{"id":20865,"date":"2012-09-06T10:47:00","date_gmt":"2012-09-06T10:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20865"},"modified":"2012-09-06T10:47:00","modified_gmt":"2012-09-06T10:47:00","slug":"servicos-publicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/servicos-publicos\/","title":{"rendered":"Servi\u00e7os p\u00fablicos?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Neste momento debate-se apaixonadamente a eventual privatiza\u00e7\u00e3o parcial da RTP, ou a concess\u00e3o do respetivo servi\u00e7o a privados. Trata-se de assunto merecedor de atenta pondera\u00e7\u00e3o, embora talvez diferente da que lhe vem sendo prestada. <\/p>\n<p>Conv\u00e9m n\u00e3o perdermos de vista, nesta pondera\u00e7\u00e3o, a identidade e o longo historial do servi\u00e7o p\u00fablico &#8211; de televis\u00e3o ou qualquer outro: o servi\u00e7o existia para os cidad\u00e3os, para cada pessoa em concreto; implicava uma certa doa\u00e7\u00e3o que se traduzia, al\u00e9m do mais, no n\u00e3o pagamento, em princ\u00edpio, do trabalho extraordin\u00e1rio; garantia estabilidade no emprego, como compensa\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio de alguns direitos laborais e, sobretudo, para melhor garantia de continuidade; salvaguardava uma certa equidade remunerat\u00f3ria; possu\u00eda uma autonomia pr\u00f3pria, face ao poder pol\u00edtico &#8211; autonomia n\u00e3o arrogante nem subserviente, mas vinculada \u00e0 autenticidade do servi\u00e7o a prestar; implicava a ren\u00fancia a posicionamentos pol\u00edticos dos funcion\u00e1rios, enquanto tais, precisamente para salvaguardarem a autonomia e identidade; utilizava as designa\u00e7\u00f5es \u00abfuncion\u00e1rio p\u00fablico\u00bb e \u00abservidor\u00bb, para tornar bem claras as ideias de vincula\u00e7\u00e3o institucional e de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os&#8230;<\/p>\n<p>Uma das figuras mais not\u00e1veis de funcion\u00e1rio p\u00fablico foi o Dr. Jo\u00e3o Moura, a quem me referirei noutra oportunidade. Deixo aqui apenas esta nota: quando o convidaram para o exerc\u00edcio de altas fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, no in\u00edcio dos anos sessenta, tinha perspetivas de ganhar mais do triplo no sector privado; optou claramente pelo p\u00fablico, orientando-se sempre pelos respetivos princ\u00edpios, vividos \u00e0 luz da doutrina social da Igreja, e nunca se arrependeu da op\u00e7\u00e3o que tomou (cf. a contracapa do livro, de que \u00e9 autor, \u00abDoutrina Social da Igreja vista e vivida por um leigo\u00bb, Gr\u00e1fica de Coimbra, 2009). (Continua). <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-20865","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20865"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20865\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}