{"id":21109,"date":"2012-10-31T16:40:00","date_gmt":"2012-10-31T16:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21109"},"modified":"2012-10-31T16:40:00","modified_gmt":"2012-10-31T16:40:00","slug":"dois-dias-para-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dois-dias-para-a-vida\/","title":{"rendered":"Dois dias para a vida"},"content":{"rendered":"<p>Fotorreportagem <!--more--> Dia de Todos os Santos. Come\u00e7ou a ser comemorado nos finais do s\u00e9c. II, em Roma, para honrar os santos conhecidos e desconhecidos, muitos deles martirizados por causa da f\u00e9 em Jesus Cristo nas persegui\u00e7\u00f5es imperiais. A festa ganhou uma difus\u00e3o maior quando o Papa Bonif\u00e1cio IV, no in\u00edcio do s\u00e9c. VII, dedicou o Pante\u00e3o de Roma (templo em honra dos deuses romanos) a Maria e todos os m\u00e1rtires. Nesta \u00e9poca, a festa era comemorada a 13 de maio. Mais tarde, no tempo do imperador Carlos Magno (morreu em 814) e do Papa Greg\u00f3rio IV (Papa de 827 a 844) a celebra\u00e7\u00e3o difunde-se e \u00e9 transferida para 1 de novembro.<\/p>\n<p>Dia dos Fi\u00e9is Defuntos. Embora o costume de rezar pelos mortos exista desde o in\u00edcio do cristianismo (e, sob diversas formas, nas outras religi\u00f5es), a dedica\u00e7\u00e3o de um dia aos fi\u00e9is defuntos (isto \u00e9, os que deixaram a sua \u201cfun\u00e7\u00e3o\u201d; \u201cfinados\u201d, de fim, \u00e9 um nome que n\u00e3o expressa corretamente a f\u00e9 crist\u00e3, que n\u00e3o v\u00ea na morte o fim de tudo) comemora-se desde o ano 998, quando o Odil\u00e3o, superior da abadia de beneditina de Cluny (Fran\u00e7a), ordenou que todos os mosteiros da sua ordem rezassem pelos fi\u00e9is defuntos no dia a seguir \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o de Todos os Santos. Como os mosteiros estavam espalhados por toda a Europa, rapidamente se difundiu este culto neste dia. Mas s\u00f3 foi oficializado por Roma no s\u00e9c. XIV. Bento XV, em 1915, contribuiu para a generaliza\u00e7\u00e3o do dia dos Fi\u00e9is Defuntos.<\/p>\n<p>Jesus Cristo, o Filho de Deus, n\u00e3o veio para apagar a dor, tanto \u00e9 que ele a viveu. Mas ele assumiu-a sobre si e transfigurou-a com o g\u00e9rmen do infinito, que \u00e9 um prel\u00fadio da eternidade para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Gianfranco Ravasi<\/p>\n<p>Se h\u00e1 uma certeza inabal\u00e1vel<\/p>\n<p>\u00e9 a de que um mundo que \u00e9 abandonado pelo amor<\/p>\n<p>vai mergulhar na morte;<\/p>\n<p>mas onde o amor perdura,<\/p>\n<p>onde triunfa sobre tudo aquilo que o poderia aviltar,<\/p>\n<p>a morte est\u00e1 definitivamente vencida.<\/p>\n<p>Gabriel Marcel<\/p>\n<p>\u00d3 Senhor, d\u00e1 a cada um a sua pr\u00f3pria morte, uma morte nascida da sua pr\u00f3pria vida, que lhe deu amor, sentido e afli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Porque n\u00f3s mesmos somos apenas a folha e a casca. <\/p>\n<p>A grande morte que cada um traz dentro em sim \u00e9 o fruto e o centro de tudo. (\u2026)<\/p>\n<p>Senhor, somos mais pobres que as pobres bestas que, mesmo cegas, acabam a sua pr\u00f3pria morte, porque ainda ningu\u00e9m soube morrer.<\/p>\n<p>Rainer Maria Rilke<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fotorreportagem<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-21109","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21109"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21109\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}