{"id":20714,"date":"2011-02-23T09:25:00","date_gmt":"2011-02-23T09:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20714"},"modified":"2011-02-23T09:25:00","modified_gmt":"2011-02-23T09:25:00","slug":"pedir-ajuda-e-deixar-se-ajudar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pedir-ajuda-e-deixar-se-ajudar\/","title":{"rendered":"Pedir ajuda e deixar-se ajudar"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> Certo dia um pai pediu ao filho que pegasse num jarr\u00e3o, manifestamente grande e pesado para uma crian\u00e7a. Ao fim de muitos esfor\u00e7os, o pequeno, desconsolado e pesaroso foi ter com o pai e disse-lhe:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o posso mover o jarr\u00e3o, quanto mais pegar nele.<\/p>\n<p>&#8211; Mas, retorquiu o pai, fizeste todo o poss\u00edvel?<\/p>\n<p>&#8211; Sim pai, fiz o mais que podia.<\/p>\n<p>&#8211; Est\u00e1s enganado. Faltou-te uma coisa: pedir ajuda ao teu pai!<\/p>\n<p>Vamos tentar passar esta l\u00f3gica para o que se passa connosco ao longo da vida. Sempre teremos dificuldades e por muito empenho posto da nossa parte, por vezes n\u00e3o conseguimos nada, ou muito pouco. <\/p>\n<p>Santo Agostinho, referindo o tema para a vida do crist\u00e3o tem esta frase: \u201cFaz o que podes e pede o que n\u00e3o podes\u201d. Ora muitos que se dizem e s\u00e3o crist\u00e3os pensam muitas vezes: Mas se Deus \u00e9 Todo-Poderoso, n\u00e3o podia fazer-nos as coisas mais f\u00e1ceis? Temos incertezas, d\u00favidas, angustias, n\u00e3o podia Deus poupar-nos? <\/p>\n<p>Claro que podia, mas quis correr o risco da nossa liberdade e portanto n\u00e3o nos tira todas as \u00abpedras\u00bb do caminho, mas deixou-nos escrito como as poder\u00edamos tirar. Como? Ajudando-nos a lutar contra aquilo que de errado encontramos em n\u00f3s e queremos remover. <\/p>\n<p>Vem a prop\u00f3sito uma hist\u00f3ria que \u00e9 bem conhecida, mas pouco utilizada. Um homem estava sentado no campo e viu um casulo do bicho de seda. Reparou que tinha uma pequena frincha, por onde viu que a mariposa tentava com grande esfor\u00e7o romper o casulo para poder sair. Ao fim de algum tempo, o homem pensando que a mariposa estava cansada e a sofrer, resolveu dar uma ajuda e abriu-lhe o casulo. A mariposa saiu com facilidade, mas o homem julgava que come\u00e7aria a voar. Nada isso aconteceu: as asas n\u00e3o cresceram e a mariposa nunca pode voar, acabando por morrer.<\/p>\n<p>O homem compreendeu ent\u00e3o que a sua ajuda foi prejudicial; o esfor\u00e7o da mariposa dentro do casulo, tentando sair, fortificava-lhe as asas e quando fosse a altura, rompia por si mesma o casulo e ent\u00e3o poderia voar.<\/p>\n<p>Estas considera\u00e7\u00f5es aplicam, como \u00e9 \u00f3bvio \u00e0 luta asc\u00e9tica, em que queremos colaborar com Deus no alcance da santidade. \u201cSede santos como o Pai Celeste \u00e9 Santo\u201d, mas eu n\u00e3o queria ir por a\u00ed, neste momento sem antes me referir a outro assunto.<\/p>\n<p>Quero aplicar estas considera\u00e7\u00f5es ao campo educativo. Educar uma crian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 como adestrar um c\u00e3o ou um cavalo. \u00c9 come\u00e7ar bem cedo \u2013 20 anos antes dela nascer \u2013 a tentar que fa\u00e7a bom uso da sua liberdade, frisando bem que liberdade, n\u00e3o \u00e9 fazer tudo o que lhe d\u00e1 na gana, mas sim fazer o que est\u00e1 certo e correcto. Assim desde pequenina s\u00f3 devemos fazer por ela o que ela n\u00e3o pode realmente fazer (\u00e9 o caso da mariposa) e ensinar-lhe que quando n\u00e3o pode deve pedir ajuda a quem pode: pais, irm\u00e3os mais velhos, professores, etc. <\/p>\n<p>E Deus? Pois parece que n\u00e3o tem lugar. Mas s\u00f3 parece, porque com S. Paulo podemos repetir: \u201cPosso tudo n\u2019Aquele que me conforta\u201d. Ora esse \u00abAquele\u00bb, \u00e9 Deus sempre pronto a ajudar-nos quando fizermos tudo que est\u00e1 ao nosso alcance: fazemos o que podemos e pedimos a Deus o que n\u00e3o podemos! Mesmo no campo educativo.<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca      <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-20714","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20714","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20714"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20714\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}