{"id":21279,"date":"2012-11-28T16:13:00","date_gmt":"2012-11-28T16:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21279"},"modified":"2012-11-28T16:13:00","modified_gmt":"2012-11-28T16:13:00","slug":"saber-ser","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/saber-ser\/","title":{"rendered":"Saber ser"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 131 <!--more--> Quando lemos Santa Teresa de Jesus, Mestra e Doutora da Ora\u00e7\u00e3o, vemos que a ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 para nos sentirmos bem, embora, quando bem vivida e feita, cause, mesmo organicamente, al\u00edvio e paz.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o que \u00e9 feita como encontro de intimidade com o Senhor existe para que aumentem em n\u00f3s as virtudes que nos fa\u00e7am santos. Rezamos para ser melhores por dentro e nas atitudes.<\/p>\n<p>Jesus condenava os fariseus por eles darem valor \u00e0s coisas secund\u00e1rias e desprezarem o Mandamento que, fundamentalmente, \u00e9 o Amor. Por isso, tudo na vida de uma pessoa nos deve conduzir a crescer no amor que devemos a Deus e ao pr\u00f3ximo, certos de que foi Deus que nos amou primeiro e Ele quer amar em n\u00f3s. Temos de notar que n\u00e3o somos n\u00f3s que amamos, mas \u00e9 a vida espiritual que se alimenta no deixarmo-nos amar e deixar Ele amar os outros atrav\u00e9s de nossas atitudes, em seu Filho Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Se o saber estar, na Igreja ou fora dela, diz muito da pessoa e da sua educa\u00e7\u00e3o, a verdade \u00e9 que nos enganamos nos nossos ju\u00edzos e n\u00e3o podemos, jamais, julgar algu\u00e9m, pontualmente, por uma circunst\u00e2ncia apreendida momentaneamente, quer para o bem quer para o mal. Mas devemos cuidar em n\u00e3o dar esc\u00e2ndalo, como nos adverte o Senhor, pois o que mais convence os que nos rodeiam \u00e9 o exemplo e o testemunho. Por isso, a nossa vida tem de ter essa unidade org\u00e2nica entre o saber estar e o saber ser, duas atitudes que Santa Teresa gostava de comparar com as duas irm\u00e3s do Evangelho, a Maria e a Marta. Uma n\u00e3o pode existir sem a outra.<\/p>\n<p>Todo o homem tem de zelar pelo seu exterior e atividade e pelo seu interior de contempla\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9, o seu ser. E quanto mais seguros no ser, mais corretos no estar. E, fundamentalmente, s\u00f3 uma coisa nos deveria interessar, no que se refere \u00e0 nossa voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3, que nos compromete diante de Deus e dos homens: ser santos. N\u00e3o precisamos de ser padres ou freiras, casados ou solteiros. O batizado deve ser santo, pois essa \u00e9 a sua maneira de ser e de estar na vida. Pecador, claro, pois a santidade nunca \u00e9 reconhecida como tal por quem a vive. <\/p>\n<p>O santo sente-se pecador e miser\u00e1vel, por vezes repugnante e infiel. Mas sabe que Deus, que nele come\u00e7ou a obra boa, Ele mesmo a levar\u00e1 a bom termo.<\/p>\n<p>Gosto muito daquela can\u00e7\u00e3o que nos fala da luta que \u00e9 esta vida: \u201cSeduziste-me Senhor, e eu deixei-me seduzir [verso do profeta Jeremias]. Numa luta desigual [como Jacob, lutando com o Anjo], dominaste-me, Senhor\u2026 e foi tua a vit\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p>Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 131<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-21279","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21279","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21279"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21279\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21279"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21279"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21279"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}