{"id":21138,"date":"2012-10-31T17:01:00","date_gmt":"2012-10-31T17:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21138"},"modified":"2012-10-31T17:01:00","modified_gmt":"2012-10-31T17:01:00","slug":"o-silencio-dos-bons","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-silencio-dos-bons\/","title":{"rendered":"O sil\u00eancio dos bons"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Ser bom \u00e9 muito relativo. Provavelmente, a melhor defini\u00e7\u00e3o para o conceito radicar\u00e1 numa alus\u00e3o aos que procuram o bem comum, o melhor para o maior n\u00famero; o que faz de cada ato e preocupa\u00e7\u00e3o um encontro cont\u00ednuo com o que \u00e9 \u00fatil, verdadeiro, edificante, clarividente. Ser bom significar\u00e1 o homem e a mulher de boa vontade que aspira a deixar o mundo um pouco melhor, sem ter de se aniquilar nas suas ideias, verticalidade, integridade. Reconhecer o mundo que nos rodeia contrariando a tend\u00eancia latina de \u201cpintar tudo de negro\u201d, de mau, de oportunista, ser\u00e1 um primeiro passo. Estar sempre a afirmar que o mundo \u00e9 cego, pode significar que o pr\u00f3prio j\u00e1 n\u00e3o v\u00ea nada!<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m \u00e9 bom ou mau sozinho! Ningu\u00e9m \u00e9 sozinho!<\/p>\n<p>Num tempo de causas, a express\u00e3o, que intitula este apontamento, universalmente atribu\u00edda a Martin Luther King, faz parte dos pensamentos que a humanidade imortalizou, e continua a imortalizar, porque s\u00e3o intemporais. \u201cO que me preocupa n\u00e3o \u00e9 nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem car\u00e1ter, dos sem \u00e9tica&#8230; O que me preocupa \u00e9 o sil\u00eancio dos bons\u201d. Ou ainda: \u201cNo final, n\u00e3o nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do sil\u00eancio dos nossos amigos\u201d.<\/p>\n<p>S\u00e3o palavras duras mas refletem, com a adequada pondera\u00e7\u00e3o, a cegueira de quem n\u00e3o quer ver ou, como na globalidade dos casos acontece, a falta de dist\u00e2ncia e sentido cr\u00edtico para distinguir a pequena verdade no mar de mentiras, ditos e contos. E, no final do dia, se d\u00favidas persistam, realizar um pequeno exerc\u00edcio de autoleitura para tentar distinguir o essencial do acess\u00f3rio. <\/p>\n<p>Hoje, tamb\u00e9m recordamos, para interpelar o sil\u00eancio dos amigos e enfrentar a movimento diabolizante (no sentido etimol\u00f3gico que o grego confere) dos inimigos, outras passagens dos discursos e prele\u00e7\u00f5es do pastor batista: \u201cSuba o primeiro degrau com f\u00e9. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que voc\u00ea veja toda a escada. Apenas d\u00ea o primeiro passo.\u201d Mas, impulso determinante est\u00e1 tamb\u00e9m, neste tempo que tolda os esp\u00edritos, o racioc\u00ednio de muitos, na necessidade de se deixar seduzir pelo que \u00e9 evidente!<\/p>\n<p>Sintetizando, porque estes dias s\u00e3o de pesar social \u2013 talvez por influ\u00eancia do dia 2 de novembro que se avizinha, o dos \u201cFi\u00e9is defuntos\u201d \u2013 \u201cas nossas vidas come\u00e7am a terminar no dia em que permanecemos em sil\u00eancio sobre as coisas que importam.\u201d<\/p>\n<p>E para come\u00e7ar a sair do sil\u00eancio, at\u00e9 da ins\u00eddia, basta reconhecer que \u201ca verdadeira medida de um homem n\u00e3o se v\u00ea na forma como se comporta em momentos de conforto e conveni\u00eancia, mas em como se mant\u00e9m em tempos de controv\u00e9rsia e desafio\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-21138","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21138","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21138"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21138\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}