{"id":21366,"date":"2011-02-09T10:19:00","date_gmt":"2011-02-09T10:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21366"},"modified":"2011-02-09T10:19:00","modified_gmt":"2011-02-09T10:19:00","slug":"actualizacao-profissional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/actualizacao-profissional\/","title":{"rendered":"Actualiza\u00e7\u00e3o Profissional"},"content":{"rendered":"<p>A \u00c1rvore de Zaqueu <!--more--> As antigas universidades, perante os bons resultados dos alunos, davam-lhes \u00ablicen\u00e7a\u00bb para exercer o aprendido e ensinar \u2013 e da\u00ed vem o nome de \u00abLicenciatura\u00bb. Deriva do latim \u00ablicet\u00bb \u2013 \u00e9 l\u00edcito, tem valor. <\/p>\n<p>Deus tamb\u00e9m concede uma esp\u00e9cie de licenciatura, e a 1.\u00aa leitura come\u00e7a por avisar: \u00abDeus n\u00e3o deu licen\u00e7a a ningu\u00e9m para fazer o mal\u00bb.  <\/p>\n<p>As \u00ablicenciaturas de Deus\u00bb s\u00e3o modern\u00edssimas: s\u00f3 formam volunt\u00e1rios\u2026 E como todos os outros, estes \u00ablicenciados\u00bb t\u00eam que se actualizar continuamente: para saber mais, fazer melhor\u2026 e fortificar a voluntariedade!<\/p>\n<p>Por\u00e9m, cabe aos \u00ablicenciados\u00bb o direito e o dever de serem criativos e de n\u00e3o se limitarem a repetir o que outros disseram. Tamb\u00e9m os \u00ablicenciados por Deus\u00bb correm o risco de s\u00f3 repetirem (quando n\u00e3o papagueiam) as \u00abescrituras\u00bb. Ainda por cima, dizem que foi o pr\u00f3prio Deus quem as escreveu, para impressionar mais a quem os ouve. Esquecem que as \u00abescrituras\u00bb s\u00e3o um testemunho da abertura do ser humano a Deus.<\/p>\n<p>At\u00e9 S. Paulo, que viu reconhecida a sua sabedoria humana, esquece por momentos o habitual discurso carregado de cultura rab\u00ednica, para dizer claramente: Falamos da sabedoria de Deus, misteriosa e oculta. Se os importantes deste mundo lhe dessem aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o haveria tanta desgra\u00e7a e injusti\u00e7a (2.\u00aa leitura). O canudo \u00aboutorgado por Deus\u00bb revela-se no compromisso da vida com as causas justas. <\/p>\n<p>Mas porque \u00e9 que S. Mateus fala tanto da antiga Lei e dos \u00f3dios e adult\u00e9rios j\u00e1 anichados no nosso cora\u00e7\u00e3o mesmo sem passar \u00e0s vias de facto?<\/p>\n<p>S. Mateus dirigia-se especialmente a judeo-crist\u00e3os e por isso defendia a cultura judaica e as ra\u00edzes religiosas, donde nasceu o cristianismo. Mas v\u00e1rias das suas perspectivas n\u00e3o coincidem com as dos outros evangelistas e muito menos com as de S. Paulo. A aceita\u00e7\u00e3o destas diferen\u00e7as, de texto e de interpreta\u00e7\u00e3o, pela primitiva Igreja crist\u00e3, revela uma aut\u00eantica atitude de \u00abecumenismo\u00bb e de discernimento entre o essencial e o secund\u00e1rio. O que interessa \u00e9 continuar o projecto de Jesus, sem impor formul\u00e1rios e rituais como eternamente e indiscutivelmente v\u00e1lidos. O evangelho de hoje reflecte pontos de vista ora contradit\u00f3rios ora demasiado dependentes do contexto do evangelista Mateus, e sobre aspectos muito secund\u00e1rios do que era constitutivo do \u00abser crist\u00e3o\u00bb. S. Paulo (mais aberto aos pag\u00e3os) \u00abactualiza-se\u00bb mais e diz (Rom 13,8-10): Todos os mandamentos \u00abest\u00e3o resumidos numa s\u00f3 frase: Amar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo. O amor n\u00e3o faz mal ao pr\u00f3ximo\u00bb.\t<\/p>\n<p>Faltam \u00e9 cursos de actualiza\u00e7\u00e3o do amor\u2026<\/p>\n<p>O evangelho de hoje assesta as baterias para a raiz de todas as ac\u00e7\u00f5es conden\u00e1veis: alimentar sentimentos de \u00f3dio, utiliza\u00e7\u00e3o do outro como mera fonte de prazer ou de dinheiro, estabelecer a confus\u00e3o para reinar. Precisamos de nos sentir bem neste combate \u00e0s ra\u00edzes do mal, e da\u00ed a import\u00e2ncia da comunidade em que vivemos ou constru\u00edmos. Precisamos de desabafar, de apreciar a beleza humana e a do mundo inteiro, num ambiente de afecto e de boa vontade. Jesus Cristo manifestou-se contra toda a dor quer f\u00edsica quer psicol\u00f3gica, n\u00e3o oprimindo quem sofria, fosse qual fosse a raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Muito mais coisas boas se fariam, muitos crimes deixariam de existir, se nos \u00abactualiz\u00e1ssemos\u00bb quanto \u00e0s nossas inten\u00e7\u00f5es e conhecimentos. <\/p>\n<p>Manuel Alte da Veiga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00c1rvore de Zaqueu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-21366","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21366"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21366\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}