{"id":21349,"date":"2012-12-12T12:07:00","date_gmt":"2012-12-12T12:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21349"},"modified":"2012-12-12T12:07:00","modified_gmt":"2012-12-12T12:07:00","slug":"antidialogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/antidialogo\/","title":{"rendered":"Antidi\u00e1logo"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Desde os seus prim\u00f3rdios, no s\u00e9culo XIX, a nossa democracia foi quase sempre antidialogal. Os partidos t\u00eam-se dividido em dois grupos antag\u00f3nicos: os do governo e os da oposi\u00e7\u00e3o. Os primeiros entendem que a solu\u00e7\u00e3o dos problemas do pa\u00eds consiste na aplica\u00e7\u00e3o dos seus programas; e os segundos entendem exatamente o contr\u00e1rio. Os partidos opositores contestam, na totalidade e sistematicamente, as pol\u00edticas dos governos, mesmo que estas coincidam com as que eles adotariam se fossem governo; e, para c\u00famulo, s\u00f3 se disp\u00f5em a cooperar se os partidos de governo renunciarem aos respetivos programas, a favor dos seus.<\/p>\n<p>A cessa\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos primeiros-ministros \u00e9 deveras sintom\u00e1tica deste estado de coisas: todos foram difamados e vilipendiados at\u00e9 ao extremo, com press\u00f5es violentas para abandonarem os seus lugares; mas, quando cessaram fun\u00e7\u00f5es, receberam graves acusa\u00e7\u00f5es de abandono e de fuga \u00e0s suas responsabilidades. D\u00e1 a impress\u00e3o de que as for\u00e7as oposicionistas e contestat\u00e1rias se orientam por um sadismo crudel\u00edssimo; interessa-lhes que os governos se mantenham, exclusivamente, para serem vilipendiados \u00absem d\u00f3 nem piedade\u00bb.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, os governos eleitos democraticamente v\u00eam sendo t\u00e3o contestados como o foi o \u00abEstado Novo\u00bb. Todos os partidos, na oposi\u00e7\u00e3o, v\u00eam funcionando totalitariamente contra os governos; t\u00e3o totalitariamente que at\u00e9 se permitem afirmar que a legitimidade para governar est\u00e1 neles pr\u00f3prios, e n\u00e3o nos que foram escolhidos pelo povo. No fundo &#8211; e em \u00faltima inst\u00e2ncia &#8211; d\u00e3o a entender que a fonte do poder n\u00e3o est\u00e1 no povo, mas sim neles. E n\u00e3o se esque\u00e7a que todos os partidos, com assento parlamentar, t\u00eam passado pela oposi\u00e7\u00e3o, seguindo a mesma linha de rumo.<\/p>\n<p>\u00c9 caso para se perguntar: alguma vez os partidos adotar\u00e3o as sugest\u00f5es apresentadas aqui, nos artigos anteriores, com base na doutrina social da Igreja e noutras fontes?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-21349","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21349","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21349"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21349\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}