{"id":21373,"date":"2011-03-02T09:30:00","date_gmt":"2011-03-02T09:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21373"},"modified":"2011-03-02T09:30:00","modified_gmt":"2011-03-02T09:30:00","slug":"futuro-de-portugal-depende-da-missao-dos-lideres-empresariais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/futuro-de-portugal-depende-da-missao-dos-lideres-empresariais\/","title":{"rendered":"Futuro de Portugal depende da miss\u00e3o dos l\u00edderes empresariais"},"content":{"rendered":"<p>Apesar das dificuldades do presente, n\u00e3o h\u00e1 compara\u00e7\u00e3o poss\u00edvel com as das gera\u00e7\u00f5es anteriores. O futuro faz-se com talento, trabalho e valores \u00e9ticos.<\/p>\n<p>Portugal tem futuro e este passa tamb\u00e9m pela miss\u00e3o de todos os l\u00edderes empresariais, crist\u00e3os ou n\u00e3o, &#8211; \u201cpara uns e outros os desafios s\u00e3o os mesmos\u201d &#8211; \u00e9 a conclus\u00e3o optimista que saiu de uma reflex\u00e3o, conduzida por Ant\u00f3nio Pinto Leite, presidente de ACEGE, na \u00faltima sexta-feira, dia 25, no audit\u00f3rio do Espa\u00e7o Inova\u00e7\u00e3o, Vila Verde.<\/p>\n<p>Este evento, que teve o apoio da ACIB, integrou-se no programa da visita pastoral que D. Ant\u00f3nio Francisco est\u00e1 a fazer ao arciprestado de Oliveira do Bairro. Outras duas ideias fortes: a nossa democracia tem de ter mais desempenho social e \u00e9 absolutamente necess\u00e1ria \u201ca reforma social do Estado\u201d.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>dos valores \u00e9ticos<\/p>\n<p>Abriu a sess\u00e3o a presidente da ACIB, Em\u00edlia Abrantes, que deu o mote: \u201cPortugal tem futuro? Acho que sim. Temos de construir algo, com alicerces seguros, pensar no dia de amanh\u00e3, com a preocupa\u00e7\u00e3o dos valores \u00e9ticos\u201d, \u201capelar \u00e0 dedica\u00e7\u00e3o pelos outros\u201d.<\/p>\n<p>No uso da palavra, Ant\u00f3nio Pinto Leite, colaborador do \u201cExpresso\u201d, advogado de topo, come\u00e7ou por explicar a mais de meia centena de empres\u00e1rios, e n\u00e3o s\u00f3, o que \u00e9 a ACEGE (Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Empres\u00e1rios e Gestores), com uma miss\u00e3o: ser sinal e testemunho de coisas boas para os outros e ter como ponto central \u201ca centralidade do eterno\u201d. <\/p>\n<p>Uma outra preocupa\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o \u00e9 incluir os valores crist\u00e3os na actividade empresarial, refor\u00e7ar o car\u00e1cter do empres\u00e1rio, neste tempo que estamos a viver \u201cno limite dos r\u00e1cios\u201d. At\u00e9 agora, tiveram a tenta\u00e7\u00e3o das grandes empresas, mas est\u00e3o a mudar de estrat\u00e9gia: trabalhar no meio das pequenas empresas regionais, procurando incutir \u201cum c\u00f3digo de \u00e9ticas, um portal de valores\u201d .<\/p>\n<p>\u201cPa\u00eds manhoso, <\/p>\n<p>de m\u00e1s condutas\u201d<\/p>\n<p>Posto isto, enveredou por fazer reflectir sobre o futuro de Portugal, de uma forma positiva, e tra\u00e7ou alguns princ\u00edpios para que tal aconte\u00e7a. Para Pinto Leite e associados da ACEGE \u201c\u00e9 absolutamente proibido fazer essa pergunta.\u201d Faz\u00ea-lo \u201c\u00e9 uma desconsidera\u00e7\u00e3o para os nossos pais e av\u00f3s que passaram pior do que n\u00f3s\u201d. Ser\u00e1, portanto, imperioso \u201celiminar esse diletantismo, essa fragilidade, isso n\u00e3o tem nenhuma compara\u00e7\u00e3o\u201d. Ser\u00e1 melhor caminho \u201cpegar no que temos e somos e dar-lhe a volta\u201d. Efectivamente h\u00e1 no pa\u00eds uma crise de confian\u00e7a, mas se os l\u00edderes n\u00e3o a t\u00eam, quem a h\u00e1-de ter? Questionou. Estes t\u00eam de ter uma fun\u00e7\u00e3o cr\u00edtica,\u201d uma miss\u00e3o de car\u00e1cter e de confian\u00e7a\u201d, que \u00e9 absolutamente indispens\u00e1vel.<\/p>\n<p>Alertou ainda para um facto: a igreja, pelo peso que tem na sociedade portuguesa, tem de ter compreens\u00e3o para o n\u00edvel de dificuldades com que se debatem os empres\u00e1rios. Ningu\u00e9m deve perguntar quanto ganham, mas devem perguntar quanto pagam de impostos\u2026 Manter as empresas vivas com os seus postos de trabalho \u201c\u00e9 um tributo extraordin\u00e1rio\u201d. \u00c9 um modo de fazer render o talento, dentro de uma matriz crist\u00e3, ao mesmo tempo que \u00e9 necess\u00e1rio, sempre que poss\u00edvel, numa atitude de partilha, \u201cesquecer o sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201d, fazendo \u201cum exerc\u00edcio imperativo de solidariedade\u201d, colocando-se cada um no lugar do outro que trabalha ou \u00e9 despedido &#8211; devemos sempre \u201ccolocarmo-nos na sua posi\u00e7\u00e3o\u201d. <\/p>\n<p>Esta norma tamb\u00e9m serve para acabar com a chaga de ningu\u00e9m pagar a horas, neste \u201cpa\u00eds manhoso de m\u00e1s condutas, de m\u00e1s pr\u00e1ticas\u201d e pensar que, por estas pr\u00e1ticas, \u201ch\u00e1 sofrimento do outro lado da rua\u201d. \u00c9 urgente ver se queremos o c\u00e9u ou o inferno para os outros\u2026<\/p>\n<p>Encerrou D. Ant\u00f3nio Francisco que se referiu \u00e0 capacidade de trabalho das gentes de Aveiro, a sua capacidade de empreen-dedorismo, \u201cuma realidade que temos de conhecer melhor, para melhor podermos contribuir\u201d.<\/p>\n<p>Armor Pires Mota<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar das dificuldades do presente, n\u00e3o h\u00e1 compara\u00e7\u00e3o poss\u00edvel com as das gera\u00e7\u00f5es anteriores. O futuro faz-se com talento, trabalho e valores \u00e9ticos. 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