{"id":21187,"date":"2012-11-07T17:14:00","date_gmt":"2012-11-07T17:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21187"},"modified":"2012-11-07T17:14:00","modified_gmt":"2012-11-07T17:14:00","slug":"suspensos-por-ter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/suspensos-por-ter\/","title":{"rendered":"Suspensos por ter"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Possuir qualquer coisa foi desde sempre a ambi\u00e7\u00e3o, leg\u00edtima, do ser humano. A Terra, na sua amplitude, era um territ\u00f3rio e fonte de riqueza a explorar. Afinal, o Jardim do \u00c9den estava ali! A quest\u00e3o fulcral de Carlos Mesters (\u201cPara\u00edso terrestre, saudade ou esperan\u00e7a?\u201d) poder-se-ia considerar uma longa metragem de saudade. <\/p>\n<p>Como \u00e9 reconhecida, a legitimidade em ter algo individual teve v\u00e1rias etapas, quadros reducionistas (longos per\u00edodos tudo era posso do soba, do soberano), at\u00e9 que as classes ficaram acentuadamente heter\u00e1rquicas. <\/p>\n<p>Hoje, a consci\u00eancia do mundo (de quem a tem!) exige uma passagem de propriet\u00e1rio a administrador, um administrador justo, que respeita o patrim\u00f3nio, em que haja a justi\u00e7a distributiva e redistributiva.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que o \u00c9den est\u00e1 a revoltar-se! A \u201cluta de classes\u201d ganhou nova centraliza\u00e7\u00e3o: a revolta instalou-se dentro da pr\u00f3pria natureza. Os elementos n\u00e3o poupam que tem ou quem n\u00e3o tem.<\/p>\n<p>At\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, o que acontecia aos pobres e indigentes era visto com miseric\u00f3rdia, ativador de solidariedades sinceras e duvidosas, quase sempre alinhadas em interesses associados a golpes de marketing, sem com isso desconsiderar as migalhas que mitigam as necessidades de quem mais precisa. O impacto medi\u00e1tico \u00e9 o outro nome da solidariedade.<\/p>\n<p>A pobreza, a fragilidade, do mundo est\u00e1 muito perto de cada um. Assim, uma hecatombe em Nova Iorque \u00e9 a mesma coisa que no Bangladesh! \u2013 n\u00e3o quer\u00edamos acreditar noutra coisa.<\/p>\n<p>Apesar das limita\u00e7\u00f5es (e virtudes) do ser humano deverem ser tratadas por igual, somos levados a pensar que as vari\u00e1veis estar\u00e3o no pressuposto de quem nada tem nada perde, e os que t\u00eam alguma coisa perdem muito! Mas o estado dos Estados, muitas vezes acumulado em consequ\u00eancia da explora\u00e7\u00e3o selvagem, faz a diferen\u00e7a a favor do mais forte; at\u00e9 aqui, em estado de sobreviv\u00eancia, como sempre, h\u00e1 senhores e vassalos?!<\/p>\n<p>Seria extremamente vantajoso aproximar as dist\u00e2ncias \u2013 nada de novo, uma verdade de La Palisse (Senhor de La Palice) \u2013 para evitar as disparidades desta ordem. Mais equil\u00edbrio nivelado por cima, por qualidade, ainda \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Apesar de tudo, \u00e9 sobre isto tamb\u00e9m que o mundo ocidental est\u00e1 \u00e0 espera: que os povos dos Estados Unidos e da Alemanha orientem as escolhas (sufr\u00e1gio eleitoral) para o seu futuro proporcionando l\u00edderes sens\u00edveis \u00e0 solidariedade social, \u00e0 justi\u00e7a social, evitando a explora\u00e7\u00e3o desenfreada.<\/p>\n<p>Aguardamos suspensos\u2026 porque o pouco que a maioria tem parece ser opul\u00eancia (viver acima das possibilidades?!) aos olhos da minoria que possui tudo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-21187","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21187\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}