{"id":21413,"date":"2012-12-12T12:05:00","date_gmt":"2012-12-12T12:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21413"},"modified":"2012-12-12T12:05:00","modified_gmt":"2012-12-12T12:05:00","slug":"o-cisne-e-o-tunel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-cisne-e-o-tunel\/","title":{"rendered":"O cisne e o t\u00fanel"},"content":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o e Ambiente <!--more--> Foi h\u00e1 cerca de umas duas semanas, de manh\u00e3. Ao fazer o percurso habitual do \u00faltimo m\u00eas e meio, algo estava diferente. O rio estava com mais caudal. Havia juncos acumulados, junto \u00e0 ponte e algum lixo junto \u00e0s margens.<\/p>\n<p>Mas o que despertou a minha aten\u00e7\u00e3o de forma particular foi o cisne. Na sua forma graciosa de se movimentar na \u00e1gua, fez algo que eu nunca tinha visto: baixou a cabe\u00e7a e dobrou o pesco\u00e7o, para conseguir passar o t\u00fanel que existe debaixo da ponte. Dobrou bastante o pesco\u00e7o&#8230;<\/p>\n<p>Fiquei a observar o rio e o lago, e o cisne, pensativa. De onde viria tanta \u00e1gua, se na \u00faltima noite n\u00e3o tinha chovido? A resposta veio mais tarde, com as not\u00edcias. Chuvas intensas a norte tinham engrossado o caudal dos rios e a \u00e1gua vinha, literalmente, \u201cpor a\u00ed abaixo\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesse dia pude testemunhar a dor de cabe\u00e7a e a az\u00e1fama que a falha da Internet pode provocar, num local como uma universidade e uma esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio. Damos como adquiridos certos h\u00e1bitos, certas regalias, certas funcionalidades. E quando a m\u00e3e natureza se manifesta com mais furor, deitamos muitas vezes as m\u00e3os \u00e0 cabe\u00e7a perante a tormenta.<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo poss\u00edvel evitar chuvadas, tempestades, cheias e vendavais, \u00e9 talvez poss\u00edvel prevenir \u2013 a v\u00e1rios n\u00edveis \u2013 acontecimentos futuros ainda mais gravosos. \u00c9 poss\u00edvel assegurar que as margens dos rios estejam t\u00e3o limpas quanto o poss\u00edvel; \u00e9 poss\u00edvel atempadamente tratar da manuten\u00e7\u00e3o da rede de \u00e1guas pluviais (que \u201cescoa\u201d a \u00e1gua das chuvas) e manter as sarjetas desentupidas.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, a um outro n\u00edvel, p\u00f4r de lado a discuss\u00e3o sobre a exist\u00eancia ou n\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e agir por forma a evitar que se venha a verificar o pior dos cen\u00e1rios. N\u00e3o dispomos de uma bola de cristal para adivinhar o aquecimento futuro do planeta, mas sabemos que h\u00e1 registos de ver\u00f5es mais quentes e de mais ondas de calor nos \u00faltimos anos, nos pa\u00edses da Europa do Sul, por exemplo.<\/p>\n<p>Agir? Agir como? Em casa: evitando desperdi\u00e7ar energia el\u00e9trica; optando por sistemas de aquecimento eficientes, sem esquecer o calafetar portas e janelas. Tamb\u00e9m, colocando uma tampa na panela, ao cozinhar \u2013 um gesto t\u00e3o simples e que pode permitir uma poupan\u00e7a at\u00e9 90%!<\/p>\n<p>Nas desloca\u00e7\u00f5es di\u00e1rias: planeando sempre que poss\u00edvel a partilha do autom\u00f3vel (se for o caso) ou preferindo utilizar transportes p\u00fablicos (se for poss\u00edvel e vi\u00e1vel).<\/p>\n<p>Diz o ditado \u201cgr\u00e3o a gr\u00e3o, enche a galinha o papo\u201d. Neste caso, a l\u00f3gica \u00e9 inversa. Ou seja, quanto menos gr\u00e3os, de melhor sa\u00fade gozar\u00e1 a galinha. Explicando melhor: quanto menos energia desperdi\u00e7ada agora, menos emiss\u00f5es de gases (os tais, com efeito de estufa, como o di\u00f3xido de carbono) ser\u00e3o emitidas para a atmosfera. Menos gases emitidos &#8211; pelos tubos de escape e nas chamin\u00e9s das centrais que produzem energia el\u00e9trica &#8211; \u00e9 igual a menor aquecimento global e um planeta mais sadio. Agora e para as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o e Ambiente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-21413","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21413","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21413"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21413\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}