{"id":2108,"date":"2010-07-14T17:31:00","date_gmt":"2010-07-14T17:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2108"},"modified":"2010-07-14T17:31:00","modified_gmt":"2010-07-14T17:31:00","slug":"estrategias-de-conflituosidade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/estrategias-de-conflituosidade-2\/","title":{"rendered":"Estrat\u00e9gias de conflituosidade (2)"},"content":{"rendered":"<p>Na nossa conflituosidade colectiva actuam mais de dez for\u00e7as sociopol\u00edticas (referidas no artigo anterior), desdobrando-se cada uma em v\u00e1rios sub-grupos. Tanto as for\u00e7as como as suas ramifica\u00e7\u00f5es interagem permanentemente, resultando da\u00ed uma complexidade de rela\u00e7\u00f5es quase impenetr\u00e1vel. Apesar disso, talvez se possam esbo\u00e7ar algumas hip\u00f3teses de tend\u00eancias futuras, real\u00e7ando-se porventura: O favorecimento do grande capital; o enfraquecimento do tecido econ\u00f3mico e social; a desagrega\u00e7\u00e3o do Estado; e a omnipresen\u00e7a da dignidade humana. Estas duas \u00faltimas tend\u00eancias ser\u00e3o abordadas no pr\u00f3ximo artigo.<\/p>\n<p>O favorecimento do grande capital, legal ou ilegal, resulta de factores diversos, tais como: A  globaliza\u00e7\u00e3o e a livre circula\u00e7\u00e3o de capitais; a submiss\u00e3o a que ele sujeita os seus fornecedores, trabalhadores, clientes, consumidores em geral e, em larga medida, toda a sociedade; a utiliza\u00e7\u00e3o que ele faz da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica; a pr\u00f3pria contesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, sindical, regional, medi\u00e1tica e outras&#8230; Esta contesta\u00e7\u00e3o pouco afecta o grande capital e at\u00e9 o favorece, porque: Ele disp\u00f5e, em geral, de capacidade para satisfazer as reivindica\u00e7\u00f5es; disp\u00f5e tamb\u00e9m de escapat\u00f3rias diversas, incuindo a deslocaliza\u00e7\u00e3o para outros pa\u00edses, quando lhe conv\u00e9m; beneficia de juros pagos pelos particulares e pelos Estados; e, para c\u00famulo, at\u00e9 recebe apoios financeiros e fiscais para se fixar nos pa\u00edses que dele precisam&#8230;<\/p>\n<p>O enfraquecimento do tecido econ\u00f3mico e social, particularmente das empresas, fam\u00edlias e cidad\u00e3os mais d\u00e9beis e honestos, resulta das suas in\u00fameras divis\u00f5es internas e da opress\u00e3o proveniente do grande capital e do Estado; a opress\u00e3o estatal corporiza-se, especialmente, na fiscalidade, na burocracia e na desconfian\u00e7a sistem\u00e1tica. Note-se que uma parte significativa da contesta\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica tamb\u00e9m atinge negativamente o tecido econ\u00f3mico e social mais d\u00e9bil e honesto: Com efeito, \u00e9 nele que se situa o maior n\u00famero de empresas incapazes de satisfazerem as reivindica\u00e7\u00f5es sindicais e as exig\u00eancias pol\u00edticas; \u00e9 tamb\u00e9m nele que se situa o maior n\u00famero de utentes de servi\u00e7os p\u00fablicos perturbados pela agita\u00e7\u00e3o sociopol\u00edtica, bem como a maioria dos pequenos contribuintes que s\u00e3o for\u00e7ados a pagar o aumento da despesa p\u00fablica; \u00e9, ainda, neste mesmo tecido que se situa a grande maioria dos consumidores que, lutando pelo seu interesse, alimentam os grandes interesses dominantes&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na nossa conflituosidade colectiva actuam mais de dez for\u00e7as sociopol\u00edticas (referidas no artigo anterior), desdobrando-se cada uma em v\u00e1rios sub-grupos. 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