{"id":20806,"date":"2012-10-03T16:56:00","date_gmt":"2012-10-03T16:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20806"},"modified":"2012-10-03T16:56:00","modified_gmt":"2012-10-03T16:56:00","slug":"vasco-branco-ceramista-escritor-e-cineasta-premiado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/vasco-branco-ceramista-escritor-e-cineasta-premiado\/","title":{"rendered":"VASCO BRANCO &#8211; Ceramista, escritor e cineasta premiado"},"content":{"rendered":"<p>Aveirenses Not\u00e1veis <!--more--> Vasco Branco \u00e9 um dos mais premiados cineastas portugueses, carreira que conciliou com as artes pl\u00e1sticas, sobretudo a cer\u00e2mica art\u00edstica, e com a literatura, a par da sua profiss\u00e3o de farmac\u00eautico.<\/p>\n<p>Vasco Augusto Pinho Ferreira Branco nasceu na Rua Manuel Firmino, em Aveiro, no dia 27 de setembro de 1919. De 1933 a 1935 frequentou o Curso Industrial de Desenho e Pintura Cer\u00e2mica, onde teve como mestres Silva Rocha, Gerv\u00e1sio Aleluia e o escultor Rom\u00e3o J\u00fanior. No ano de 1944 terminou o Curso de Farm\u00e1cia, na Universidade do Porto, onde conviveu com o prestigiado professor, m\u00e9dico, pintor e te\u00f3rico de arte Abel Salazar. Na Gafanha da Nazar\u00e9, abriu a Farm\u00e1cia Branco, onde est\u00e3o alguns dos seus pain\u00e9is cer\u00e2micos. Atualmente, por motivos de sa\u00fade e familiares, reside na cidade do Porto.<\/p>\n<p>Ceramista com <\/p>\n<p>obra p\u00fablica em Aveiro<\/p>\n<p>Como ceramista, Vasco Branco possui vasta obra p\u00fablica na cidade de Aveiro, nomeadamente os pain\u00e9is de mosaico cer\u00e2mico que revestem o T\u00fanel de Esgueira e o conjunto de pain\u00e9is que se encontra na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, frente \u00e0 Escola Homem Cristo, obras que assinou como VIC.<\/p>\n<p>A sua primeira exposi\u00e7\u00e3o individual ocorreu em 1945. Em 1963, participou na Exposi\u00e7\u00e3o Coletiva realizada no Teatro Aveirense e, em 1971, foi um dos fundadores do Aveiro Arte, tendo exposto regularmente nos eventos promovidos por este grupo de artistas pl\u00e1sticos. A partir de 1972, come\u00e7ou a privilegiar a cer\u00e2mica como a sua principal atividade art\u00edstica, criando pain\u00e9is de azulejos e pe\u00e7as art\u00edsticas, muitas das quais foram para colecionadores estrangeiros.<\/p>\n<p>Em 1975, em parceria com o escultor Afonso Henrique, lecionou um curso de aperfei\u00e7oamento de modela\u00e7\u00e3o e pintura cer\u00e2mica no Conservat\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian de Aveiro. No ano seguinte, concebeu o painel cer\u00e2mico que est\u00e1 patente no Infant\u00e1rio da Vera Cruz. Em 1981, executou dois pain\u00e9is para o Banco Portugu\u00eas do Atl\u00e2ntico e pequenos pain\u00e9is para o Museu Mar\u00edtimo de \u00cdlhavo. Em 1983, concebeu um painel cer\u00e2mico para a Capela do Semin\u00e1rio de Aveiro e v\u00e1rios vitrais para este semin\u00e1rio. No ano seguinte, participou na Bienal de Vila Nova de Cerveira e exp\u00f4s em Aveiro e Santar\u00e9m. <\/p>\n<p>Em 1985, para a C\u00e2mara Municipal de Aveiro fez dois murais de gr\u00e9s em relevo, e criou o painel que est\u00e1 no quartel dos Bombeiros Novos. No ano seguinte, exp\u00f4s pintura e cer\u00e2mica no Simp\u00f3sio Internacional de Farm\u00e1cia Cl\u00ednica. Os pain\u00e9is cer\u00e2micos que revestem o t\u00fanel de Esgueira foram executados em 1987, ano em que concebeu um painel para o Hospital de Aveiro. No ano seguinte, o destaque vai para um grande painel em gr\u00e9s cer\u00e2mico colocado no Almeida Memorial Hospital, de Oita, no Jap\u00e3o. <\/p>\n<p>No ano de 1990 exp\u00f4s com os seus filhos Jo\u00e3o e Vasco, pintura e cer\u00e2mica, na Galeria K61, de Amsterd\u00e3o, e em 1992 e 1993, novamente com os seus filhos, na Galeria Schommer, no Luxemburgo. <\/p>\n<p>Em 2005, juntamente com o seu amigo J\u00falio Resende, realizou a exposi\u00e7\u00e3o \u201cEncontros\u201d, que juntou obras dos dois artistas na Galeria Morgados da Pedricosa, em Aveiro.<\/p>\n<p>49 obras para cinema<\/p>\n<p>Foi em 1955 que Vasco Branco fundou, com outros aveirenses, o Cine-Clube de Aveiro. Tr\u00eas anos depois, surgiu o seu primeiro filme, intitulado \u201cO Beb\u00e9 e Eu\u201d, galardoado com o primeiro pr\u00e9mio no Concurso Nacional do Clube Portugu\u00eas de Cinema de Amadores de Lisboa. <\/p>\n<p>Vasco Branco foi galardoado praticamente com todos os pr\u00e9mios cinematogr\u00e1ficos que houve em Portugal, desde 1958 at\u00e9 meados da d\u00e9cada de 1980, sendo tamb\u00e9m de real\u00e7ar que quase todos os seus filmes foram premiados nos principais festivais realizados no pa\u00eds. Para al\u00e9m desses, o realizador aveirense viu a sua obra ser reconhecida internacionalmente. Assim, em 1960, o filme \u201cCirco e Etc.\u201d representou Portugal no Concurso Internacional da UNICA e permitiu a Vasco Branco trazer o primeiro diploma para Portugal. <\/p>\n<p>No ano de 1962, Vasco Branco alcan\u00e7a o 1.\u00ba pr\u00e9mio nas Jornadas do Filme de 8 mm de Paris. No ano seguinte, obtem o Filme de Ouro no Concurso Internacional do Cinema de Amadores de Salzburgo e uma men\u00e7\u00e3o especial do Festival de Cannes para o filme \u201cO Espelho da Cidade\u201d, para al\u00e9m do pr\u00e9mio para o Melhor Filme no 2.\u00ba Festival Internacional do Filme Amador de Huy (B\u00e9lgica). <\/p>\n<p>Em 1964, Vasco Branco foi membro do j\u00fari internacional do Cineclube de Cannes e venceu o Grande Pr\u00e9mio no Festival do Cineclube da Beira (Mo\u00e7ambique). No ano seguinte, ganhou o Fortim de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Amadores de Calla d\u2019Or (Espanha) e o primeiro pr\u00e9mio no Festival Internacional de Andorra. Ainda nesse ano, conquistou dois primeiros pr\u00e9mios no Festival Internacional de Vi\u00f1a del Mar (Chile). A revista su\u00ed\u00e7a \u201cCinema Internacional\u201d elogiou o seu filme \u201cTocata e Fuga\u201d. <\/p>\n<p>J\u00e1 em 1966, Vasco Branco recebeu o Ecr\u00e3 de Prata no 4.\u00ba Festival Internacional de Nyon (Su\u00ed\u00e7a), e obteve o primeiro Pr\u00e9mio no Festival Internacional de Calla d\u2019Or. No ano seguinte, ganhou o Grande Pr\u00e9mio no Festival Ib\u00e9rico de Barcelona e a medalha de Ouro no Festival Internacional de Amadores de La Coru\u00f1a, sendo ainda galardoado em Sarago\u00e7a.<\/p>\n<p>Em 1968, alcan\u00e7ou o Grande Pr\u00e9mio no Festival Internacional de Amadores de La Coru\u00f1a e o 1.\u00ba pr\u00e9mio no Festival Internacional de Amadores do Lobito (Angola) No ano seguinte, foi o 1.\u00ba pr\u00e9mio nas Jornadas do Filme de 8 mm em Paris e galardoado em Londres, Irun (Espanha), Beira (Mo\u00e7ambique), em Marburgo (Alemanha) e na Jugosl\u00e1via, para al\u00e9m de obter o pr\u00e9mio para o melhor filme de 8 mm no 3.\u00ba Festival Internacional de Cinema Amador de Touquet (Fran\u00e7a). <\/p>\n<p>No pa\u00eds do cinema, Vasco Branco venceu, em 1970, o pr\u00e9mio para o Melhor Tema Humano no 1.\u00ba Festival de Cinema Amador em Newark (EUA). Nesse ano, conquistou o trof\u00e9u de Melhor Filme no festival de La Montagne (Fran\u00e7a) e o de Melhor Enredo e 1.\u00ba pr\u00e9mio no Festival de Cristchurch (Nova Zel\u00e2ndia). No ano seguinte, voltou a receber um pr\u00e9mio neste festival, um grande pr\u00e9mio no festival na Esc\u00f3cia e outro nos Estados Unidos da Am\u00e9rica com o filme \u201cO Espelho da Cidade\u201d. <\/p>\n<p>Em 1973, a censura proibiu o seu filme \u201cO Ensaio\u201d. No ano de 1977, Vasco Branco foi galardoado em Hiroshima, com o filme \u201cA Flor\u201d. <\/p>\n<p>No ano de 1987, Carlos Paredes acompanhou ao vivo para a RTP o filme \u201cO Espelho da Cidade\u201d.<\/p>\n<p>Num trabalhado datado de 15 de abril de 1996, F. Gon\u00e7alves Lavrador inventariou 49 obras cinematogr\u00e1ficas realizadas por Vasco Branco entre 1958 e 1984. <\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m homem de letras<\/p>\n<p>Vasco Branco iniciou, em 1947, a sua colabora\u00e7\u00e3o com a \u201cMundo Liter\u00e1rio\u201d, revista dirigida por Adolfo Casais Monteiro, a par de colabora\u00e7\u00e3o regular que se estendeu a outros jornais e revistas, nomeadamente a \u201cBandarra\u201d, \u201cLitoral\u201d e o \u201cLiberta\u00e7\u00e3o\u201d, jornal de que foi um dos fundadores, em 1973.<\/p>\n<p>No ano de 1952, publicou o seu primeiro livro, intitulado \u201cTelhados de Vidro\u201d, numa edi\u00e7\u00e3o de autor, seguindo-se o livro \u201c Flor Seca\u201d. Com o livro \u201cOs Generosos Del\u00edrios da Burguesia\u201d, editado pela Moraes Editora, venceu o Pr\u00e9mio de Fic\u00e7\u00e3o 1979 da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Escritores.<\/p>\n<p>Em 2000, como reconhecimento da sua vasta obra liter\u00e1ria e art\u00edstica, a C\u00e2mara de Aveiro instituiu o pr\u00e9mio anual de romance Vasco Branco, entretanto extinto.<\/p>\n<p>Martim de Gouveia e Sousa publicou na edi\u00e7\u00e3o de agosto de 2012 da \u201cAve Azul\u201d, revista de arte e cr\u00edtica de Viseu, um texto sobre Vasco Branco, onde se pode ler: \u201cVasco Branco, aviso, \u00e9 um escritor que deveremos conhecer. A sua prosa \u00e9 \u00e1tica e interroga-nos, n\u00e3o permitindo indiferen\u00e7a ou subterf\u00fagio. Os espa\u00e7os da sua Aveiro natal desfilam perante os nossos olhos e s\u00e3o perfeito palco de confrontos interindividuais e de estados deceptivos. A estil\u00edstica e as tem\u00e1ticas de Vasco Branco convocam autores como Irene Lisboa e Verg\u00edlio Ferreira, at\u00e9 na trag\u00e9dia que impende sobre as personagens que se v\u00e3o gastando no jogo relacional. Eis, como ainda n\u00e3o h\u00e1 muito aqui terei dito, um escritor deslembrado a merecer urgente visita\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aveirenses Not\u00e1veis<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-20806","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20806","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20806"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20806\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}