{"id":21494,"date":"2013-01-09T16:53:00","date_gmt":"2013-01-09T16:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21494"},"modified":"2013-01-09T16:53:00","modified_gmt":"2013-01-09T16:53:00","slug":"bem-aventurados-os-construtores-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz\/","title":{"rendered":"Bem-aventurados os construtores da paz"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem \u00e0 Diocese <!--more--> Iniciamos 2013 sob o signo da paz. Desde 1967 que o Papa Paulo VI convidou o mundo a come\u00e7ar cada novo ano com a celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Paz. A paz continua, tantos anos depois, a ser urg\u00eancia do dia primeiro de cada ano e de todos os dias do ano inteiro.<\/p>\n<p>A mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz de 2013 inspira-se na bem-aventuran\u00e7a do evangelho: \u201cbem-aventurados os construtores da paz\u201d. <\/p>\n<p>Bento XVI faz do an\u00fancio evang\u00e9lico e do gesto prof\u00e9tico de Paulo VI um corajoso \u00abgrito pela paz\u00bb e d\u00e1 voz a um sustentado esfor\u00e7o de promo\u00e7\u00e3o do bem comum, condi\u00e7\u00e3o essencial para que a paz seja realidade no \u00edntimo de cada pessoa, no interior de cada fam\u00edlia e no conv\u00edvio dos povos.<\/p>\n<p>A paz \u00e9 ideal, projecto, direito, valor e compromisso de crentes e n\u00e3o crentes. A Humanidade n\u00e3o pode calar a sua voz e os que sofrem indiferen\u00e7a, abandono, viol\u00eancia, \u00f3dio, guerra ou ex\u00edlio t\u00eam direito a sentir que a esperan\u00e7a renasce em cada in\u00edcio de um novo ano e que \u00e9 de todos n\u00f3s a causa da paz.<\/p>\n<p>Estamos, tamb\u00e9m n\u00f3s, unidos em Igreja com toda a Humanidade, neste \u00abGrito pela Paz\u00bb, feito clamor comum e voz un\u00e2nime de crian\u00e7as, jovens e adultos. Esta iniciativa da Miss\u00e3o Jubilar, realizada em dimens\u00e3o arciprestal, convoca pessoas, institui\u00e7\u00f5es e comunidades para, num espa\u00e7o comum em cada arciprestado e \u00e0 mesma hora em toda a Diocese, dizermos a uma s\u00f3 voz, no pr\u00f3ximo dia 11: \u201cUm dia vou gritar a Paz\u2026 Hoje \u00e9 o Dia!\u201d<\/p>\n<p>Junta-se \u00e0 nossa voz e \u00e0 nossa presen\u00e7a o brilho da luz que brota da alma solid\u00e1ria de dez milh\u00f5es de portugueses como se fossem outros tantos milh\u00f5es de estrelas que iluminam este c\u00e9u aben\u00e7oado da nossa terra, para que compreendamos, de uma vez por todas e para sempre, que a \u00abpaz \u00e9 dom de Deus e obra humana\u00bb, \u00e9 b\u00ean\u00e7\u00e3o que nos vem do c\u00e9u e semente que germina da terra.<\/p>\n<p>Queremos que este \u00abgrito pela paz\u00bb se fa\u00e7a presen\u00e7a solid\u00e1ria a levar paz a tantos cora\u00e7\u00f5es doridos para que, pela b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus, a paz se transforme em p\u00e3o, em trabalho e em esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Presente e Mem\u00f3ria<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo dia 20 de janeiro vamos inaugurar oficialmente, no Museu de Santa Joana, a Exposi\u00e7\u00e3o \u201cDiocese de Aveiro-Presente e Mem\u00f3ria\u201d. <\/p>\n<p>Esta Exposi\u00e7\u00e3o constitui um elemento essencial da Miss\u00e3o Jubilar. Ela possui um acrescentado e oportuno objectivo ao trazer para novos \u00e1trios de conhecimento e de contempla\u00e7\u00e3o a beleza da arte e o valor da f\u00e9.<\/p>\n<p>Encontrar, a partir da arte, as marcas do tempo, conhecer a geografia da terra e contemplar a viv\u00eancia crist\u00e3 das comunidades, num olhar presente e simult\u00e2neo e no lugar emblem\u00e1tico do Museu de Aveiro, outrora Convento de Jesus, onde viveu e repousa Santa Joana Princesa, nossa Padroeira, \u00e9 uma nova forma de evangelizar e um belo testemunho de miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Queremos, com esta Exposi\u00e7\u00e3o, oferecer aos diocesanos de Aveiro e a quantos nos visitam um roteiro que nos leve a percorrer os caminhos da Diocese, guiados pela magia do tempo, pela grandeza da hist\u00f3ria e pela densidade da f\u00e9.<\/p>\n<p>A Igreja de Aveiro ergueu-se em campo aberto, amplo e livre, e viu construir templos no ch\u00e3o sagrado que desce das colinas da serra, se desdobra pelos recortes serpenteados da ria e se estende pela orla do mar. Esta \u00e9, em Portugal, uma estranha e \u00fanica geografia que Deus tornou t\u00e3o bela e que homens e mulheres fizeram, no decurso do tempo, pela for\u00e7a do trabalho e pela bem-aventuran\u00e7a da f\u00e9, terra habitada, progressiva e crist\u00e3. <\/p>\n<p>Recolhemos, em cada uma das cento e uma par\u00f3quias da Diocese, tudo quanto nesta Exposi\u00e7\u00e3o se apresenta. Teremos, igualmente e em simult\u00e2neo, informa\u00e7\u00e3o da \u00abDiocese-em n\u00fameros\u00bb, onde se espelha a alma viva e o rosto belo da Igreja de Aveiro. <\/p>\n<p>Deixemo-nos surpreender por algumas iniciativas integradas no esp\u00edrito e no tempo desta Exposi\u00e7\u00e3o, para que se ampliem os nossos horizontes de reflex\u00e3o, de cultura, de di\u00e1logo e de f\u00e9.<\/p>\n<p>Visitemos, todos, esta Exposi\u00e7\u00e3o. Procuremos ver com os olhos do cora\u00e7\u00e3o e da f\u00e9, como quem reza, atra\u00eddo pelo encanto do transcendente ou inspirado pelo fasc\u00ednio da santidade e admiremos a arte e a beleza, como quem eleva um hino ao talento humano das gera\u00e7\u00f5es que nos precederam.<\/p>\n<p>O di\u00e1logo entre a Igreja e a Sociedade passa, mais vezes do que imaginamos, pelos umbrais da arte e a\u00ed se abrem as portas da f\u00e9, porque a arte e a cultura transportam em si um minist\u00e9rio prof\u00e9tico.<\/p>\n<p>Que esta Exposi\u00e7\u00e3o, ao revelar o valioso patrim\u00f3nio da Igreja de Aveiro o fa\u00e7a ainda mais perten\u00e7a de todos n\u00f3s e nos desperte neste dinamismo da Miss\u00e3o Jubilar para um futuro novo para a Igreja e para a nossa Terra, aben\u00e7oado por Deus e trabalhado pelo talento humano.<\/p>\n<p>Ecumenismo e Di\u00e1logo Inter-Religioso: Rumos<\/p>\n<p>Integrada na Miss\u00e3o Jubilar, vamos realizar, no pr\u00f3ximo dia 23 de janeiro, no Cine-Teatro de Estarreja, a segunda Sess\u00e3o\/Debate, centrada no tema: Ecumenismo e Di\u00e1logo Inter-Religioso: Rumos.<\/p>\n<p>A cinquenta anos do in\u00edcio do Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico Vaticano II e em pleno Oitav\u00e1rio de ora\u00e7\u00e3o pela unidade dos crist\u00e3os tem todo o sentido alargarmos horizontes de reflex\u00e3o e perspectivas de miss\u00e3o \u00e0 urg\u00eancia e ao valor da comunh\u00e3o ecum\u00e9nica e do di\u00e1logo inter-religioso.<\/p>\n<p>Temos entre n\u00f3s v\u00e1rias comunidades crist\u00e3s n\u00e3o cat\u00f3licas e vivem connosco em di\u00e1logo aberto e conv\u00edvio franco muitas pessoas com outras convic\u00e7\u00f5es religiosas. Basta lembrar mais de mil e quinhentos jovens estrangeiros, provenientes de dezenas de pa\u00edses do mundo, que vivem e estudam em Aveiro, possuidores de grande riqueza humana e de valioso patrim\u00f3nio cultural e religioso, que urge conhecer, respeitar e acolher.<\/p>\n<p>Para nos abrir campo de reflex\u00e3o e de di\u00e1logo, vamos ter connosco D. Ant\u00f3nio Couto, Bispo de Lamego e Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Miss\u00e3o e Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, que integra o \u00e2mbito do Ecumenismo, e Doutor Jorge Sampaio, antigo Presidente da Rep\u00fablica e Alto Representante da ONU para a Alian\u00e7a das Civiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia e o \u00eaxito da primeira Sess\u00e3o\/Debate realizada em Vagos avivam a expectativa para uma afirmada participa\u00e7\u00e3o e fazem-nos sentir que desta forma somos, tamb\u00e9m, mensageiros das bem-aventuran\u00e7as e obreiros de um mundo onde a dignidade humana se afirma e o direito \u00e0 verdade da f\u00e9 e \u00e0 experi\u00eancia do sentido religioso da vida se respeita.<\/p>\n<p>Alegria e gratid\u00e3o <\/p>\n<p>A Miss\u00e3o Jubilar integra providencialmente, no seu decurso, v\u00e1rios marcos da nossa hist\u00f3ria que queremos evocar e viver como datas duplamente jubilares. <\/p>\n<p>Com o mesmo esp\u00edrito com que desde in\u00edcio o fizemos, quero hoje recordar que, em 20 de janeiro de 1988, com a resigna\u00e7\u00e3o do Senhor D. Manuel de Almeida Trindade, assumia o minist\u00e9rio de Bispo Diocesano, o Senhor D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino, tendo iniciado solenemente o minist\u00e9rio episcopal, em celebra\u00e7\u00e3o festiva, na S\u00e9 de Aveiro, no dia 7 de fevereiro seguinte.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino, oriundo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, onde nasceu e a cujo presbit\u00e9rio pertenceu, chegou a Aveiro, em 1981, como Bispo Coadjutor depois de ter sido Bispo Auxiliar de Lisboa, e foi Bispo Diocesano desde 1988 a 2006. <\/p>\n<p>Cumpre-nos a todos agradecer a Deus o dom da sua vida, do seu minist\u00e9rio e da sua presen\u00e7a no meio de n\u00f3s, lembrar a generosidade da sua entrega por inteiro, do seu zelo pastoral e do seu dinamismo apost\u00f3lico.<\/p>\n<p>A exemplo do que fizemos no passado dia 8 de dezembro, ao evocar, cinquenta anos do in\u00edcio do minist\u00e9rio episcopal do Senhor D. Manuel, vamos celebrar, na S\u00e9 de Aveiro, a Eucaristia das dezanove horas do dia 17 de fevereiro, no primeiro domingo da Quaresma, neste gesto de alegria e de comunh\u00e3o com o Senhor D. Ant\u00f3nio Marcelino e pedir para ele sa\u00fade, b\u00ean\u00e7\u00e3o e gra\u00e7a para continuar a servir, com a mesma alegria e igual generosidade, esta Igreja de Aveiro.      <\/p>\n<p>Aveiro, 6 de janeiro, Epifania do Senhor, de 2013<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, bispo de Aveiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem \u00e0 Diocese<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-21494","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21494","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21494"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21494\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}