{"id":21287,"date":"2012-11-14T16:30:00","date_gmt":"2012-11-14T16:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21287"},"modified":"2012-11-14T16:30:00","modified_gmt":"2012-11-14T16:30:00","slug":"bom-senso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bom-senso\/","title":{"rendered":"Bom senso"},"content":{"rendered":"<p>1 &#8211; O bom senso \u00e9 uma carater\u00edstica de verdadeiros humanos. S\u00f3 eles podem moderar as suas emo\u00e7\u00f5es pelo exerc\u00edcio da intelig\u00eancia e com a for\u00e7a da vontade. Os seus frutos s\u00e3o indiscut\u00edveis. Eu diria que o primeiro \u00e9 a proximidade crescente da verdade, que vai favorecer a paz social.<\/p>\n<p>Vem isto a prop\u00f3sito de afirma\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es descontroladas, em catadupa, vomitadas por manifesta\u00e7\u00f5es alienantes e, porventura, manipuladas, sa\u00eddas de grupos auto proclamados representativos do povo portugu\u00eas, quando representam, isso sim, minorias corporativistas radicalizadas.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que a maioria da popula\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds est\u00e1 a passar momentos muito limitativos, que a juventude n\u00e3o v\u00ea janelas abertas de futuro, que o esc\u00e2ndalo das desigualdades n\u00e3o diminuiu\u2026 <\/p>\n<p>Mas\u2026 Quem \u00e9 que nos colocou nesta situa\u00e7\u00e3o de pen\u00faria? N\u00e3o and\u00e1mos tamb\u00e9m iludidos com um engodo de facilidades insustent\u00e1veis? Uma greve geral ser\u00e1 mesmo um investimento? O caminho da solu\u00e7\u00e3o dos problemas ser\u00e1 a insolv\u00eancia generalizada, incluindo a do pr\u00f3prio Estado? A falta de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho do di\u00e1logo? Ter\u00e3o autoridade para sugerir o caminho de demiss\u00e3o do governo, de uma revolu\u00e7\u00e3o social\u2026 aqueles que sempre viveram lautamente, auferindo tamb\u00e9m dos proveitos do Estado?&#8230; Mem\u00f3ria curta a de tanta gente, que ainda ontem nos conduzia para o abismo e hoje clama por justi\u00e7a. Para os injusti\u00e7ados que eles geraram?<\/p>\n<p>Vem algu\u00e9m, que trabalha pelo bem dos mais pobres, dizer que necessitamos de nos libertarmos de gan\u00e2ncias, que o caminho da solidariedade passa por h\u00e1bitos de vida mais s\u00f3bria, que a simplicidade de vida \u00e9 o caminho da harmonia social\u2026 E gera-se uma \u201conda social\u201d de opini\u00e3o a qualific\u00e1-la de miserabilista e ap\u00eandice do salazarismo!<\/p>\n<p>2 &#8211; Os n\u00fameros n\u00e3o deixam d\u00favidas. Mas h\u00e1 sempre quem n\u00e3o suporte a sua frieza. A manipula\u00e7\u00e3o dos dados do Tribunal de Contas sobre os custos da Educa\u00e7\u00e3o s\u00f3 se explica pelo estertor de quem n\u00e3o tem outros argumentos para justificar as mordomias e benesses de um corporativismo esmagador, que, nessa mat\u00e9ria, aprisiona o Estado na esteira da \u00e9poca pombalina.<\/p>\n<p>O Estado social n\u00e3o \u00e9 o patr\u00e3o de todos os portugueses. S\u00ea-lo-\u00e1 de alguns. Mas ter\u00e1 de ser garante de equidade social para todos, fomentando e coordenando a iniciativa da sociedade civil e assumindo, supletivamente, essa iniciativa quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>A escolha de uma filosofia de verdadeira humanidade ser\u00e1 significativamente suportada pela convic\u00e7\u00e3o de f\u00e9. \u201cQuem vive por amor a Deus e aos outros n\u00e3o se deixa fazer escravo da posse; n\u00e3o se serve dos outros, mas serve-os at\u00e9 ao dom maior de si e at\u00e9 \u00e0 pobreza, op\u00e7\u00e3o feita precisamente por amor. Esta escolha pode inspirar n\u00e3o s\u00f3 a vida pessoal, mas tamb\u00e9m rela\u00e7\u00f5es sociais, para realizar uma economia de comunh\u00e3o que respeite a dignidade e a necessidade de cada um, e anteponha a gratuidade \u00e0 posse, como fonte de humanidade verdadeira e plena, realizada segundo o des\u00edgnio de Deus. Diante do \u00fanico Senhor do universo, o direito \u00e0 propriedade privada nunca abole a destina\u00e7\u00e3o universal dos bens e o dever de promover a justi\u00e7a como pressuposto da liberdade e da paz de todos\u201d. <\/p>\n<p>Seriam bem diferentes a esperan\u00e7a de futuro e a felicidade do presente com pessoas de bom senso, plenamente humanizadas pela inspira\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica. As sementes do Verbo est\u00e3o por a\u00ed, em muitos esp\u00edritos, em muitos cora\u00e7\u00f5es. Ser\u00e1 que as dificuldades da crise lhe v\u00e3o dar oportunidade de germinarem?<\/p>\n<p>1  &#8211; Bruno Forte, Eis o Mist\u00e9rio da F\u00e9, pg. 58.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; O bom senso \u00e9 uma carater\u00edstica de verdadeiros humanos. S\u00f3 eles podem moderar as suas emo\u00e7\u00f5es pelo exerc\u00edcio da intelig\u00eancia e com a for\u00e7a da vontade. Os seus frutos s\u00e3o indiscut\u00edveis. 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