{"id":21353,"date":"2012-12-12T12:11:00","date_gmt":"2012-12-12T12:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21353"},"modified":"2012-12-12T12:11:00","modified_gmt":"2012-12-12T12:11:00","slug":"como-esta-pobre-o-humor-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/como-esta-pobre-o-humor-em-portugal\/","title":{"rendered":"Como est\u00e1 pobre o humor em Portugal&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Olhos na Rua <!--more--> Cada vez t\u00eam menos humor os humoristas profissionais, qualquer que seja o meio de comunica\u00e7\u00e3o de que se servem. Quem gargalha de pulm\u00f5es abertos a uma boa anedota acha estes senhores sensabor\u00f5es, repetitivos. Claro que h\u00e1 sempre uma plateia que lhes bate palmas, n\u00e3o sei se com convic\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Num jornal di\u00e1rio, chegada a sexta-feira, \u00e9 uma avalanche de humoristas a quererem divertir os leitores. V\u00eam em grupo, como se muitos tivessem mais gra\u00e7a. Claro que o prato do dia s\u00e3o os pol\u00edticos. Com pimenta quanto baste, a fuga tem sempre aberta a porta para outros horizontes, em que a piada, n\u00e3o raro, cheira mal. <\/p>\n<p>H\u00e1 um humorista que tenta, com voz mel\u00edflua, fazer humor na r\u00e1dio a horas de luxo. Um jornalista da casa disse-me um dia que, l\u00e1 dentro, ningu\u00e9m entendia esta predile\u00e7\u00e3o pelo dito cujo. Mas a verdade \u00e9 que ele l\u00e1 continua. Com frequ\u00eancia tenta fazer gra\u00e7a da religi\u00e3o. Como n\u00e3o \u00e9 ele que escreve os textos, o seu humor \u00e9 feito por procura\u00e7\u00e3o, mostrando que tanto quem escreve como quem transmite n\u00e3o deve muito \u00e0 originalidade e deve ainda menos \u00e0 fada que os inspira.  <\/p>\n<p>Precisamos muito de momentos de bom humor. Mas este n\u00e3o se encomenda. Que saudade dos bons tempos, em que o humor era mesmo humor, e o riso nada tinha de amarelo, mas era salutar e tonificante!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhos na Rua<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-21353","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21353","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21353"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21353\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}