{"id":21461,"date":"2013-01-09T18:11:00","date_gmt":"2013-01-09T18:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21461"},"modified":"2013-01-09T18:11:00","modified_gmt":"2013-01-09T18:11:00","slug":"confusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/confusao\/","title":{"rendered":"Confus\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O cidad\u00e3o comum ou se alheia da confus\u00e3o instalada na pra\u00e7a p\u00fablica pelas vozes dos agentes pol\u00edticos e respons\u00e1veis institucionais ou estarrece de pavor, amarra as m\u00e3os na cabe\u00e7a e pergunta-se para onde se h\u00e1 de virar, que caminho de fuga h\u00e1 de encetar\u2026<\/p>\n<p>Na verdade, um denso e impenetr\u00e1vel nevoeiro caiu sobre o quotidiano dos portugueses, perturbando seriamente a sua orienta\u00e7\u00e3o. Se d\u00favidas restavam, parece que elas se dissiparam: os interesses ideol\u00f3gicos e partid\u00e1rios, os truques corporativistas, a sede do poder, a parcialidade da comunica\u00e7\u00e3o social, suplantaram e eclipsaram a lucidez e o respeito, ignorando a vida dos simples, do povo, apagando a consci\u00eancia da prioridade dos des\u00edgnios nacionais. <\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, n\u00e3o faltam solu\u00e7\u00f5es na manga de alguns. Bem preservadas &#8211; entenda-se! &#8211; para revelar apenas quando se chegar ao poder. De outros quadrantes, a certeza inabal\u00e1vel do rumo tra\u00e7ado, surda a todo e qualquer sofrimento, a toda e qualquer sugest\u00e3o, opini\u00e3o, questionamento. E, sofrendo o desgaste psicol\u00f3gico deste fogo cruzado, carregamos com sacrif\u00edcios atr\u00e1s de sacrif\u00edcios. N\u00e3o que o sacrif\u00edcio seja abomin\u00e1vel. Precisamos \u00e9 de saber &#8211; preto no branco! &#8211; quem e em que medida assume esses sacrif\u00edcios, o rumo claro que perseguimos com esse esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>Os senhores da pol\u00edtica j\u00e1 deveriam ter aprendido que o povo \u00e9 paciente, \u00e9 capaz de aguentar dificuldades e trabalhos; mas n\u00e3o \u00e9 n\u00e9scio, n\u00e3o \u00e9 irrespons\u00e1vel. \u00c0s vezes vai um pouco na corrente das ilus\u00f5es que lhe vendem. Todavia, tem uma reserva de sabedoria que o estrutura interiormente, mais do que se possa imaginar. E espera pacientemente os resultados das promessas feitas. S\u00f3 que, quando a ta\u00e7a transborda, n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil conter as suas rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente sabermos se estamos ou n\u00e3o no caminho certo. \u00c9 imperioso que o poder pol\u00edtico confronte ousadamente os l\u00f3bis, sejam eles financeiros, ideol\u00f3gicos ou de outra qualquer motiva\u00e7\u00e3o. \u00c9 absolutamente necess\u00e1rio que essa espiral de riqueza acumulada por uns poucos se inverta em movimento descendente ao encontro da multid\u00e3o sofrida. A fome n\u00e3o \u00e9 boa conselheira! A solidariedade heroica dos mais humildes j\u00e1 n\u00e3o consegue obviar \u00e0 indig\u00eancia dos carenciados de tudo!&#8230;<\/p>\n<p>Proclama-se que \u00e9 indispens\u00e1vel criar-se uma nova mentalidade, uma atitude diferente face \u00e0 vida. Mas quem \u00e9 que tem de fazer essa convers\u00e3o? Os que consomem o necess\u00e1rio ou aqueles que esbanjam e, ainda assim, acumulam lauto sup\u00e9rfluo? Mesmo que se n\u00e3o trate de desbaratar o er\u00e1rio p\u00fablico, em tempos de car\u00eancia tem de prevalecer o fim primordial dos bens: o benef\u00edcio das condi\u00e7\u00f5es de vida dignas para todos!<\/p>\n<p>Basta de confus\u00e3o! Sejamos claros, para reencontrarmos o caminho! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cidad\u00e3o comum ou se alheia da confus\u00e3o instalada na pra\u00e7a p\u00fablica pelas vozes dos agentes pol\u00edticos e respons\u00e1veis institucionais ou estarrece de pavor, amarra as m\u00e3os na cabe\u00e7a e pergunta-se para onde se h\u00e1 de virar, que caminho de fuga h\u00e1 de encetar\u2026 Na verdade, um denso e impenetr\u00e1vel nevoeiro caiu sobre o quotidiano [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-21461","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21461","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21461"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21461\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}