{"id":20715,"date":"2011-02-23T09:27:00","date_gmt":"2011-02-23T09:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20715"},"modified":"2011-02-23T09:27:00","modified_gmt":"2011-02-23T09:27:00","slug":"somos-construidos-pelos-nossos-actos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/somos-construidos-pelos-nossos-actos\/","title":{"rendered":"Somos constru\u00eddos pelos nossos actos"},"content":{"rendered":"<p>O que diz&#8230; <!--more--> Todos diferentes<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o consiste em percorrer e captar. Ora, todos percebemos de m\u00faltiplas maneiras, influenciados pelos contextos religiosos, cient\u00edficos, \u00e9tnicos. Ningu\u00e9m percepciona da mesma maneira. Como diziam os antigos, aquilo que \u00e9 recebido \u00e9 recebido \u00e0 maneira daquele que recebe.<\/p>\n<p>Tr\u00eas culturas<\/p>\n<p>Somos todos herdeiros da cultura grega, romana e judeo-crist\u00e3. Do senhor da mercearia ao ateu, estamos todos marcados por estes pressupostos.<\/p>\n<p>Filosofar<\/p>\n<p>Fil\u00f3sofo \u00e9 aquele que passa do singular vivido para o universal. Todos passam pela tristeza. Fil\u00f3sofo \u00e9 o que pergunta: \u201cO que \u00e9 a tristeza?\u201d Interroga o particular vivido e quando volta a ficar triste j\u00e1 vive a tristeza de outro modo. Tem outro olhar.<\/p>\n<p>O que \u00e9 o comportamento humano?<\/p>\n<p>O ser humano sempre teve comportamentos. Mas s\u00f3 no s\u00e9c. XIX come\u00e7ou a estudar cientificamente o comportamento humano, surgindo ent\u00e3o a psicologia, a sociologia, as filosofias do comportamento e, mais tarde, a gen\u00e9tica e outras ci\u00eancias. Mas a grande quest\u00e3o continua a ser: O que \u00e9 o comportamento humano?<\/p>\n<p>Os meus actos fazem-me<\/p>\n<p>Comportar-se \u00e9 agir e fazer. Os factos ficam nos objectos. Os actos ficam no sujeito, ficam em quem os pratica. Atrav\u00e9s do comportamento vamo-nos transformando. Somos por aquilo que fazemos, agindo. Os actos ficam em n\u00f3s e v\u00e3o-nos modificando ao longo da vida. S\u00f3 o comportamento humano \u00e9 que pode ser bom ou mau, porque s\u00f3 o ser humano tem a capacidade de se regular e de se dirigir conscientemente para determinados fins.<\/p>\n<p>Equil\u00edbrio\/desequil\u00edbrio<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica da virtude ou do v\u00edcio cria em n\u00f3s uma segunda natureza. Tendemos para o equil\u00edbrio, se praticamos a virtude. Ou para o desequil\u00edbrio, se n\u00e3o a praticamos. O comportamento \u00e9 uma regula\u00e7\u00e3o. Mas qual o fundamento das regras comportamentais? A raz\u00e3o e n\u00e3o a sociedade \u2013 que \u00e9 resposta que habitualmente os alunos d\u00e3o.<\/p>\n<p>Crise ou confus\u00e3o de valores?<\/p>\n<p>Vivemos uma crise de valores ou uma des-hierarquiza\u00e7\u00e3o dos valores? Segundo algumas classifica\u00e7\u00f5es, h\u00e1 valores baixos (agrad\u00e1vel \/ n\u00e3o agrad\u00e1vel) e mais altos (\u00e9ticos, est\u00e9ticos e religiosos). O que dura mais? Ir \u00e0s compras ou visitar um museu? O valor mais importante dura mais e causa maior satisfa\u00e7\u00e3o. Hoje, os valores mais baixos est\u00e3o mais valorizados. Todos sabem frui-los. Mas quando se sobe na escala, apercebemo-nos de que os valores mais elevados causam maior satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Valores e modas<\/p>\n<p>Quanto mais baixos s\u00e3o os valores, mais mudam de \u00e9poca para \u00e9poca, de local para local, consoante as modas. S\u00e3o valores situados, mut\u00e1veis, fr\u00e1geis. Os valores mais altos s\u00e3o mais universais. S\u00e3o as elites do servi\u00e7o (aos outros) que fazem emergir os valores universais.<\/p>\n<p>Crise de autoridade<\/p>\n<p>A crise de autoridade \u00e9 uma crise do servi\u00e7o competente, respons\u00e1vel e aut\u00f3nomo.<\/p>\n<p>Comportamento virtuoso<\/p>\n<p>Virtude \u00e9 fazer o que devo, no momento em que devo, a quem devo e como devo. Comportar-se bem \u00e9 uma rude tarefa. Implica esfor\u00e7o. Vale a pena.  <\/p>\n<p>Divididos<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo cita Ov\u00eddio quando diz: \u201cVejo o melhor e sigo o pior\u201d. Prefiro a rosa, mas escolho ao autom\u00f3vel. Por isso precisamos de pedagogia. Pedagogo \u00e9 o que refontaliza, leva-nos \u00e0 fonte da raz\u00e3o e da sensibilidade.<\/p>\n<p>Amor e amizade<\/p>\n<p>H\u00e1 regras e valores que n\u00e3o mudam. O amor, a amizade, a coragem s\u00e3o t\u00e3o importantes hoje como no tempo de Afonso Henriques. Por isso diz S\u00e3o Paulo: \u201cSe n\u00e3o tiver amor \/ \u00e1gape\u2026\u201d n\u00e3o valho nada. \u201cA f\u00e9 e a esperan\u00e7a passar\u00e3o. A amizade n\u00e3o passar\u00e1\u201d. Se n\u00e3o fizer amigos, se n\u00e3o tiver amigos\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que diz&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-20715","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20715"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20715\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}