{"id":2099,"date":"2010-07-14T17:08:00","date_gmt":"2010-07-14T17:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2099"},"modified":"2010-07-14T17:08:00","modified_gmt":"2010-07-14T17:08:00","slug":"e-possivel-evangelizar-atraves-da-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-possivel-evangelizar-atraves-da-internet\/","title":{"rendered":"\u00c9 poss\u00edvel evangelizar atrav\u00e9s da Internet?"},"content":{"rendered":"<p>O fen\u00f3meno religioso na Internet possui caracter\u00edsticas muito pr\u00f3prias e espec\u00edficas. Podemos facilmente constatar atrav\u00e9s de uma pesquisa simples num motor de busca que as p\u00e1ginas religiosas na Internet s\u00e3o numerosas, por\u00e9m, por vezes, encontramo-nos perante presen\u00e7as online verdadeiramente consumistas e feitas \u00e0 medida do homem de hoje, sem terem em aten\u00e7\u00e3o a mensagem.<\/p>\n<p>O fen\u00f3meno religioso na Internet possui tr\u00eas grandes caracter\u00edsticas, \u00e0s quais deveremos ter em aten\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; Antes do mais, existe um \u201csecularismo virtual\u201d. O secularismo j\u00e1 n\u00e3o se apresenta como aus\u00eancia de elementos sagrados, mas sim como oferta quase comercial de religi\u00f5es, sem refer\u00eancia ao sagrado ou com um conceito menos correcto do que pertence ao sagrado, feito, isso sim, \u00e0 medida do ser humano.<\/p>\n<p>&#8211; Por outro lado, observamos o que podemos designar de \u201crelativismo online\u201d. Na Internet nada \u00e9 absoluto, nem sequer \u00e9 verdade. Ao entrar na rede, o utilizador encontra v\u00e1rias propostas de felicidade que se lhe oferecem, com argumentos muito atractivos, com m\u00faltiplas promessas de uma vida melhor, de supera\u00e7\u00e3o pessoal, por\u00e9m sem refer\u00eancia a uma verdade absoluta nos seus conte\u00fados.<\/p>\n<p>&#8211; Por \u00faltimo, a \u201cliberdade e a Internet\u201d, que \u00e9 um aspecto particular do fen\u00f3meno religioso na Internet. A Internet \u00e9 como o altar no qual se presta culto ao conceito de liberdade surgido na \u00e9poca da modernidade, onde esta palavra assumiu caracter\u00edsticas muito diferentes.<\/p>\n<p>A necessidade de evangelizar na Internet \u00e9 mais do que uma op\u00e7\u00e3o, \u00e9 um dever pr\u00f3prio de todo o crist\u00e3o. Neste sentido, recordamos que o encontro pessoal com Cristo \u00e9 a chave para uma aut\u00eantica evangeliza\u00e7\u00e3o. Por outro lado, a vida da Igreja online dever\u00e1 ser um espelho daquilo que leva as pessoas a um encontro com o Ressuscitado e as encaminha para uma liberdade que deve ser guiada pelo amor. A Igreja dever\u00e1 ainda abrir as suas portas e mostrar o amor do Pai. Para isso, pode e deve faz\u00ea-lo tamb\u00e9m atrav\u00e9s da Internet, adaptando-se sempre aos novos meios tecnol\u00f3gicos e \u00e0s novas linguagens, para que assim possa continuar o seu di\u00e1logo com a humanidade. Somente assim poder\u00e1 estabelecer um verdadeiro di\u00e1logo com o homem de hoje num meio como \u00e9 a Internet, essencialmente interactivo.<\/p>\n<p>Fernando Cassola Marques<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fen\u00f3meno religioso na Internet possui caracter\u00edsticas muito pr\u00f3prias e espec\u00edficas. Podemos facilmente constatar atrav\u00e9s de uma pesquisa simples num motor de busca que as p\u00e1ginas religiosas na Internet s\u00e3o numerosas, por\u00e9m, por vezes, encontramo-nos perante presen\u00e7as online verdadeiramente consumistas e feitas \u00e0 medida do homem de hoje, sem terem em aten\u00e7\u00e3o a mensagem. O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-2099","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros-e-multimedia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2099\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}