e9m nunca o foi sozinho. Voltar ao zero ajuda a sair do esclavagismo instalado docemente, uma esp\u00e9cie de eutan\u00e1sia lenta!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-20698","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20698"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20698\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}