{"id":21322,"date":"2012-11-07T17:11:00","date_gmt":"2012-11-07T17:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21322"},"modified":"2012-11-07T17:11:00","modified_gmt":"2012-11-07T17:11:00","slug":"grao-a-grao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/grao-a-grao-2\/","title":{"rendered":"Gr\u00e3o a gr\u00e3o&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>A \u00c1rvbore de Zaqueu <!--more--> A 1.\u00aa leitura fala-nos do profeta Elias, fugindo da seca com que Israel estava a ser castigado, levando consigo apenas o duro fardo de lutar por descobrir e proclamar o enredo da rela\u00e7\u00e3o entre os seres humanos e Deus. Cheio de fome e de sede, encontrou uma vi\u00fava a quem pediu p\u00e3o e \u00e1gua. Se esta vi\u00fava negasse a Elias o \u00faltimo pedacinho de p\u00e3o, religiosamente guardado em tempo de cintos bem apertados, acabaria na mesma por morrer de fome e ainda por cima com um peso na consci\u00eancia. Mas porque confiou num profeta a s\u00e9rio, num homem que n\u00e3o vivia \u00e0 custa de enganar e roubar, viu melhorar n\u00e3o s\u00f3 a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o como a de toda a sociedade, e abriu os olhos para o real valor da sua \u00fanica vida.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 saber se podemos confiar em quem se apresenta como \u00absalvador da p\u00e1tria\u00bb ou \u00absalvador das nossas almas\u00bb. Jesus Cristo utiliza um crit\u00e9rio quase infal\u00edvel: desconfiar de quem gosta de parecer importante, sobretudo se \u00e0 custa do dinheiro dos outros (evangelho).<\/p>\n<p>Quantos, de quem se esperava a sabedoria das palavras que iluminam e aquecem, se preocupam sobretudo com \u00abfrases caras\u00bb e vistosas, que lhes abrir\u00e3o as portas da fama! Para n\u00e3o falar dos mistificadores no poder \u2013 exemplos, todos eles, da advert\u00eancia de Jesus: \u00abdevoram as casas das vi\u00favas, a pretexto de longas ora\u00e7\u00f5es\u00bb e gostam de ostentar grandes esmolas (daquelas que retornam ao bolso dos \u00abbenfeitores\u00bb&#8230;).<\/p>\n<p>Na medida em que a sociedade fecha os olhos ou at\u00e9 promove a desonestidade como estrat\u00e9gia de poder e de riqueza, at\u00e9 do pouco p\u00e3o que guardamos nos veremos roubados \u2013 e os tribunais ser\u00e3o induzidos a dar raz\u00e3o a quem pode gastar mais dinheiro (quanto custar\u00e1 a \u00abindepend\u00eancia\u00bb dos ju\u00edzes?&#8230;).<\/p>\n<p>Porque a vida \u00e9 s\u00f3 uma, temos que a saber jogar bem \u2013 tamb\u00e9m Deus nos p\u00f5e entre a espada e a parede! Jesus Cristo mostrou-se espantosamente consciente de como era importante jogar a sua \u00fanica vida para bem de todos (2.\u00aa leitura). Ele pr\u00f3prio se mostrou triste, v\u00e1rias vezes, por verificar que n\u00e3o era compreendido e que at\u00e9 era mal interpretado.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m por isso, Jesus foi particularmente sens\u00edvel \u00e0quela vi\u00fava pobre (evangelho), que passava despercebida, ou que seria ridicularizada por dar esmolas t\u00e3o pequeninas para o imponente tesouro do templo. Mas Jesus bem a viu, e bem sabia que ela estava a dar esse poucochinho com enorme sacrif\u00edcio, com um extraordin\u00e1rio e exemplar sentido de responsabilidade na constru\u00e7\u00e3o do reino de Deus \u2013 portanto, com a honestidade e efici\u00eancia de quem joga a vida pelo bem de todos, sem hipocrisia e sem esperar reconhecimento p\u00fablico (que ser\u00e1 sempre bem-vindo e estimulante, se honesto).<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Jesus Cristo s\u00f3 foi reconhecido depois da morte (convenhamos que n\u00e3o \u00e9 grande consola\u00e7\u00e3o! Mas sempre ajuda\u2026). N\u00e3o deixou, por\u00e9m, de enfrentar o mal com o bem, sabendo que a vit\u00f3ria do bem \u00e9 o plano de Deus para a Humanidade.<\/p>\n<p>D\u00e1 muita for\u00e7a pensar que as nossas ac\u00e7\u00f5es, por muito pequeninas que pare\u00e7am, constituem uma pedra s\u00f3lida (quem sabe se aquela pedrita que fazia mesmo falta) no grande projecto da Humanidade \u2013 e que um dia a justi\u00e7a dar\u00e1 o devido valor a tudo o que parece escondido e a todo o bem feito sem exigir \u00abdireitos de autor\u00bb (Mateus 6,1-8).<\/p>\n<p>Como tamb\u00e9m d\u00e1 for\u00e7a a m\u00e1xima que ainda se ouve a quem sabe olhar perto e longe: \u00abtemos que deixar o mundo melhor do que o encontr\u00e1mos\u00bb. Gr\u00e3o a gr\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Manuel Alte da Veiga<\/p>\n<p>m.alteveiga@netcabo.pt  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00c1rvbore de Zaqueu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-21322","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21322","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21322"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21322\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21322"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21322"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21322"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}