{"id":21133,"date":"2012-10-31T16:56:00","date_gmt":"2012-10-31T16:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21133"},"modified":"2012-10-31T16:56:00","modified_gmt":"2012-10-31T16:56:00","slug":"insensatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/insensatos\/","title":{"rendered":"Insensatos"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 127 <!--more--> Dizem os insensatos em seu cora\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00e3o h\u00e1 Deus!\u201d Ou, outro texto b\u00edblico, sobre a morte do Justo: \u201cAos olhos dos insensatos, parece ter morrido e sua sa\u00edda deste mundo foi considerada uma desgra\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>A palavra \u201cinsensato\u201d aparece muito na B\u00edblia e o Livro da Sabedoria contrap\u00f5e-na a prudente. Diz que a Sabedoria fez a sua casa e chamou os insensatos para comer do seu p\u00e3o. S. Paulo tamb\u00e9m diz para n\u00e3o sermos insensatos, mas procurarmos a vontade de Deus. <\/p>\n<p>Ser insensato n\u00e3o \u00e9 ter falta de intelig\u00eancia. Mas sim ter outra orienta\u00e7\u00e3o na sua vida. O insensato carece de bom senso. O insensato relativiza a vida, n\u00e3o salientando o Absoluto. Vive para o que os sentidos lhe oferecem. Os cinco sentidos s\u00e3o a grande orienta\u00e7\u00e3o da sua vida. O insensato vive para o que come ou bebe, para o que ouve e v\u00ea. Para o que toca e cheira. O que a mat\u00e9ria da vida lhe d\u00e1. O insensato vive nisso e nisso p\u00f5e toda a sua confian\u00e7a. Vive alicer\u00e7ado na confian\u00e7a que tem no homem.<\/p>\n<p>A B\u00edblia diz que quem s\u00f3 confia no homem \u00e9 um infeliz. Pois, de certo modo, cada ser humano desilude o outro de alguma maneira e alguma vez na vida. Ouvi um mestre de espiritualidade dizer que \u00e9 tamb\u00e9m uma miss\u00e3o que acabamos por ter uns com os outros. O nosso cora\u00e7\u00e3o deve chegar a um ponto em que nos desapegamos de tudo e todos para sermos s\u00f3 de Deus. \u00c9 a\u00ed que surge a fun\u00e7\u00e3o da desilus\u00e3o. Por isso, o insensato sente que o m\u00e9dico \u00e9 a sua seguran\u00e7a, ou o ec\u00f3nomo, ou o pol\u00edcia, ou a fam\u00edlia. Tem raz\u00e3o, claro. Mas, um dia, essas realidades podem falhar ou n\u00e3o atuar mais \u2013 ou em tempo \u00fatil. O que fica ent\u00e3o? O desespero, alimentado pela desilus\u00e3o de que, afinal, a vida n\u00e3o \u00e9 o que se deseja e nossos desejos s\u00e3o bem maiores do que ela nos pode oferecer, do que aquilo que os sentidos nos podem oferecer. Por isso, acho interessante que a Sabedoria convide o insensato a sentar-se na sua mesa. Ela quer partilhar com ele o seu p\u00e3o. E isso, em latim, diz-se \u201ccum panis\u201d, ou seja, \u201ccompanhia\u201d.<\/p>\n<p>Deus quer fazer companhia ao homem. Deus quer partilhar com ele o Seu P\u00e3o Vivo, a Sua Carne e o Seu Sangue. Essas ideias est\u00e3o nas leituras que foram lidas no domingo XX do Tempo Comum, Ano B. <\/p>\n<p>Jesus quer ser a nossa companhia para que, quando tudo falhar e s\u00f3 ficar o sil\u00eancio do existir, por vezes amargo ou derradeiro, saibamos que Ele \u00e9 o \u00fanico que ficou. Ele \u00e9 o \u00fanico que acompanhou e deu resposta ao mist\u00e9rio da vida. Por isso, Jesus insiste tanto no cap\u00edtulo 6 de S. Jo\u00e3o que quem comer a Sua Carne e beber o Seu Sangue aposta no caminho da prud\u00eancia. E permanecem um no outro, a fazer \u201ccompanhia\u201d um ao outro.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o projeto e o lindo convite de Deus: Deixar que Ele seja a nossa companhia, que possamos comer e deixar que Ele partilhe connosco o seu p\u00e3o, que \u00e9 Ele mesmo. <\/p>\n<p>O insensato s\u00f3 o \u00e9 quando exclui Deus da sua vida, quando n\u00e3o aceita que a Vida Eterna \u00e9 o grande convite para estarmos mergulhados na Vida sem fim. E que chegamos l\u00e1 pela ades\u00e3o \u00e0 vontade do Senhor. Por isso, o caminho da prud\u00eancia indica-nos Deus como Caminho, Verdade e Vida, em Cristo Jesus, o P\u00e3o vivo descido do C\u00e9u, para dar a Vida ao mundo.<\/p>\n<p>Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 127<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-21133","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21133","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21133"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21133\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21133"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21133"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21133"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}