{"id":20999,"date":"2012-10-10T16:40:00","date_gmt":"2012-10-10T16:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=20999"},"modified":"2012-10-10T16:40:00","modified_gmt":"2012-10-10T16:40:00","slug":"cinquenta-olhares-sobre-o-ii-concilio-do-vaticano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/cinquenta-olhares-sobre-o-ii-concilio-do-vaticano\/","title":{"rendered":"Cinquenta olhares sobre o II Conc\u00edlio do Vaticano"},"content":{"rendered":"<p>Vaticano II. 50 anos, 50 olhares<\/p>\n<p>Darlei Zanon (organizador)<\/p>\n<p>Paulus<\/p>\n<p>240 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Dos cinco papas conciliares e p\u00f3s-conciliares (Jo\u00e3o XXIII, Paulo VI, Jo\u00e3o Paulo I, Jo\u00e3o Paulo II e Bento XVI) a te\u00f3logos leigos, como Jo\u00e3o Duque, de bispos, como D. Jorge Ortiga (Braga) ou D. Virg\u00edlio Antunes (Coimbra), a pol\u00edticos, como Adriano Moreira e Marcelo Rebelo de Sousa, s\u00e3o cinquenta as pessoas que colaboram neste livro sobre o II Conc\u00edlio do Vaticano, incluindo duas mais ligadas a Aveiro, D. Ant\u00f3nio Marcelino, bispo em\u00e9rito, e P.e Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Carneiro, vig\u00e1rio da Gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>Nestes cinquenta textos de duas tr\u00eas ou quatro p\u00e1ginas cada, temos cinquenta formas de olhar para o acontecimento eclesial mais importante do s\u00e9culo XX. Uns falam da continuidade ou descontinuidade com a tradi\u00e7\u00e3o, outros da import\u00e2ncia dada \u00e0 B\u00edblia, da rela\u00e7\u00e3o da Igreja como mundo contempor\u00e2neo, da liberdade religiosa, das miss\u00f5es, tudo nem sempre com vis\u00f5es concordantes. Afinal, a interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 fechada e os frutos do conc\u00edlio ainda n\u00e3o amadureceram todos.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos tempos, haver\u00e1 muitas oportunidades para voltar a este livro, mas para j\u00e1 registe-se o testemunho da jornalista Aura Miguel, que, depois de explicar a influ\u00eancia na sua pr\u00f3pria vida de alguns documentos conciliares, escreve sobre um participante em especial. \u201cMas de entre os padres conciliares que conheci, aquele de quem guardo maior recorda\u00e7\u00e3o \u00e9, sem d\u00favida, D. Manuel de Almeida Trindade\u201d. Vale a pena ler o testemunho sobre o bispo falecido em 2008 e que esteve \u00e0 frente da Diocese de Aveiro desde o ano de abertura do Conc\u00edlio, 1962, at\u00e9 1988.<\/p>\n<p>Escreve Aura Miguel (p\u00e1g. 193-194): \u201cEra um homem muito inteligente e sereno, interessado e atento e, sobretudo, dotado de grande humanidade. Ficou para a hist\u00f3ria a sua not\u00e1vel a\u00e7\u00e3o e firmeza como bispo, ao defender a Igreja em tempos conturbados (nomeadamente ap\u00f3s o 25 de abril de 1974) e tamb\u00e9m como presidente  da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa.<\/p>\n<p>Quando o vi pela primeira vez em F\u00e1tima, reconheci-o logo (porque era uma refer\u00eancia importante e aparecia na comunica\u00e7\u00e3o social&#8230;), mas fiquei pasmada com a sua simplicidade e o modo como passou a tratar esta (ent\u00e3o) \u201cjovem caloira\u201d jornalista. Desviava sempre o seu percurso para me vir falar e &#8211; cheio de paternidade &#8211; perguntar por mim e pela minha vida. \u00c0s vezes, sentava-se um bocado a conversar, o que era sempre uma experi\u00eancia extraordin\u00e1ria &#8211; ora chamava a minha aten\u00e7\u00e3o para a beleza da luz do entardecer em F\u00e1tima, ora se interessava pelo livro que eu estava a ler e, com frequ\u00eancia, contava epis\u00f3dios do Conc\u00edlio Vaticano II&#8230; Gostava de sublinhar o clima de liberdade em que os trabalhos se desenrolaram desde o in\u00edcio e dava v\u00e1rios exemplos em como essa liberdade se exprimiu nas interven\u00e7\u00f5es dos padres conciliares, mesmo quando tomaram rumo diferente do inicialmente previsto. Outra das recorda\u00e7\u00f5es foi vivida logo no primeiro dia do Conc\u00edlio, a 11 de outubro de 1962. D. Manuel Trindade juntou-se aos cerca de 2200 participantes numa longa fila para poder entrar solemente na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro. S\u00f3 que, para organizar este mega cortejo, tiveram todos de entrar pelas portas dos museus. Ent\u00e3o, este bispo portugu\u00eas, viu-se dentro daquele espa\u00e7o, com enormes corredores, rodeados de milhares de obras de arte, muitas delas milenares e arcaicas, pe\u00e7as mudas do passado&#8230; e a sua sensa\u00e7\u00e3o foi meio estranha, porque &#8211; conclu\u00eda ele sorridente &#8211; tamb\u00e9m a Igreja \u00e9 milenar mas ali estava patente que a Igreja n\u00e3o queria ser objeto de museu, porque aquela multiplicidade fascinante de milhares de bispos, cardeais e patriarcas dos quatro cantos do mundo caminhavam para dar in\u00edcio a um grande acontecimento\u201d.<\/p>\n<p>Esta obra ser\u00e1 apresentada ao p\u00fablico em Aveiro no dia 10 de outubro (hoje), \u00e0s 21h15, no audit\u00f3rio da Biblioteca Municipal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vaticano II. 50 anos, 50 olhares Darlei Zanon (organizador) Paulus 240 p\u00e1ginas Dos cinco papas conciliares e p\u00f3s-conciliares (Jo\u00e3o XXIII, Paulo VI, Jo\u00e3o Paulo I, Jo\u00e3o Paulo II e Bento XVI) a te\u00f3logos leigos, como Jo\u00e3o Duque, de bispos, como D. 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