{"id":21340,"date":"2012-12-05T16:43:00","date_gmt":"2012-12-05T16:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21340"},"modified":"2012-12-05T16:43:00","modified_gmt":"2012-12-05T16:43:00","slug":"milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/milhoes\/","title":{"rendered":"Milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> S\u00f3 a express\u00e3o \u00e9 altamente desafiante, impele-nos para o superlativo!<\/p>\n<p>O efeito, a consequ\u00eancia, depender\u00e1 do \u201cDeve &#038; Haver\u201d. Entendendo o dito (Deve &#038; Haver) aplicado \u00e0 contabilidade, para poderem dar informa\u00e7\u00f5es aos clientes sobre os movimentos banc\u00e1rios, os contabilistas mencionam um livro onde existe, na p\u00e1gina esquerda, a palavra Deve; a\u00ed est\u00e3o registados os levantamentos dos clientes. Na p\u00e1gina direita, est\u00e1 escrita a palavra Haver; \u00e9 onde se encontram as entregas do cliente; significa, portanto, \u00abvalores que o cliente tem a receber\u00bb. Enquanto o Deve encontra-se no presente do modo indicativo, Haver corresponde a uma s\u00edntese da express\u00e3o \u00abtem a haver\u00bb.<\/p>\n<p>Este inciso explicativo ajudar-nos-\u00e1 a situar a problem\u00e1tica intimidante: o Haver de milh\u00f5es, \u00e0 direita, na folha da direita!?<\/p>\n<p>Depois deste exerc\u00edcio (legislatura), extrapolando para al\u00e9m dos registos de contabilidade, o que teremos a Haver, para j\u00e1, em dezembro de 2012, \u00e9 um portugu\u00eas em cada quatro no desemprego! Em breve, duas coisas acontecem sem apelo nem agravo: termina o per\u00edodo de vig\u00eancia do subs\u00eddio de desemprego, ou nem direito h\u00e1 a receb\u00ea-lo; esgota-se o fundo dispon\u00edvel nos cofres do Estado. Como se sabe, a partir de 1 de abril de 2012, as vari\u00e1veis para a rece\u00e7\u00e3o desta compensa\u00e7\u00e3o social oscilam, grosso modo, entre os 150 dias, o n\u00edvel inferior, e os 540 dias (para quem tem mas de 50 anos e descontou, para a Seguran\u00e7a Social ou similar, no m\u00ednimo 24 meses).<\/p>\n<p>Ainda do lado do Haver, ouvimos o Sr. Ministro da Solidariedade e Seguran\u00e7a Social (MSSS), Pedro Mota Soares, afirmar que os n\u00fameros revelados pelo Eurostat que indicam a exist\u00eancia de 2,6 milh\u00f5es de portugueses em risco de pobreza ou de exclus\u00e3o social s\u00e3o \u00abmuito preocupantes\u00bb. <\/p>\n<p>\u00abS\u00e3o n\u00fameros muito preocupantes, mas n\u00f3s sabemos que temos que atuar neste sentido. Temos vindo a conseguir reduzir sistematicamente as taxas de pobreza em Portugal\u00bb &#8211; referindo que o Governo, para reduzir a pobreza, fez um refor\u00e7o de 100 milh\u00f5es de euros da linha de cr\u00e9dito dispon\u00edvel para institui\u00e7\u00f5es de solidariedade social (que disp\u00f5e agora de 150 milh\u00f5es de euros), no \u00e2mbito do Plano de Emerg\u00eancia Social. E ainda o descongelamento das pens\u00f5es m\u00ednimas e rurais como exemplo \u00abextremamente importante, quer no combate \u00e0 pobreza, quer na recupera\u00e7\u00e3o do poder de compra de quem as aufere\u00bb.<\/p>\n<p>O protagonismo do MSSS torna evidente para que lados est\u00e3o direcionados os holofotes da ribalta. Em vez de vermos um pa\u00eds a crescer, com projetos que levam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e emprego; com abertura de potencialidades estrat\u00e9gicas,\u2026 isto \u00e9, sobre o Ministro da Economia, sobre o Ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros (porque tem a \u201cpasta\u201d da diplomacia econ\u00f3mica)\u2026 eis-nos aterrados sobre n\u00fameros sobre o que \u201chavemos\u201d de ter: mitiga\u00e7\u00e3o de pobrezas.<\/p>\n<p>\u00c9 um desperd\u00edcio de oportunidades! <\/p>\n<p>Estafados com tanto aperto, abram-se janelas de esperan\u00e7a. Para grandes males, grandes rem\u00e9dios: linhas de produ\u00e7\u00e3o seletiva, redes de exporta\u00e7\u00e3o do excedente, desburocratiza\u00e7\u00e3o de processos, celeridade na justi\u00e7a!<\/p>\n<p>Deixem as demagogias na escola, na sa\u00fade, na mobilidade (de pessoas e bens) em paz! Reforcem a esperan\u00e7a!  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-21340","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21340"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21340\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}