{"id":2138,"date":"2010-07-21T16:28:00","date_gmt":"2010-07-21T16:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2138"},"modified":"2010-07-21T16:28:00","modified_gmt":"2010-07-21T16:28:00","slug":"responsabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/responsabilidade\/","title":{"rendered":"Responsabilidade?!"},"content":{"rendered":"<p>A conversa desenrola-se em torno da criminalidade juvenil, incidindo na imputabilidade dos adolescentes a partir dos catorze anos. E, desde a \u201cmanga larga\u201d que tudo justifica com as circunst\u00e2ncias sociais, com as disfun\u00e7\u00f5es familiares, at\u00e9 \u00e0 estrat\u00e9gia de infal\u00edvel seguran\u00e7a, as opini\u00f5es cruzam-se vertiginosamente, sem grandes an\u00e1lises de fundo.<\/p>\n<p>Fica-se com a impress\u00e3o de que, \u00e0 falta de uma concep\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel de natureza e pessoa humana, com uma ess\u00eancia pr\u00f3pria, manancial de capacidades que podem desabrochar e desenvolver-se harmoniosamente, por meio de um projecto e percurso educativo consistentes, os indiv\u00edduos s\u00e3o resultados sociais aleat\u00f3rios, mais ou menos resultantes de factores sociais que lhes s\u00e3o alheios, poss\u00edveis ou n\u00e3o de conjugar e corrigir.<\/p>\n<p>Nesta rota, acabamos por desaguar todos num p\u00e2ntano de inimput\u00e1veis, cada vez mais se alargando na idade essa incapacidade de responsabilidades. Nesse caso, por que raz\u00e3o h\u00e3o-de ser criminalizados os maiores de dezasseis anos, quando o n\u00e3o s\u00e3o os maiores de catorze?<\/p>\n<p>Se eu n\u00e3o parto de uma concep\u00e7\u00e3o da pessoa humana dotada de intelig\u00eancia apta para se desenvolver, dotada de vontade capaz de se educar, com uma energia afectiva poss\u00edvel de se moldar em rela\u00e7\u00f5es harmoniosas, com um horizonte espiritual dispon\u00edvel para assumir princ\u00edpios \u00e9ticos\u2026, nem o mais perfeito instrumento jur\u00eddico conseguir\u00e1 coordenar todo o \u201crebanho\u201d de modo a que cada um seja respons\u00e1vel nesta \u201crede\u201d de interesses individuais.<\/p>\n<p>N\u00f3s somos poss\u00edveis de sermos educados; as nossas qualidades humanas tornam-nos, progressivamente, capazes de responsabilidade; bem cedo temos consci\u00eancia do bem e do mal e das implica\u00e7\u00f5es que os nossos actos t\u00eam na vida dos outros. Podemos \u00e9 ser induzidos, pelos conceitos e estruturas sociais, a um estilo de vida como se f\u00f4ssemos ilhas, sem reflexos dos outros e nos outros; lan\u00e7ados numa pervertida ideia de liberdade submissa apenas aos instintos e caprichos pessoais.<\/p>\n<p>N\u00e3o pretende o Estado social proporcionar, quase desde a nascen\u00e7a, uma socializa\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos? Como \u00e9 que isto resulta numa agressividade crescente entre as crian\u00e7as e adolescentes, entre todos os n\u00edveis et\u00e1rios?<\/p>\n<p>N\u00e3o pretende o Estado social fazer-nos todos respons\u00e1veis pelo bem comum? Como \u00e9 que, ent\u00e3o, se multiplicam as formas ardilosas de trair, defraudar esse bem comum? <\/p>\n<p>Formem-se pessoas, formem-se pessoas integrais! E teremos seguran\u00e7a, compromisso social, responsabilida-de\u2026, que garantir\u00e3o o futuro do Pa\u00eds! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A conversa desenrola-se em torno da criminalidade juvenil, incidindo na imputabilidade dos adolescentes a partir dos catorze anos. E, desde a \u201cmanga larga\u201d que tudo justifica com as circunst\u00e2ncias sociais, com as disfun\u00e7\u00f5es familiares, at\u00e9 \u00e0 estrat\u00e9gia de infal\u00edvel seguran\u00e7a, as opini\u00f5es cruzam-se vertiginosamente, sem grandes an\u00e1lises de fundo. 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