{"id":20711,"date":"2011-02-16T10:24:00","date_gmt":"2011-02-16T10:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20711"},"modified":"2011-02-16T10:24:00","modified_gmt":"2011-02-16T10:24:00","slug":"democratizar-a-economia-humanizar-as-financas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/democratizar-a-economia-humanizar-as-financas\/","title":{"rendered":"Democratizar a economia &#8211; humanizar as finan\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> A democratiza\u00e7\u00e3o da economia \u00e9 um anseio antigo e profundo; O Papa Bento XVI fez-se eco dele na enc\u00edclica \u00abCaritas in Veritate (cf. os n.\u00bas 38 e 66). Os conceitos e orienta\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas, neste dom\u00ednio, variam bastante, mas pode afirmar-se que os objectivos visados s\u00e3o os mesmos, a saber: A garantia de condi\u00e7\u00f5es de vida condigna a todas as pessoas; a participa\u00e7\u00e3o na vida econ\u00f3mica pelo trabalho e pela influ\u00eancia nas decis\u00f5es; a atenua\u00e7\u00e3o das desigualdades; e a participa\u00e7\u00e3o na propriedade dos meios de produ\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A hist\u00f3ria econ\u00f3mica dos \u00faltimos sessenta anos caracterizou-se por uma evolu\u00e7\u00e3o paradoxal: Em meados do s\u00e9culo passado, alimentou-se fortemente a esperan\u00e7a de uma caminhada firme para a democracia econ\u00f3mica, havendo expectativas de os objectivos acima referidos serem alcan\u00e7ados dentro de prazos razo\u00e1veis. As crises dos anos setenta e oitenta abalaram esta expectativa, sem a destru\u00edrem; por\u00e9m, as dificuldades verificadas nas d\u00e9cadas subsequentes, sobretudo na crise actual, parecem ter afastado toda a esperan\u00e7a; de tal modo que, hoje, os \u00e2nimos parecem oscilar entre dois extremos: A revolta contra o sistema e poderes dominantes, sem se saber qual a alternativa; ou a derrota, mais ou menos resignada. O sentimento de derrota apresenta-se mais invenc\u00edvel quando se observam o grave endividamento do Estado e do pa\u00eds e a consequente depend\u00eancia dos mercados e de outras inst\u00e2ncias internacionais.<\/p>\n<p>Ora, ao contr\u00e1rio dos extremos em voga, o momento actual \u00e9 um convite fort\u00edssimo \u00e0 congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os e \u00e0 procura de caminhos favor\u00e1veis \u00e0 democratiza\u00e7\u00e3o da economia e \u00e0 humaniza\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as p\u00fablicas. O convite n\u00e3o impele a uma reviravolta, mais ou menos \u00abrevolucion\u00e1ria\u00bb, que se limite a substituir umas for\u00e7as dominantes por outras, sem garantias efectivas de um futuro melhor. Tamb\u00e9m n\u00e3o impele \u00e0 simples gest\u00e3o da sobreviv\u00eancia, dentro das restri\u00e7\u00f5es que nos envolvem. Impele-nos a esta gest\u00e3o, sem d\u00favida, mas sem perdermos de vista o horizonte da democratiza\u00e7\u00e3o e da humaniza\u00e7\u00e3o. No vasto n\u00famero de linhas de rumo a seguir podem salientar-se: Ac\u00e7\u00f5es de base, ac\u00e7\u00f5es interm\u00e9dias; e ac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Todas podem e devem ser realizadas por entidades p\u00fablicas e privadas, com e sem fins lucrativos; por\u00e9m as ac\u00e7\u00f5es de base incumbem especialmente \u00e0s pessoas e fam\u00edlias; as interm\u00e9dias a organiza\u00e7\u00f5es privadas; e as pol\u00edticas ao Estado, no sentido lato (continua).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-20711","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20711","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20711"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20711\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20711"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20711"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20711"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}