{"id":20816,"date":"2012-10-03T17:15:00","date_gmt":"2012-10-03T17:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20816"},"modified":"2012-10-03T17:15:00","modified_gmt":"2012-10-03T17:15:00","slug":"as-palavras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/as-palavras\/","title":{"rendered":"As palavras"},"content":{"rendered":"<p>As palavras poder\u00e3o ser o mel da gratid\u00e3o, a do\u00e7ura do carinho. As palavras poder\u00e3o saber ao amargo da ingratid\u00e3o, \u00e0 confus\u00e3o da insensatez, \u00e0 perturba\u00e7\u00e3o da mentira, ao requinte do ego\u00edsmo. E podem mesmo trazer o sangue do rancor, a punhalada do \u00f3dio!<\/p>\n<p>Manifestar o descontentamento e a dificuldade n\u00e3o \u00e9 o mesmo que fomentar a subvers\u00e3o e a anarquia. Gritar o desencanto a rondar o desespero \u00e9 diferente de trazer \u00e0 rua o insulto, a acusa\u00e7\u00e3o injusta, a m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o. Dizer que h\u00e1 muita gente descontente \u00e9 distinto de tomar a parte pelo todo e, sobretudo, confundir a ordeira manifesta\u00e7\u00e3o com o oportunismo encapotado dos vampiros do poder.<\/p>\n<p>Confunde a maioria do povo portugu\u00eas, o verdadeiro povo trabalhador e sofredor, o discurso em seu nome, a organiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es \u00e0 sua custa\u2026 Quem paga os preju\u00edzos de uma greve de trabalhadores portu\u00e1rios? N\u00e3o s\u00e3o os que ficam sem os materiais chegados e necess\u00e1rios \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho? N\u00e3o s\u00e3o os que ficam com as encomendas retidas, pondo em causa a continua\u00e7\u00e3o de encomendas, por n\u00e3o serem entregues a horas? N\u00e3o s\u00e3o os que ficam privados de realizarem o seu neg\u00f3cio de turismo pelos cruzeiros desviados?<\/p>\n<p>E quem paga os custos da greve de transportes? N\u00e3o ser\u00e3o aqueles que precisam de se deslocar para os seus locais de trabalho, vendo os custos das viagens acrescidos e multiplicado o tempo perdido, \u00e0 espera do transporte que n\u00e3o chega?<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental podermos exprimir as nossas opini\u00f5es. Mas elas ter\u00e3o de passar por insultos e inj\u00farias, porventura dirigidas propositadamente a alvos errados, para deixar na sombra os verdadeiros respons\u00e1veis da calamidade p\u00fablica? <\/p>\n<p>E, se tantas \u201cs\u00e1bias\u201d solu\u00e7\u00f5es h\u00e1 para os problemas nacionais, qual a raz\u00e3o que levou a omitir essas solu\u00e7\u00f5es no passado? E no presente: importa mais defender e preservar o bem comum ou derrubar um governo ou zelar o bem de um partido ou preservar e camuflar mordomias \u201cinsond\u00e1veis\u201d?<\/p>\n<p>Nunca \u00e9 demais evocar a palavra de Jesus Cristo, que nos recomenda n\u00e3o seguirmos os crit\u00e9rios \u201cmundanos\u201d, quando investidos em autoridade: que o nosso desempenho n\u00e3o seja para sermos servidos, mas para servir. E a autoridade tamb\u00e9m vem da possibilidade de ter e usar a palavra! Tanta hipocrisia e manipula\u00e7\u00e3o que vemos e ouvimos nestas ocasi\u00f5es!<\/p>\n<p>Eu tenho esperan\u00e7a de que um dia tenhamos verdadeiros pol\u00edticos, isto \u00e9, peritos, s\u00e1bios e dedicados, para servir a polis, para gerir o bem p\u00fablico, no respeito pela dignidade fundamental da pessoa humana e da pessoa humana como ser em rela\u00e7\u00e3o, ou seja, no esfor\u00e7ado trabalho de educar para uma busca de felicidade que tenha em conta os outros.<\/p>\n<p>\u00c9 uma fal\u00e1cia dizer que \u201ca minha liberdade termina onde come\u00e7a a liberdade dos outros\u201d. As nossas liberdades entrecruzam-se, s\u00f3 s\u00e3o poss\u00edveis na corresponsabilidade social! Tenhamos consci\u00eancia dos direitos; mas ponhamos em primeiro lugar os deveres! E, desse modo, promoveremos os direitos de todos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As palavras poder\u00e3o ser o mel da gratid\u00e3o, a do\u00e7ura do carinho. 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