{"id":20946,"date":"2012-10-17T16:23:00","date_gmt":"2012-10-17T16:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20946"},"modified":"2012-10-17T16:23:00","modified_gmt":"2012-10-17T16:23:00","slug":"historia-do-cemiterio-de-ilhavo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/historia-do-cemiterio-de-ilhavo\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Cemit\u00e9rio de \u00cdlhavo"},"content":{"rendered":"<p>Pedras sem Tempo do Cemit\u00e9rio de \u00cdlhavo<\/p>\n<p>Domingos Freire Cardoso<\/p>\n<p>Ed. de Autor<\/p>\n<p>372 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o do livro \u201cPedras sem Tempo do Cemit\u00e9rio de \u00cdlhavo\u201d, da autoria de Domingos Freire Cardoso, pela investigadora ilhavense Rita Marnoto, respons\u00e1vel pela \u00e1rea de Estudos Italianos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ter\u00e1 lugar no Hotel de \u00cdlhavo, no pr\u00f3ximo s\u00e1bado, pelas 16 horas.<\/p>\n<p>Foi no dia 1 de novembro de 2009, no decorrer na tradicional romagem ao cemit\u00e9rio do Dia de Todos os Santos, que Domingos Freire Cardoso teve a ideia de escrever um livro sobre o Cemit\u00e9rio de \u00cdlhavo, um espa\u00e7o \u201csobre o qual ningu\u00e9m se debru\u00e7ou para o estudar\u201d. \u201cO cemit\u00e9rio \u00e9 um bem de todos e, como tal, precisa de ser estudado, preservado e entendido\u201d, afirma o autor. O livro tamb\u00e9m surgiu como \u201cuma homenagem aos antepassados que l\u00e1 est\u00e3o sepultados e tamb\u00e9m \u00e0s pessoas que criaram o cemit\u00e9rio e contribu\u00edram para o seu melhoramento\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 \u00e0 grande epidemia de 1833, que vitimou milhares de pessoas em Portugal, as pessoas, principalmente as mais ricas e as do clero, eram enterradas dentro das igrejas, e as mais pobres nos adros das igrejas. No dia 21 de setembro de 1835, foi publicado um decreto que proibia o enterramento dentro das igrejas. Domingos Freire Cardoso sublinha que \u201cgrande parte do povo n\u00e3o compreendeu essa medida, importante, at\u00e9 sob o ponto de vista de higiene e sa\u00fade p\u00fablica, medida que tamb\u00e9m foi mal explicada por alguns membros do clero, de que resultou a Revolta do Minho\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, em \u00cdlhavo, \u201co povo acatou muito bem essa medida. Em 4 de maio de 1836 deu-se in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do cemit\u00e9rio de \u00cdlhavo e, no dia 4 de janeiro de 1839 ocorreu o primeiro enterramento no cemit\u00e9rio\u201d. A rapidez com que a nova lei foi aceite em \u00cdlhavo leva Domingos Freire Cardoso a admitir que \u201cas pessoas que estavam \u00e0 frente da C\u00e2mara de \u00cdlhavo ou eram liberais ou simpatizantes do liberalismo\u201d.<\/p>\n<p>O livro apresenta uma resenha hist\u00f3rica da evolu\u00e7\u00e3o do cemit\u00e9rio, desde a sua cria\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao presente, passando pelas amplia\u00e7\u00f5es e melhoramentos. De real\u00e7ar a compila\u00e7\u00e3o dos excertos de todas as atas da C\u00e2mara Municipal de \u00cdlhavo, da C\u00e2mara Municipal de Aveiro (durante alguns anos, \u00cdlhavo integrou o concelho de Aveiro), da Junta da Par\u00f3quia e da Junta de Freguesia, alusivas ao Cemit\u00e9rio de \u00cdlhavo. <\/p>\n<p>Local de simbolismos <\/p>\n<p>e de sentimentos<\/p>\n<p>\u201cS\u00edmbolos e Sentimentos\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do grande cap\u00edtulo que retrata o espa\u00e7o f\u00edsico do cemit\u00e9rio, com especial destaque para os ornamentos e pormenores (s\u00edmbolos) dos jazigos que transmitem, de alguma forma, sentimentos comuns ao cidad\u00e3o, de qualquer parte do pa\u00eds, perante temas como a morte, a saudade, o amor, a amizade e a esperan\u00e7a numa vida eterna para al\u00e9m da morte.<\/p>\n<p>Com a colabora\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica do arquiteto Lu\u00eds Miguel Oliveira, Domingos Freire Cardoso d\u00e1 a conhecer 125 \u201cs\u00edmbolos e sentimentos\u201d que encontrou no espa\u00e7o do cemit\u00e9rio e que foram poss\u00edveis de fotografar. Neste cap\u00edtulo iconogr\u00e1fico, o autor pretende \u201cmostrar e explicar o significado do que encontramos no cemit\u00e9rio, desde as flores at\u00e9 \u00e0s cruzes, dos epit\u00e1fios at\u00e9 aos ornamentos dos jazigos, e tamb\u00e9m os sentimentos representados neste \u201clugar do sono\u201d, como a morte, o amor, a mem\u00f3ria, a saudade, a dor, a gratid\u00e3o, entre outras simbologias que s\u00e3o transversais e comuns aos cemit\u00e9rios portugueses\u201d.<\/p>\n<p>O livro, com 372 p\u00e1ginas e 308 fotografias (a preto e branco, de modo a enquadrar e dignificar o tema), \u00e9 uma obra de peso mesmo (cerca de 1,2 quilos), com capa dura e sobrecapa. De real\u00e7ar que se trata de uma edi\u00e7\u00e3o de autor. O livro poder\u00e1 ser solicitado a Domingos Freire Cardoso, atrav\u00e9s do telefone 234185375 ou do e-mail dfc1946@gmail.com.<\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedras sem Tempo do Cemit\u00e9rio de \u00cdlhavo Domingos Freire Cardoso Ed. de Autor 372 p\u00e1ginas A apresenta\u00e7\u00e3o do livro \u201cPedras sem Tempo do Cemit\u00e9rio de \u00cdlhavo\u201d, da autoria de Domingos Freire Cardoso, pela investigadora ilhavense Rita Marnoto, respons\u00e1vel pela \u00e1rea de Estudos Italianos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ter\u00e1 lugar no Hotel [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-20946","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros-e-multimedia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20946","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20946"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20946\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20946"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20946"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20946"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}