{"id":20713,"date":"2011-02-23T09:25:00","date_gmt":"2011-02-23T09:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20713"},"modified":"2011-02-23T09:25:00","modified_gmt":"2011-02-23T09:25:00","slug":"refundar-a-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/refundar-a-humanidade\/","title":{"rendered":"Refundar a Humanidade"},"content":{"rendered":"<p>O dia a dia nacional preenche-se, na comunica\u00e7\u00e3o social, com factos de esc\u00e2ndalo ou trag\u00e9dia. Desde a corrup\u00e7\u00e3o de toda a classe de pessoas, at\u00e9 aos esc\u00e2ndalos sexuais, at\u00e9 ao desespero da solid\u00e3o ou da incapacidade de lidar com os limites que a natureza humana comporta.<\/p>\n<p>Sabemos que a \u201cexpuls\u00e3o\u201d, do espa\u00e7o p\u00fablico e da consci\u00eancia pessoal, de convic\u00e7\u00f5es \u00e9ticas, com fundamento em princ\u00edpios religiosos genu\u00ednos, tem vindo a lan\u00e7ar as sociedades no loda\u00e7al do relativismo, que elimina todas as refer\u00eancias e conduz ao vazio total de sentido.<\/p>\n<p>S\u00f3 assim se explica esta aridez de humanidade, este deserto de civiliza\u00e7\u00e3o que estamos a atravessar. E a constante divulga\u00e7\u00e3o de tal drama, se, por um lado, parece assustar, por outro, subtilmente vai entranhando esta mentalidade nos cora\u00e7\u00f5es e nos esp\u00edritos de muita gente.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o apenas os o\u00e1sis de humanidade que subsistem e se multiplicam por muitos lados. H\u00e1 mesmo sinais de uma nova civiliza\u00e7\u00e3o de solidariedade, de respeito pela dignidade fundamental da pessoa humana, um fluxo de rela\u00e7\u00f5es novas, entre as pessoas e com as coisas, que emerge dos escombros de uma humanidade decadente.<\/p>\n<p>N\u00e3o lhe d\u00e3o a visibilidade que merece, porque o caos favorece sempre os oportunistas, os sedentos de suor e sangue. E, se lhe d\u00e3o alguma aten\u00e7\u00e3o, parece mais na mira de encontrar novos motivos de suspeita, de apreens\u00e3o, de desordem, porventura para justificar novas interven\u00e7\u00f5es perversas.<\/p>\n<p>A paci\u00eancia de quem espera que a seara cres\u00e7a, durante a noite, sem que se d\u00ea por isso, n\u00e3o \u00e9 a passividade de quem aguarda que aconte\u00e7a. \u00c9 antes a esperan\u00e7a de quem actua, mesmo sem espect\u00e1culo, na certeza de que o Construtor est\u00e1 atento, e vai consolidar a pouco e pouco esta constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As persegui\u00e7\u00f5es aos crist\u00e3os, como a todas as pessoas de bem, s\u00e3o uma constante na hist\u00f3ria da humanidade. O caminho do caos ao cosmos \u00e9 uma peregrina\u00e7\u00e3o constante, em que as etapas s\u00e3o assinaladas com a sementeira de muitas vidas entregues, a gerar vida nova. Aquele que assume a nossa condi\u00e7\u00e3o humana para a elevar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o divina passa pelas sombras da morte. As manh\u00e3s de ressurrei\u00e7\u00e3o sucedem a muitas agonias, cruentas paix\u00f5es, vexames, abandonos\u2026 Mas a aurora ergue-se radiosa!<\/p>\n<p>Refundar a Humanidade depender\u00e1, em grande medida, da recria\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a, do abra\u00e7ar a via estreita como o caminho libertador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dia a dia nacional preenche-se, na comunica\u00e7\u00e3o social, com factos de esc\u00e2ndalo ou trag\u00e9dia. Desde a corrup\u00e7\u00e3o de toda a classe de pessoas, at\u00e9 aos esc\u00e2ndalos sexuais, at\u00e9 ao desespero da solid\u00e3o ou da incapacidade de lidar com os limites que a natureza humana comporta. 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