{"id":21225,"date":"2012-11-22T09:57:00","date_gmt":"2012-11-22T09:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21225"},"modified":"2012-11-22T09:57:00","modified_gmt":"2012-11-22T09:57:00","slug":"bateira-erveira-de-canelas-volta-aos-canais-do-bocage","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bateira-erveira-de-canelas-volta-aos-canais-do-bocage\/","title":{"rendered":"Bateira Erveira de Canelas volta aos canais do bocage"},"content":{"rendered":"<p>No dia 10 de novembro, no Ribeiro de Canelas, teve lugar o bota-abaixo de uma Bateira Erveira de Canelas, numa iniciativa do BioRia e do projeto Esta\u00e7\u00e3o-Viva que visa a preserva\u00e7\u00e3o de um modelo de embarca\u00e7\u00e3o t\u00edpica do Baixo Vouga Lagunar e origin\u00e1ria do concelho de Estarreja.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da bateira, que foi financiada pela C\u00e2mara Municipal de Estarreja e pelo PACOPAR (Painel Consultivo Comunit\u00e1rio do Programa Atua\u00e7\u00e3o Respons\u00e1vel), cujo valor global foi de 3380 euros, concretizou-se no \u00e2mbito do projeto Esta\u00e7\u00e3o-Viva, instalado no antigo edif\u00edcio do Apeadeiro de Canelas. <\/p>\n<p>A embarca\u00e7\u00e3o foi constru\u00edda por Manuel Pires, que recorreu \u00e0s mem\u00f3rias do seu pai, mestre Arnaldo Barqueiro.<\/p>\n<p>Esta iniciativa pretende revitalizar uma embarca\u00e7\u00e3o j\u00e1 extinta, que em tempos era exclusiva do sul do concelho de Estarreja. A nova erveira vem-se juntar ao at\u00e9 agora \u00fanico exemplar existente, em exposi\u00e7\u00e3o no Museu Mar\u00edtimo de \u00cdlhavo.<\/p>\n<p>O BioRia pretende utilizar a bateira para a realiza\u00e7\u00e3o de visitas ao \u201ccora\u00e7\u00e3o\u201d do bocage (zona de campos delimitados por sebes), que de outra forma n\u00e3o seriam poss\u00edveis. Noutros tempos, a sua utiliza\u00e7\u00e3o observava-se nas valas e esteiros da regi\u00e3o entre Vouga e Antu\u00e3, devido \u00e0 sua robustez para transporte de gado marinh\u00e3o, pastagens e cereais dos campos do Baixo Vouga.<\/p>\n<p>Bateira calafetada<\/p>\n<p>com breu e casca de arroz<\/p>\n<p>A \u201cBateira Erveira de Canelas\u201d adquiriu esta designa\u00e7\u00e3o pelos estudiosos da etnografia da Ria de Aveiro ao registarem-na em maior n\u00famero e em maior constru\u00e7\u00e3o na freguesia de Canelas.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica de calafetagem utilizada, recorrendo ao breu negro e casca de arroz, permitia uma maior dura\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia no seu contacto com \u00e1guas doces e salobras, assim como nas grandes varia\u00e7\u00f5es de caudal durante o ano, que oscilavam entre cheias e secas, ambientes estes t\u00e3o adversos \u00e0s madeiras.<\/p>\n<p>O cavername \u00e9 constitu\u00eddo por madeira de oliveira e carvalho, sendo o revestimento posterior a pinho. As suas medidas, inferiores \u00e0s do moliceiro, com apenas 14 cavernas, 80 cm de pontal e 2m de boca, faziam com que esta embarca\u00e7\u00e3o se adaptasse com maior ligeireza \u00e0s valas caracter\u00edsticas do bi\u00f3tipo bocage.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 10 de novembro, no Ribeiro de Canelas, teve lugar o bota-abaixo de uma Bateira Erveira de Canelas, numa iniciativa do BioRia e do projeto Esta\u00e7\u00e3o-Viva que visa a preserva\u00e7\u00e3o de um modelo de embarca\u00e7\u00e3o t\u00edpica do Baixo Vouga Lagunar e origin\u00e1ria do concelho de Estarreja. A constru\u00e7\u00e3o da bateira, que foi financiada pela [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-21225","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-regioes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21225","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21225"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21225\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}