{"id":20750,"date":"2012-09-19T17:25:00","date_gmt":"2012-09-19T17:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20750"},"modified":"2012-09-19T17:25:00","modified_gmt":"2012-09-19T17:25:00","slug":"povo-ordeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/povo-ordeiro\/","title":{"rendered":"Povo ordeiro"},"content":{"rendered":"<p>O povo saiu \u00e0 rua, para manifestar o seu descontentamento. Com toda a legitimi-dade, todos o reconhecemos. E com muito civismo, o que muito nos alegra! O Governo fica a saber que, embora n\u00e3o fosse todo o povo, os n\u00fameros exprimem um mal-estar que atravessa o grosso dos sectores da popula\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/p>\n<p>Pena que, envolvendo-se de forma oportunista com esta salutar manifesta\u00e7\u00e3o, tenham surgido os arruaceiros costumados, cuja \u201cmiss\u00e3o\u201d permanente \u00e9 semear a anarquia e a confus\u00e3o, incitando aqueles que se manifestaram com raz\u00e3o e ordeiramente a enveredarem pela pol\u00edtica de terra queimada.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m \u00e9 pena que uma comunica\u00e7\u00e3o social paga por todos n\u00f3s n\u00e3o seja capaz de apresentar com isen\u00e7\u00e3o o sentir, os motivos das pessoas. Muitas vezes \u00e9 descarada a tentativa de for\u00e7ar os entrevistados a dizerem o que se pretende, em vez de lhes conceder a liberdade de exporem as raz\u00f5es da sua presen\u00e7a nas manifesta\u00e7\u00f5es. E teria sido muito interessante ouvir algumas opini\u00f5es.<\/p>\n<p>Perceberam-se tamb\u00e9m intromiss\u00f5es ideol\u00f3gicas, \u00e0 espreita de potenciar a desor-dem, para alcan\u00e7ar proveitos pol\u00edticos, mesmo em busca de colher dividendos eleitorais desta situa\u00e7\u00e3o, que vem de longe, que agora explodiu. Tantas receitas &#8211; nunca reveladas, apesar de tudo &#8211; para uma crise que todos n\u00f3s cri\u00e1mos e que n\u00e3o ser\u00e1 resolvida sem o empenho e o sacrif\u00edcio de todos.<\/p>\n<p>Percebe-se que h\u00e1 entidades e pessoas em busca de converg\u00eancias, procurando de verdade a estabilidade, para n\u00e3o p\u00f4r em causa tantos sacrif\u00edcios j\u00e1 suportados, caminhos j\u00e1 percorridos. Mas abundam tamb\u00e9m os \u201cs\u00e1bios\u201d, que nunca deram contributos significativos para a causa nacional, os quais assomam \u00e0 pra\u00e7a p\u00fablica no desejo de atingir um protagonismo que as suas a\u00e7\u00f5es lhes n\u00e3o conferem.<\/p>\n<p>Esperamos a coragem sensata de quem tem de guiar o barco; esperamos o remo certo de quantos podem fazer o pa\u00eds andar para a frente; esperamos o acolhimento, a opi-ni\u00e3o cordata, porventura o aplauso, de quantos se disp\u00f5em a ombrear com o barco, n\u00e3o se poupando a sacrif\u00edcios, ainda que perguntando para onde ser\u00e3o encaminhados.<\/p>\n<p>O povo portugu\u00eas tem sabido ser ordeiro. Cremos e esperamos que se n\u00e3o deixar\u00e1 envenenar pelos que nunca fizeram sen\u00e3o destruir. Acreditamos que n\u00e3o deixar\u00e1 de julgar com imparcialidade quem o serve ou quem dele se serve.<\/p>\n<p>As crises, discutidas, vividas, com a procura de solu\u00e7\u00f5es sem extremismos, s\u00e3o um  caminho excelente de consolida\u00e7\u00e3o da democracia! E na democracia n\u00e3o tem lugar nem a m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o, nem a destrui\u00e7\u00e3o, nem a estrat\u00e9gia de atemorizar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O povo saiu \u00e0 rua, para manifestar o seu descontentamento. Com toda a legitimi-dade, todos o reconhecemos. E com muito civismo, o que muito nos alegra! O Governo fica a saber que, embora n\u00e3o fosse todo o povo, os n\u00fameros exprimem um mal-estar que atravessa o grosso dos sectores da popula\u00e7\u00e3o portuguesa. 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